Papo na Colina
·12 de febrero de 2026
Ceni admite sufoco contra o Vasco e cita fator crucial para vitória do Bahia: “Não tinha Vegetti”

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·12 de febrero de 2026

A vitória do Bahia por 1 a 0 sobre o Vasco da Gama, nesta quarta-feira (11), foi analisada com sinceridade pelo técnico Rogério Ceni. Em entrevista coletiva após a partida válida pelo Brasileirão, o comandante tricolor reconheceu que sua equipe sofreu em São Januário e que os donos da casa tiveram maior domínio das ações ofensivas, especialmente após o gol marcado por Luciano Juba. No entanto, um detalhe específico foi apontado por Ceni como determinante para segurar o resultado: a ausência do artilheiro cruzmaltino.
Ao comentar a pressão sofrida no segundo tempo, quando o time de Fernando Diniz abusou das bolas levantadas na área, Ceni foi direto:
“A ausência de Vegetti ajudou, porque cruzaram muita bola na área, e hoje não tinha um jogador como ele”.
A fala confirma a percepção de que, sem a referência do “Pirata”, a defesa baiana teve mais facilidade para rebater as investidas aéreas, neutralizando o ataque vascaíno.

Vegetti deixou o Vasco e foi para o Cerro Porteño – Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Ceni também destacou a dificuldade histórica de jogar na Colina, citando o ambiente criado pela torcida e as condições do gramado como fatores que complicam a vida dos visitantes.
“Aqui sempre é difícil. Campo hostil, pressão, torcida, gramado pesado. Temos que tentar vencer de maneira mais convincente e menos sofrida, mas temos que valorizar muito essa vitória. São raros os times que vencem aqui“, afirmou.
O treinador do Bahia admitiu que sua equipe perdeu o controle do jogo após os primeiros 25 minutos e não teve maturidade para manter o nível de atuação, recuando suas linhas excessivamente. Apesar disso, ele celebrou o triunfo estratégico contra um adversário direto.
“Tiveram maior domínio, mas vamos felizes para casa por causa dos pontos. Vencemos Corinthians e Vasco fora“, concluiu Rogério.

Rogério Ceni técnico do Bahia durante partida contra o Vasco – Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Artilheiro absoluto e referência técnica, Pablo Vegetti transformou São Januário em seu território de domínio desde que chegou ao Vasco. O “Pirata” é a principal arma da equipe no jogo aéreo, fundamento que se tornou vital para o esquema tático, especialmente em partidas truncadas onde o cruzamento é a única saída.
Sua presença na área não apenas garante gols decisivos, mas também exerce uma pressão física e psicológica sobre as defesas adversárias, que precisam redobrar a atenção para conter sua impulsão. Sem ele em campo, o time perde não apenas a referência para finalizar as jogadas, mas também a liderança que costuma incendiar as arquibancadas da Colina Histórica.
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