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·27 de mayo de 2026

Brasil nas Copas: 1958, Pelé brilha e Seleção é campeã

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O futebol brasileiro, enfim, começava a encantar o mundo. Graças a um grupo de jogadores diferenciados, que juntava a magia de Pelé com a técnica de outros craques, como Nilton Santos, Didi, Bellini, Zagallo ... A primeira conquista do atual e único pentacampeão se deu na Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

Para pontuar aquele título, nada mais simbólico do que ganhar, com autoridade, do anfitrião, na decisão, e por goleada: 5 a 2.


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O início daquela jornada foi em 8 de junho, no Estádio Rimmersvallen, na cidade de Uddevalla, onde o Brasil venceu a Áustria por 3 a 0, com dois gols de Mazzola e um de Nilton Santos. Na sequência, a Seleção empatou com a Inglaterra (0 a 0), no Estádio Nya Ullevi, em Gotemburgo, o que a obrigou a partir com tudo contra a União Soviética, na partida que fechava o Grupo 4.

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Pelé em ação em Brasil x País de GalesCréditos: Divulgação

Com dois gols de Vavá, após dois lances geniais de Garrincha, a Seleção passou pela União Soviética, também no Nta Ullevi, e assegurou sua classificação para o mata-mata.

O próximo adversário foi o País de Gales, mais uma vez em Gotemburgo, com Pelé decisivo. Ele fez o único gol do jogo, válido pelas quartas de final, num lance que marcou época no futebol, em que deu um lençol em Melvin Charles e concluiu sem deixar a bola bater no solo.

A vaga nas semifinais estava confirmada e o Brasil teria pela frente a forte seleção francesa, de Fontaine. Era um jogo sem favoritos. Novamente, brilharia a estrela de Pelé e a Amarelinha emplacou uma goleada por 5 a 2 nos europeus.

O “Rei” marcou três vezes e Vavá e Didi completaram o placar para os brasileiros. No Estádio Rasunda, em Estocolmo, a equipe comandada por Vicente Feola deixou o campo aplaudida de pé pelos mais de 27 mil torcedores presentes, muitos deles ainda sob impacto pela atuação fora de série de Pelé.

A expectativa passava a ser a grande final, no confronto que reuniria as duas únicas seleções invictas na competição. A Suécia, do lendário goleiro Svensson, vinha como um trator no Mundial. Derrotou México e Hungria e empatou com País de Gales na fase de grupos. Depois, bateu União Soviética e Alemanha Ocidental.

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A Seleção que encantou o mundo em 1958Créditos: Arquivo Nacional / Correio da Manhã

No Estádio de Rasunda, diante de 50 mil pessoas, a Seleção Brasileira não se intimidou. Ao contrário, soube se impor e mesmo saindo em desvantagem, com um gol sofrido aos 3 minutos, reagiu e conquistou a primeira estrela com uma vitória sem contestação: 5 a 2. Pelé (duas vezes), Zagallo e Vavá (duas vezes), fizeram os gols do título.

Uma das imagens célebres daquela façanha foi protagonizada por Didi. Ele pegou a bola na rede do Brasil, quando a Suécia abriu o placar, e caminhou até o meio de campo lembrando aos companheiros quantas vezes times brasileiros haviam derrotado os suecos na terra deles. Funcionou. Poucos depois, a festa da Amarelinha tomava o gramado em Estocolmo e as ruas de várias cidades do Brasil.

Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1958:

Goleiros: Castilho (Fluminense) e Gilmar (Corinthians);

Defensores: Bellini (Vasco), De Sordi (São Paulo), Djalma Santos (Portuguesa), Mauro (São Paulo), Nilton Santos (Botafogo), Orlando Peçanha (Vasco), Oreco (Corinthians) e Zózimo (Bangu);

Meio-campistas: Didi (Botafogo), Dino Sani (São Paulo), Moacir (Flamengo) e Zito (Santos);

Atacantes: Dida (Flamengo), Garrincha (Botafogo), Joel (Flamengo), Mazzola (Palmeiras), Pelé (Santos), Pepe (Santos), Vavá (Vasco) e Zagallo (Flamengo).

Técnico: Vicente Feola.

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