Portal dos Dragões
·28 de febrero de 2026
Cláudio Ramos: “A seguir à derrota com o Casa Pia juntámo-nos e dissemos que não podíamos entrar em pânico”

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Cláudio Ramos concedeu uma entrevista aos canais de informação do FC Porto, na qual fez um balanço da sua carreira e abordou a actualidade da equipa. O guarda-redes, de 34 anos, salientou um episódio marcante: a conversa colectiva ocorrida no autocarro após a derrota com o Casa Pia, a única até ao momento no campeonato.
“O que se passou a seguir à derrota no Casa Pia foi incrível, no sentido em que chegámos ao autocarro e juntámo-nos, não era muito comum, como era antigamente, da malta acabar o jogo e juntar-se tudo na conversa, jogar umas cartas, etc. Agora não, é tudo muito mais com o seu tablet, cada um com os seus phones, etc. Mas nesse jogo senti realmente que a malta chegou lá em cima, sentámo-nos e começámos a falar do jogo. E a palavra que nós dizíamos era ‘não podemos entrar em pânico, porque perdemos um jogo, somos a mesma equipa que está há não sei quantos jogos sem perder, que tem não sei quantas balizas sem sofrer golos, que estamos em primeiro lugar. Estávamos com sete pontos de avanço e ficámos com quatro, por isso não podemos ter pânico nenhum. Amanhã é outro dia, amanhã vamos começar a trabalhar e a preparar o próximo jogo’. Não queríamos, mas sabemos que acontece. Acabou. Não ficámos a pensar, não ficamos presos ali. E acho que muitas vezes é isso, se ficamos a pensar muito na derrota, cria ansiedade, cria nervosismo. E, sinceramente, senti que no próximo jogo íriamos dar uma boa resposta. Só por aqueles minutinhos ali no autocarro, em que a malta falou daquilo e disse ‘realmente, não podemos estar assim’. São essas pequenas leituras que tu fazes e que te dão bons indicadores de que temos uma grande equipa e de que vamos continuar a ter, apesar dos maus resultados que tivemos”, referiu o guardião portista.
Francesco Farioli ganhou também uma menção especial por parte de Cláudio Ramos. O habitual suplente de Diogo Costa na baliza do FC Porto garante que o treinador italiano está completamente alinhado com a mística do clube.
“Eu não o conhecia. Mas sinto, olho para ele, e digo que é um treinador à Porto. Pela maneira como trabalha todos os dias, pela maneira como se dedica, pela intensidade que coloca quando fala connosco, quando prepara os jogos. E acho que ele se identifica muito com o clube. Também se rodeou de pessoas como o Castro e o próprio Lucho, que sabem melhor do que eu o que é ser o FC Porto. Acredito que eles internamente falem entre eles e o Lucho, com toda a experiência e com tudo o que vivenciou aqui, consegue-lhe transmitir o que é o FC Porto. No outro dia, fomos jogar à Madeira e o míster não nos perguntou, mas sabia tudo. Sabia que ia ser um jogo difícil, sabia o que era o tempo, sabia o que são as viagens, etc. Eles estão preparados para a liga portuguesa e para aquilo que nós vamos enfrentar”, constatou.
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