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·2 de mayo de 2026
Clube do RJ pede para ser excluído de casas de apostas; entenda o caso

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Um clube que disputará a Série C do Campeonato Carioca, que é equivalente a Quinta Divisão do futebol do Rio de Janeiro, fez uma solicitação para que suas partidas não sejam incluídas em plataformas de apostas esportivas.
O clube em questão é o Barra Mansa, que encaminhou nesta sexta (1º) tal pedido à Secretaria Nacional de Apostas Esportivas de Desenvolvimento Econômico do Esporte (SNAEDE).
A atitude acontece dois dias antes da estreia do Leão do Sul na Série C diante do Campos. Jogo que será disputado na casa do rival, o Aryzão.
O clube está disputando a competição após ter sido rebaixado pela Ferj, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, por suspeita de manipulação de resultados durante a Série B2, a Quarta Divisão do ano passado.
Um dos argumentos utilizados pelo Barra Mansa indica o "uso indevido da marca, nome e demais elementos institucionais do clube por empresas do setor, sem qualquer tipo de autorização".
Também defende que "as competições das quais participa não possuem qualquer incentivo, patrocínio ou vínculo com casas de apostas, não havendo justificativa para a inclusão de suas partidas nessas plataformas".
Ainda há o trecho de que a presença em plataformas de apostas não gera benefício ao clube e "pode trazer prejuízos à sua imagem, aos seus atletas e profissionais".
Tigres do Brasil, Búzios, Brescia, CAAC Brasil, Mageense, Uni Souza, Cardoso Moreira, União Central, Itaboraí Profute, Rio Barra, Barcelona, Ceres, Vera Cruz e Independente são os outros integrantes da Quinta Divisão do Carioca.
Tigres, em 2009 e 2010, e Cardoso Moreira, em 2008, já disputaram a elite.
A derrota do Barra Mansa diante do Paraty por 2 x 1 na oitava rodada da Série B do ano passado entrou na mira da Ferj, que investigou a quantidade de apostas realizadas com o auxílio da empresa Sportradar.
Em um primeiro momento, a Ferj apenas afastou o clube após indicar a existência de "provas claras e contundente de que o curso ou resultado da partida foi alterado ou falseado ilegalmente com o objetivo de obter ganhos patrimoniais ilícitos".
No mês seguinte, em novembro, o clube acabou rebaixado. Até ameaçou ingressar na Justiça Comum contra tal decisão, mas não levou o caso adiante.
Já em fevereiro deste ano, um gestor do clube, supostamente envolvido no caso, foi suspenso por 360 dias, além de receber um multa de R$ 50 mil pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ).







































