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·26 de marzo de 2026
Beto vê FC Porto com capacidade para chegar à final da Liga Europa

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A fase decisiva da temporada já chegou e o FC Porto continua envolvido em todas as competições em que está inserido, com uma hipótese real de apontar ao triplete, algo que não acontece desde 2010/11, quando venceu a I Liga, a Taça de Portugal e a Liga Europa.
Por coincidência, ou talvez não, o treinador dessa época memorável no universo portista é hoje o presidente do clube, uma vez que André Villas-Boas foi o responsável por esse feito histórico e raro no futebol português.
Quem viveu de perto essa etapa no seio do emblema azul e branco foi Beto Pimparel, que integrou o plantel de 2010/11 e conhece bem o sabor de vencer a Liga Europa, competição que conquistou por quatro vezes, três delas ao serviço do Sevilla, em 2013/14, 2014/15 e 2015/16.
Em declarações exclusivas ao Desporto ao Minuto, o antigo guarda-redes português deixou a sua leitura sobre a gestão de Francesco Farioli na equipa dos dragões, bem como sobre a possibilidade de o FC Porto chegar a uma final da Liga Europa.
A temporada dos dragões tem sido pautada por muita intensidade dentro das quatro linhas, o que tem exigido bastante da componente física da equipa orientada pelo técnico portista. Ainda assim, nas últimas jornadas tem-se notado uma gestão eficaz do treinador italiano, que tem rodado mais de meia equipa em jogos seguidos, levando Beto a sublinhar a qualidade dos reforços contratados pelo emblema azul e branco nos mercados de transferências.
“O investimento, tanto no início desta temporada como no mercado de inverno, do FC Porto foi muito assertivo. André Villas-Boas colocou à disposição de Francesco Farioli opções válidas e que têm tido muito impacto na equipa e que dão profundidade e oportunidade para o treinador fazer essa mesma gestão em todas as frentes que está”, começou por explicar Beto.
“Temos visto estas seis, sete ou até oito mudanças de jogo para jogo, coisa que o André Villas-Boas também fazia na nossa temporada. De um jogo para o outro mudavam-se cinco, mudavam-se sete, mas as dinâmicas estavam lá, os jogadores estavam motivados, os jogadores sentiam que faziam parte de um projeto, sentiam a sua verdadeira importância no plantel. Portanto, quando é assim, é muito mais fácil para um treinador mudar seis e meter seis, sabendo que os seis que vão entrar estão tanto ou mais motivados que os seis que saíram“, continuou.
“Depois há aqui a questão também da qualidade, acho que o FC Porto conseguiu ter um plantel muito homogéneo em todas as posições. Consegue ter essa rentabilidade, digamos assim, fazendo mesmo uma gestão grande de jogo para jogo“, avaliou o antigo internacional português.
A ligação entre presidente e treinador numa equipa de futebol é sempre determinante e isso tem ficado evidente. Villas-Boas e Farioli parecem estar em total sintonia e, para Beto, o FC Porto só tem a ganhar com isso.
“Eu acho que este binómio entre André Villas-Boas e o Farioli começou e nasceu bem. E a partir do momento em que nasceu bem, e podem haver desavenças, podem existir diferentes opiniões em momentos pontuais, mas acho que há uma simbiose muito boa, muito positiva entre o presidente e o treinador. Tanto é que o Farioli no mercado de inverno viu, e toda a gente via, claramente, um FC Porto a decair fisicamente, a ter alguns problemas físicos“, referiu Beto, que considera esta relação quase perfeita.
Enquanto guarda-redes, poucos nomes surgem tão ligados ao palmarés da Liga Europa como o de Beto Pimparel. O internacional português conquistou a prova por quatro vezes, uma ao serviço do FC Porto e três de forma consecutiva com a camisola do Sevilla.
Beto admite que os dragões têm argumentos para chegar, no mínimo, à final da competição europeia, embora reconheça que, a partir de agora, cada jogo da época terá o peso de uma final.
“Eu acredito que sim, principalmente em relação à vontade que o FC Porto demonstra em todos os campos. O FC Porto passou por desafios difíceis, nomeadamente o último jogo em Braga. Portanto, acredito que o FC Porto na Liga Europa tem capacidade, tem desejo e vontade de chegar, pelo menos, à final“, assumiu.
“Oxalá fosse possível encontrar essas duas equipas na final. Não sendo possível, é verdade que o FC Porto tem um desafio extremamente difícil agora com o Nottingham Forest, acho que é um bom desafio para o FC Porto. Mas isto é como eu digo sempre, para que as equipas sejam campeãs, para que as equipas ganhem troféus, tem de ganhar aos melhores. Para chegar às finais, tem que ganhar aos melhores”, refletiu o ex-guardião.
“A partir do momento em que as equipas olham estas eliminatórias como finais, essa diferença entre as duas equipas diminui. Porque cresce a motivação, cresce o desejo, cresce a vontade. E portanto, a partir do momento em que as equipas chegam a estes momentos, são verdadeiras finais”, concluiu.









































