ecbahia.com
·26 de mayo de 2026
Ceni diz que Bahia ‘não joga mal’ apesar de derrotas e crê em disputa na parte de cima

In partnership with
Yahoo sportsecbahia.com
·26 de mayo de 2026

A sequência de oito partidas consecutivas sem triunfos na temporada aumentou a pressão do Bahia. Após o revés por 3 a 2 sofrido diante do Coritiba, no Couto Pereira, o técnico Rogério Ceni utilizou a entrevista coletiva para comentar sobre o modelo de jogo de sua equipe e a atual situação do time na temporada.
O comandante acredita que o nível de desempenho em campo não justifica a má fase de resultados e reiterou sua convicção de que o grupo possui potencial técnico para brigar no pelotão de cima do Brasileirão.
Para Ceni, o volume de oportunidades produzidas pelo ataque serve como o principal combustível para manter o otimismo. Contudo, cobra uma maior taxa de acertos nas finalizações. Por outro lado, o treinador não se esquivou de diagnosticar a fragilidade defensiva que gerando derrotas.
Ao analisar a produção coletiva do Esquadrão e projetar as ambições na tabela de classificação da Série A, Rogério Ceni DETALHOU os fatores que o fazem acreditar em uma reviravolta no segundo semestre, acreditando no período de recesso do Mundial como peça-chave para a retomada dos bons resultados.
“A maneira como a gente joga. Contra o Remo poderíamos ter virado o jogo, tivemos oportunidades. Contra o Grêmio eu nem sei explicar como a bola não entrou. Então nossas atuações, nossas chances criadas, isso me faz crer que o Bahia pode (brigar na parte de cima da tabela). A maioria dos times estão muito equilibrados, e a parada para Copa é fundamental para fazer ajustes e nos deixar mais fortes para o segundo semestre”.
Ceni fez questão de afirmar que, apesar da sequência de oito jogos sem vencer, o Bahia não é uma equipe que faz jogos ruins. Porém, comete falhas que permite os adversários marcarem gols com facilidade.
“Mas o Bahia não é um time que joga mal, normalmente ele tem as melhores chances de sair vitorioso. Mas é um momento difícil porque a gente entrega muito fácil nas poucas chances que o adversário tem. O que me deixa com esperança de brigar entre os primeiros colocados é o que a gente produz durante os jogos com as oportunidades de vencer. Se a gente diminuir o número de falhas podemos brigar por posições melhores que a de hoje”.
O treinador também tentou decifrar a “pane tática” que resultou nos três tentos sofridos no Paraná, apontando o fator emocional como um agravante para as falhas de posicionamento da linha de quatro defensores.
“Pode ser a falta de confiança. Acho que é um time que se incentiva bastante, grita muito no vestiário. Hoje foi uma desatenção coletiva nos dois primeiros gols. O terceiro gol é um gol difícil de marcar, mesmo sabendo que é o forte deles. Nos dois primeiros a gente poderia ter um comportamento defensivo melhor. Talvez entre um pouco da falta de confiança. Não sei o que dizer, a gente produz, mas cede muito fácil os gols aos adversaries”.
Buscando contextualizar o nível de exigência atual do Bahia, o comandante tricolor relembrou o cenário caótico encontrado em sua estreia no clube há três temporadas. Ceni destacou a evolução estrutural da instituição, mas admitiu o incômodo por estar oscilando mais do que o registrado no ano passado.
“Aquele momento que estreamos em 2023 era muito difícil para o clube. Estava perto da zona de rebaixamento, e o triunfo nos deu chance de respirar. Hoje, depois de três anos, saímos do 16º lugar, evoluímos, e estamos apanhando um pouco mais do que nos anos anteriores. Derrota é sempre difícil, complicado encontrar as palavras corretas para falar. O que precisamos é vencer o próximo jogo para ir para a pré-temporada com uma pontuação melhor, ao menos dentro do G-8. Podemos ter a chegada de um ou outro jogador, pode haver uma saída ou outra. Mas queremos planejar o segundo semestre com 26 pontos”.
Por fim, o técnico projetou o reencontro com as arquibancadas no próximo sábado (30), diante do Botafogo. Rogério reconheceu que o elenco está em débito com a torcida, mas destacou que o apoio vindo das arquibancadas será o pilar indispensável para fechar este primeiro ciclo de competições de forma digna.
“Muito importante. O torcedor sempre foi nosso diferencial. Mas neste momento é difícil pedir, sabemos que estamos em dívida. O torcedor do Bahia nunca abandona o clube, mas mentalmente estão todos afetados. Temos que tener força para sair dessa situação primeiro, dar o primeiro passo, vencer no sábado. Temos que parar de tomar gols com falhas que não podem ser tomados.”
Bahia e Botafogo vão se enfrentar às 17h30 de sábado, na Arena Fonte Nova.







































