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·7 de abril de 2026

CBF apresenta plano para unificar Libra e FFU na criação de uma liga única no futebol brasileiro

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  1. Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reuniu, nesta segunda-feira (6), representantes dos 40 clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro para apresentar um estudo voltado à criação de uma liga unificada no país. O Corinthians esteve presente no encontro por meio de Gabriel Diniz e André Lavieri, integrantes do Comitê de Reestruturação do clube.

Atualmente divididos em dois blocos comerciais, Libra e LFU (Futebol Forte União, grupo do qual o Corinthians faz parte), os clubes receberam da entidade uma proposta inicial de calendário para avançar no projeto. A ideia é que, até o fim de julho, os dirigentes encaminhem sugestões e propostas. Já a meta da CBF é finalizar e apresentar o estatuto da nova liga até o encerramento deste ano.


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Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O cronograma sugerido pela entidade está dividido em três etapas ao longo de 2026:Maio a julho de 2026: coleta de sugestões e elaboração de propostas de encaminhamento;Agosto a setembro de 2026: apresentação, ajustes e aprovação das propostas;Outubro a dezembro de 2026: estruturação das fases – comercialização e estatuto da liga.

A reunião aconteceu em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e teve como foco a exposição de um diagnóstico elaborado pela própria CBF. O material compara o futebol brasileiro com ligas consolidadas como a Premier League, a La Liga e a Bundesliga.

Durante a apresentação, dirigentes da confederação enfatizaram que, antes de discutir a divisão de receitas, tema que frequentemente gera conflitos, como no caso recente envolvendo o Flamengo e clubes da Libra, é fundamental aumentar o volume total de dinheiro gerado pelo futebol nacional. Também foi destacado que eventuais mudanças em contratos de transmissão só teriam validade a partir de 2030, já que os acordos atuais permanecem em vigor até 2029.

O estudo evidenciou ainda a distância financeira em relação às principais ligas europeias. Mesmo com maior população e mais clubes na elite, o Brasil arrecada menos de um terço do valor gerado pela Bundesliga. A CBF também apontou o potencial do mercado interno: cerca de 140 milhões de brasileiros torcem para algum time, sendo aproximadamente 40 milhões considerados altamente engajados com o esporte. Para a entidade, isso demonstra que o futebol nacional ainda pode crescer significativamente em valor.

Além da questão financeira, o levantamento abordou problemas estruturais recorrentes no futebol brasileiro, como arbitragem, calendário e fair play financeiro. No total, foram analisados dez critérios em comparação com Inglaterra, Espanha e Alemanha, e o Brasil apresentou desempenho inferior em todos eles: calendário, tempo de jogo, estádio – público e segurança, estádio – infraestrutura, transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, êxodo de talentos, governança do regulamento e sustentabilidade financeira.

Um dos pontos destacados foi o horário das partidas. No Brasil, aproximadamente 80% dos jogos são realizados no período noturno, enquanto na Inglaterra esse índice gira em torno de 25%. Na Espanha, chega a cerca de 60%, e na Alemanha, a aproximadamente 30%. Segundo a CBF, essa diferença pode impactar diretamente na presença de público nos estádios, que já é menor no país em relação a essas ligas.

Outro fator que influencia a baixa presença de torcedores é a segurança. Uma pesquisa recente apontou que 74% do público considera a insegurança como um dos principais motivos para não frequentar os jogos.

A entidade também citou exemplos internacionais de ligas que evoluíram ao padronizar transmissões e fortalecer sua atuação nas redes sociais, indicando possíveis caminhos para o crescimento do futebol brasileiro. Ao mesmo tempo, pretende deixar discussões mais sensíveis sob responsabilidade da futura liga de clubes.

Entre esses temas estão o uso de gramados sintéticos, atualmente adotados por clubes como Atlético-MG, Athletico, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras na Série A, questão que ainda enfrenta resistência da maioria das equipes. Também estão em debate a possível redução do número de rebaixados, de quatro para três, e a revisão do limite de jogadores estrangeiros por partida, atualmente fixado em nove.

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