Jogada10
·19 de mayo de 2026
Botafogo x Corinthians: CBF divulga áudios do VAR de decisão que retirou pênalti

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·19 de mayo de 2026

Finalmente, a Comissão de Arbitragem da CBF divulgou, nesta segunda-feira (18), os áudios e as imagens da atuação do VAR no duelo entre Botafogo e Corinthians. O lance em questão ocorreu dentro da área paulista e, sem dúvida, gerou muita reclamação por parte dos jogadores cariocas. A princípio, o árbitro de campo havia marcado a penalidade máxima a favor do Botafogo. No entanto, após recomendação da equipe de vídeo, a decisão foi alterada no monitor do gramado.
De fato, na justificativa oficial, os árbitros de vídeo apontaram que Gustavo Henrique, do Corinthians, não puxou o zagueiro Ferraresi. De acordo com a análise técnica, o atleta do Botafogo acabou tropeçando e caiu sozinho no gramado. Além disso, a revisão flagrou que o jogador Ramalho cabeceou a bola no próprio braço de maneira acidental. Em suma, por conta dessas observações, o juiz decidiu anular a marcação anterior e reiniciou o jogo com bola ao chão para o goleiro corintiano.
AVAR: “Ele marcou. Decisão de campo: tiro penal.”
Árbitro: “Ele segurou, agarrou pelas costas!”
Árbitro: “Fazekas, eu vou narrar! O Gustavo Henrique está puxando! Eu tenho que marcar o que eu miro! Fazekas, me dá uma posição.”
VAR, ainda discutindo com seus auxiliares: “O jogador cabeceia e pega na mão dele, correto? Ele cabeceia e pega na mão dele, está vendo? Aí, vê a invertida. Ele cabeceia e vai na mão dele, ok? Muda a direção e acaba pegando na mão dele. Concordam comigo, que aqui nesse lance não tem o penal, ok? E aqui não tem o puxão. Volta para mim e vamos varrer o APP.”
VAR, conversando com o árbitro: “Felipe, vou recomendar a revisão do lance para um possível não penal. O jogador de branco não está puxando, ele está com o braço de referência. O jogador de preto tropeça e cai. Não é a mão do jogador de branco que derruba ele. Tem uma outra situação que o defensor da frente cabeceia a bola.”
Árbitro: “OK, Fazekas, pode me dar a imagem!”
VAR: “Calma, deixa eu terminar a narrativa para você saber o que eu vou fazer. O jogador da frente cabeceia a bola no próprio braço também. Então, eu vou mostrar para você os dois momentos, ok? Primeiro o puxão que você narrou e depois a cabeçada.”
Árbitro: “Ah, sim! Velocidade normal, beleza. Solta em velocidade normal. Ah, tá. Tem um braço do número 3, só que é um braço de referência que está segurando na camisa. Não tem impacto para pênalti. OK.”
VAR: “E no outro lance, o jogador cabeceia no próprio braço, mas eu quero que você veja também, tá?”
Árbitro: “Já vi, Fazekas. Para mim, Felipe, esse puxão não tem impacto para tiro penal. Vou reiniciar com bola ao chão para o goleiro e vou comunicar minha decisão para o estádio, ok?”
VAR: “Ok. Também faz a narrativa que a cabeçada é do próprio braço do jogador, hein?”
Árbitro: “Ok. A narrativa vai ser que, após revisão na ARA, há uma mão sem impacto, reinício com bola ao chão para a defesa.”
Árbitro anuncia no sistema de som: “Após revisão na ARA, existe uma mão sem impacto para marcação de tiro penal. Decisão final: bola ao chão para a defesa.”

Polêmica de arbitragem em Botafogo x Corinthians – Foto: Reprodução
A saber, a decisão da arbitragem se baseou estritamente no texto da Regra 12, que trata de infrações e condutas incorretas. De acordo com a norma, nem todo contato da mão ou do braço com a bola constitui uma infração punível com tiro livre direto. Assim sendo, o caso analisado pelo VAR, o toque não foi considerado deliberado e nem uma ampliação antinatural do corpo. Dessa maneira, como a bola desviou no próprio corpo do defensor antes de atingir o braço, a regra prevê que o jogo deve seguir normalmente.
Enfim, por causa desse entendimento, o pênalti foi retirado por não haver o movimento intencional de bloquear a bola. Além disso, a análise do vídeo descartou o contato físico impeditivo que justificaria a falta no atacante botafoguense. Portanto, a divulgação dos áudios visa dar transparência ao processo e acalmar os ânimos após o empate polêmico. Por fim, o Botafogo agora vira a chave para os próximos compromissos, enquanto a CBF segue sob o olhar atento dos clubes sobre o uso da tecnologia.
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