Território MLS
·14 de julio de 2026
Balogun admite que polêmica envolvendo suspensão influenciou ambiente dos EUA na Copa do Mundo

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Balogun abriu o jogo após a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo
A eliminação dos Estados Unidos para a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 foi precedida por um dos episódios mais debatidos da competição. Protagonista da controvérsia, o atacante Folarin Balogun afirmou que toda a repercussão em torno da anulação de sua suspensão acabou afetando o ambiente da seleção norte-americana antes da partida decisiva.
Em entrevista ao programa CBS Mornings, o jogador reconheceu que a intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto à Fifa para discutir sua situação disciplinar gerou uma enorme exposição e trouxe dificuldades para o elenco manter o foco exclusivamente no jogo.
Segundo Balogun, o primeiro sentimento ao ser liberado para voltar à equipe foi de alívio e felicidade. No entanto, pouco tempo depois, ele percebeu que a decisão provocaria uma grande repercussão e aumentaria a pressão sobre todo o grupo.
O atacante contou que, à medida que o confronto contra a Bélgica se aproximava, era possível perceber um certo desconforto entre os companheiros. Para ele, o excesso de atenção externa tornou mais difícil a preparação da equipe, que precisou conviver com debates e questionamentos em vez de concentrar todas as energias no duelo eliminatório.
Apesar do cenário, Balogun entrou em campo normalmente, mas os Estados Unidos acabaram derrotados por 4 a 1, em Seattle, resultado que encerrou a campanha da equipe no Mundial.
O episódio que deu início à polêmica aconteceu na vitória americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina. Durante a partida, Balogun recebeu cartão vermelho após revisão do árbitro de vídeo.
Na jogada, o atacante disputou a bola com o zagueiro Muharemovic e acabou atingindo o calcanhar do adversário. O árbitro brasileiro Raphael Claus foi chamado pelo VAR para rever o lance e, após analisar as imagens no monitor, decidiu expulsar o jogador, comunicando sua decisão pelo sistema de som do estádio.
Balogun voltou a afirmar que considera a punição exagerada. De acordo com ele, o lance ocorreu sem intenção e sequer deveria ter sido marcado como falta. O atacante disse ter ficado surpreso com a decisão da arbitragem, embora tenha aceitado o veredito naquele momento para seguir apoiando seus companheiros.
Na avaliação do camisa da seleção americana, cartões vermelhos deveriam ser aplicados apenas em jogadas com intenção clara de atingir o adversário. Para ele, a expulsão aumentou a pressão sobre a equipe de forma desnecessária.
Após a suspensão, Donald Trump entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo uma reavaliação do caso. A movimentação provocou discussões em diferentes países sobre a independência das decisões disciplinares da entidade máxima do futebol.
Antes das oitavas de final, a Federação Belga ainda tentou impedir a utilização de Balogun na partida, mas a Fifa rejeitou o pedido. Com isso, o atacante foi relacionado e participou normalmente do confronto.
Mesmo com a presença do jogador, os Estados Unidos não conseguiram superar a Bélgica e deram adeus ao torneio. Ainda assim, a situação envolvendo Balogun permaneceu como um dos assuntos mais comentados pela imprensa internacional durante e após a eliminação da equipe anfitriã.
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