Jogada10
·1 de julio de 2026
Betinho Marques: O Galo é o seu povo

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Em tempos de Copa do Mundo, um deslize, um descanso da rotina. Os noticiários todos se adaptam, a vida corre com uma embalagem diferente: é tempo de congraçamento mundial, mas falta uma coisa.
Falta uma coisa, e a gente sabe o que é: falta o Galo, e isso é muito doido. Na verdade, nosso sono melhorou, nossa saúde está tendo mais tempo para exames, conseguimos observar os pássaros cantando na árvore, mas é estranho… É como se a briga estivesse procurando as tretas sem sucesso. É uma paz até “chata”.
Uma vez, uma professora de Educação Física declarou o motivo de não gostar do Atlético. E o motivo é exatamente o mesmo que carrego por amar este CAM. Para argumentar sua raiva, ela declarou:
“Certa vez, estava ávida pelas férias, cansada, não querendo achar ninguém conhecido. Viajei para longe, mas, de repente, num barulho estranho, sem motivo algum, veio um e gritou: Galoooooooo.”
Olhando para a professora, continuei atento para entender sua argumentação, e ela continuou:
“Aí, estávamos num hotel legal, tranquilo, em outro momento e, novamente, apareceu um atleticano com a camisa no ambiente, e foi o suficiente para o caos ser instalado. Não bastava ele ser atleticano, ele achava outros atleticanos, começavam a falar alto, rir, e eu só queria não achar ninguém que me lembrasse de BH. Foi assim que, de raiva, comecei a torcer pelo time rival. Ninguém aguenta atleticano, eles gritam Galo em todo lugar.”
Aí eu falei: “Fessora, que é isso? O Galo é doido exatamente por isso. A gente vai pra Guarapari ou para o Marrocos, e atravessa a rua para cumprimentar um desconhecido simplesmente por ele estar trajado com a camisa do GALO…
É pelo povo preto e branco e por essa alegria genuína de achar o irmão da “Cachorrada que Venceu” que o atleticanismo vive. Foi assim que, no primeiro clássico, perdi o gol, encantado com a Massa. Professora, infelizmente, temos os mesmos motivos para sentimentos tão opostos.
O Atlético é uma forma de olhar o mundo. Ele só funciona, assim como uma máquina, se tiver o povo como combustível do seu motor. Professora, o Galo está no café, no jeito de andar, na resposta da questão do vestibular, na mordida do pão que vira a forma do distintivo. O Atlético é como o amor, ele está em todo lugar.
Professora, não adianta a gente fugir. Uma hora um copo vai cair, e alguém vai gritar. Você não entendeu a filosofia e a mensagem. Entre nós, os motivos são os mesmos para eu ser, e a nobre teacher só estar em outro “rumar”. Provavelmente, em algum revés na viagem, possivelmente, seria um desses doidos atleticanos que iria te auxiliar.
O atleticanismo é, em qualquer assunto, introduzir o Galo, qualquer que seja a possibilidade. A Copa é maravilhosa, mas todo mundo sabe o que está faltando nesse período. O Galo é o seu povo, e a sua gente só quer se encontrar em qualquer lugar. Com o Galo, o sono piora, a saúde também, mas, sem a diretriz do calendário de jogos do GALUDO, não há norte, é a falsa vida dentro da morte.
Galo, som, sol e sal é fundamental







































