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·7 de junio de 2026
Benfica apresenta queixa disciplinar contra árbitro Gustavo Correia

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O Benfica e o diretor-geral Mário Branco formalizaram uma participação disciplinar junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol contra o árbitro Gustavo Correia. A queixa surge na sequência do relatório elaborado pelo juiz após o empate a dois golos em Famalicão, na 32.ª jornada do último campeonato, disputada a 2 de maio, e envolve também um delegado da Liga presente nesse encontro.
O clube da Luz não contesta as palavras que Mário Branco dirigiu ao árbitro, mas rejeita categoricamente parte do relato oficial. No documento, Gustavo Correia descreveu que o dirigente encarnado foi fisicamente impedido de se aproximar dele por assistentes de recinto e pela força policial. Para o Benfica, essa descrição insinua uma ameaça física que, garante, nunca existiu.
A participação disciplinar inclui imagens recolhidas no túnel de acesso aos balneários durante o processo de instrução. O clube afirma que essas imagens contradizem diretamente a versão apresentada no relatório do árbitro, e é com base nessa prova visual que sustenta a contestação à veracidade dos factos descritos.
O caso já produziu consequências pesadas para os dirigentes encarnados. O presidente Rui Costa foi suspenso por 25 dias e multado em 4.210 euros, além de ter sido alvo de processo disciplinar. Mário Branco, por sua vez, cumpriu uma suspensão preventiva de 20 dias, à qual foram acrescentados mais cinco, tendo ainda sido sancionado com uma multa de 3.876 euros por reincidência.
Na perspetiva do Benfica, o agravamento reduzido da sanção de Mário Branco, apenas cinco dias adicionais, é interpretado como um indício de que os factos mais graves relatados por Gustavo Correia não foram dados como provados pelas instâncias competentes.
Este não é o primeiro episódio em que o Benfica aponta o dedo a Gustavo Correia. O árbitro já tinha sido criticado pelos encarnados depois de ter dirigido o encontro com o Casa Pia, em novembro passado, na 11.ª jornada, que terminou igualmente com um empate a dois golos. O clube considera que este novo caso reforça a perceção de uma postura persecutória por parte do árbitro e de alguns delegados da Liga.
A participação disciplinar está agora nas mãos do Conselho de Disciplina da FPF, que terá de avaliar as provas apresentadas pelo Benfica e decidir se há fundamento para instaurar procedimento contra Gustavo Correia.







































