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·15 de mayo de 2026

Betinho Marques – O Everson joga peteca ou bocha, Ancelotti?

Imagen del artículo:Betinho Marques – O Everson joga peteca ou bocha, Ancelotti?

Se a razão dominasse o caminho de um ATLETICANO, não haveria o GALO. O tal racional pode funcionar em qualquer lugar, menos para quem enxerga tudo no listrado preto e branco. Mas, antes de dissertar sobre as nossas mazelas, ficou uma dúvida: Ancelotti, o Everson joga bocha ou peteca?

Numa temporada pífia e anêmica, foi o galista assistir a um Ceará x Galo, direto do Castelão. Quem estava em Fortaleza, em Plutão ou na televisão via o mundo desmoronando para o Atlético. Com quatro minutos, Cissé, jovem promessa da base, foi expulso, e o caldo transbordou.


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Num time cheio de remendos, com dois laterais-direitos no banco, Eduardo Dominguez começou num 3-4-2-1, ou seja, com três zagueiros, fazendo Lodi ser um ala/meio-campista. Aos 33 minutos, teve que retomar a linha defensiva de quatro, tirando Román e inserindo Natanael. Para ajudar na entrega e no fechamento dos espaços, sacou Reinier e deu a vaga para Cuello, deixando apenas Cassierra como desafogo de algum possível ataque.

Foi assim, no modo “menos trágico”, que o esfacelado Atlético sobreviveu até os 86 minutos sem ter UMA finalização à meta adversária. Mas aí, talvez por luz divina, até para aliviar a culpa que seria transferida às categorias de base, o Pascini fez o segundo arremate ser dentro da rede: um GALAÇO do moleque de 18 anos, que levou o time da Massa para as disputas de pênaltis.

Como o Galo se classificou?

De verdade, ontem o atleticanismo provou o sabor de não entender nada da vida, muito menos de futebol. Uma noite em que você se pergunta: como? Como este time se classificou? Como alguém que pensa com a cabeça pode ser atleticano?

Está aí a fuga do “mundano”, amigo leitor. Atleticano pode ser racional nas suas atividades diárias, no seu trabalho, na escola, mas o torcedor Galudo, quando enxerga o Olho de Thundera escrito CAM, fica hipnotizado. Não fosse assim, não existiria o ATLÉTICO. Afinal, Não há explicação para a classificação de no Castelão.

Não há ilusão nisso. Todo mundo enxerga que o time do Barba não se encaixou até agora, que o Paulo Bracks não tem gestão, que o Galo da Massa é anêmico e pouco competitivo, apesar da anestesia que paira na alma atleticana. E todos, apesar de não raciocinarem quando agem ao modo Galo, sabem que o Atlético está flertando seriamente com a Série B. Até os loucos sabem.

Está tudo na face, escancarado. Talvez, as únicas mensagens que ficaram de uma noite insólita, de uma classificação cristã na peleja contra o Ceará, são: o Galo tem canal direto com Jesus Cristo; a base pode ser a única salvação dessa instituição; e, por fim, o Everson, que chegou contestado em 2020, indicado por Sampaoli, é um dos maiores da história do GALO desde o imortal Kafunga.

Everson, um gigante

A propósito, Ancelotti: o Everson joga peteca ou bocha? Um dos maiores pegadores de pênalti do futebol nacional (22 no Galo), com 149 clean sheets (jogos sem ser vazado no CAM), que joga com as mãos como um craque, que carrega um time cheio de carências nas costas há anos, que dá assistências com os pés atuando como goleiro, que também bate pênalti, que desestabiliza o adversário emocionalmente, que classifica times medonhos…

Ô, Ancelotti: o Everson joga bocha ou peteca, meu amigo? Quanto ao Galo, fica a lição de ontem: Everson, Pascini e Jesus Cristo e MUDANÇAS já, Pedro Daniel. A Série B está paquerando o Atlético.

Galo, som, sol e sal é fundamental

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