Clube Atlético Mineiro
·15 de febrero de 2026
Coletiva de Imprensa – Lucas Gonçalves

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·15 de febrero de 2026

Pergunta: Uma semana aí, né, Lucas, difícil pro Atlético, você vem e assume o time mais uma vez, né? E um jogo de muitos gols e o time funcionando. Bem, como você viu essa análise desse jogo e o Galo classificado?
Lucas Gonçalves: Boa noite. Um jogo que a gente sabia que ia ser muito decisivo, né? Porque a gente precisava da vitória pela classificação. Mesmo dependendo de outros resultados, a gente sabia que a gente fazendo o nosso papel a gente deixava a outra parte pros adversários, que é uma coisa que a gente não tem controle. Tivemos pouco tempo pra preparar pra esse jogo, foi apenas um treinamento, mas conseguimos ajustar algumas coisas em relação à estratégia, que era isso que a gente precisava. Ter um time bastante ofensivo, porque justamente precisávamos dessa vitória, mas também com bastante equilíbrio.
Pergunta: Professor, parabéns pela vitória. Hoje você promoveu algumas mudanças no time titular, principalmente a entrada do Vitor Hugo na zaga. Eu queria que você falasse um pouquinho o que você pensou com essas mudanças e avaliasse também com esses jogadores que entraram como eles foram, para além do resultado, né?
Lucas Gonçalves: É uma questão muito estratégica, né? Os 11 iniciais a gente procura buscar vários aspectos que vão definir. Entre eles o adversário, o tipo do jogo, o que a gente está buscando. Era um jogo de um pouco mais de duelo, né? O Vitor Hugo tem essa virtude de duelar bem, jogo por cima, de muito cruzamento. O campo aqui dá essa sensação de ser mais apertado. E eu acho que ele cumpriu bem a função. As outras entradas também, no caso do Scarpa, ele vinha desempenhando bem no treinamento, entrava bem nos jogos. Tem a questão da bola parada, da finalização, né? Que bom que ele conseguiu fazer um gol, inclusive. Então, tudo pensando especificamente nessa partida.
Pergunta: Lucas, você tem um aproveitamento muito favorável no Atlético. Toda vez que você entra, todos os torcedores estavam felizes que você ia subir nesse momento. Queria você falar também um pouco sobre isso e uma partida que teve muitos gols, né? A gente estava até comentando na transmissão que tem muito tempo que a gente não vê um time masculino marcando sete gols. Como que você também analisa essa partida dessa forma?
Lucas Gonçalves: É uma situação rara, assim. Claro que a gente vem para um jogo como esse com muito otimismo e querendo vencer o jogo. A gente espera isso, claro. Trabalhamos para isso, justamente. Mas, claro que um placar tão elevado é uma coisa rara de acontecer no futebol, né? Então, principalmente num jogo decisivo como esse. Em relação a assumir a equipe, né? Não é a primeira vez, já foram com essa nove partidas. Isso tudo é confiança, né? Da diretoria, num projeto importante que o Galo está fazendo, que tem um planejamento, que tem uma direção, que tem um caminho. E sempre que acontece algum desvio de percurso, que bom que a gente tem essa confiança para poder colocar e readquirir os resultados.
Pergunta: Como você falasse sobre esses últimos dias do Atlético, né? Desde a saída do José Paoli até a conversa da diretoria com você e com os jogadores. O que foi dito? O que foi falado? E como colocar toda essa confiança dentro do vestiário para que o Atlético conseguisse esse grande resultado?
Lucas Gonçalves: Olha, muito também por mérito dos jogadores. A gente passou que seria um jogo decisivo. A hegemonia que o Atlético tem hoje no Campeonato Mineiro, de seis títulos consecutivos, são muitos anos chegando na final. E que era uma missão que a gente tinha que cumprir aqui no jogo de hoje. Então a mensagem foi muito em cima disso, de trazer os jogadores mostrando a questão decisiva, recuperando a confiança para eles, para que eles pudessem fazer um jogo importante hoje.
Pergunta: Eu queria que você falasse sobre o trabalho anterior, mas como comissão fixa do Atlético, que a impressão que deu é que hoje teve uma transformação muito grande, jogadores entrando que não vinham sendo aproveitados. Eu queria que você fizesse, como responsável pela comissão fixa, uma análise do trabalho que vinha sendo feito do Sampaoli.
Lucas Gonçalves: Não, a comissão do Sampaoli tem uma maneira de trabalhar, tem a sua metodologia e nós, como comissão fixa, nós estamos disponíveis sempre para ajudar e dar o suporte que eles precisam. E sempre, claro, respeitando o treinador, a maneira que ele pensa, certo ou errado, é o treinador que tem as suas ideias. E eu acho que isso é muito importante para a comissão permanente, ter uma questão de poder se adaptar a diversos tipos de trabalho. Não adianta, eu não tenho que gostar mais ou menos, concordar mais ou menos. Eu tenho que participar, tentar me adaptar a eles, entender aquilo que eles estão querendo e poder dar o suporte que é necessário para poder ajudar. Essa é a nossa função.
Pergunta: Lucas, primeiramente, parabéns pela vitória. Os torcedores, eles questionavam muito sobre a presença do Cassierra e do Minda, e hoje você deu mais minutagem para eles. Eu queria saber, eles estão prontos para a temporada? Como que foi a análise da comissão técnica da partida dos dois hoje?
Lucas Gonçalves: Sim, estão, assim como os outros jogadores que foram contratados. O Atlético fez uma janela muito interessante, até dito por muitos de vocês. Então, assim, claro que cada um chega numa situação um pouco diferente. Uns com menos tempo de jogo na temporada, e aí o trabalho do dia a dia que vai recolocando ele na possibilidade de jogar. Mas hoje ele conseguiu, ele e o Minda principalmente conseguiram entrar por um período melhor, conseguiram demonstrar um bom futebol e a tendência é que o tempo vai passando, eles vão claro, adquirindo mais performance nos treinamentos, eles podem ir entrando com mais naturalidade.
Pergunta: Você começou aqui, Júlio, você começou com um time muito parecido com o que o Atlético vinha jogando. Você mantendo, às vezes, os dois pivôs, um balanço defensivo com os dois laterais e tudo. E no segundo tempo, deu pra notar que você fez uma mudança, mas eu achei, assim, a mudança mais sensível foi a flutuação do Scarpa. Essa era mesmo a solução que você estava imaginando pra esse jogo? Ou não?
Lucas Gonçalves: Assim, um pouco diferente, tá? A nossa ideia, pra começar, foi construir com uma linha de quatro e dois volantes, tá? Diferente do que vinha sendo feito com três e dois. O Scarpa é um jogador que pode jogar em diversas funções. Hoje ele jogou mais por dentro, né? Como um meio, quase um meio esquerda, e o nosso ponta direita, que era o Vitor Hugo, ele era um ponta direita pra marcar, mas pra jogar ele virava um quarto homem pelo meio campo, então quase ficava um quadrado de Alan Franco e Maicon como volantes, Vitor Hugo como meio direita pra jogar e Scarpa como meio esquerda. E Dudu, bem aberto na ponta esquerda com o Hulk flutuando de centroavante, mas caindo um pouquinho pro lado direito, aproveitando esse espaço ali que não tem o ponta. A ideia era muito tentar colocar esses jogadores nas suas posições onde mais se sentem à vontade. Mesmo que não fique algo simétrico, ali a gente consegue potencializar as virtudes dele e tentar fazer com que eles rendessem melhor no jogo de hoje.
Pergunta: Lucas, eu queria que você falasse um pouquinho da importância do Scarpa nesse time. Ele que vinha no banco, era muito questionado ele ficar no banco com o Sampaoli e agora ele entrou leve, feliz e fez a diferença em campo.
Lucas Gonçalves: O Scarpa, a gente conhece o histórico dele, inclusive dentro do Atlético. O Scarpa é um jogador de uma técnica excepcional, é um jogador que consegue cumprir diversas funções, como eu disse, ele terminou o jogo hoje como lateral esquerda, então assim, a gente não tem receio nenhum em ter que colocar ou ele aberto na ponta direita, porque ele vai dar conta do recado, ou mais pelo centro, ou até às vezes de lateral esquerda, numa necessidade que foi o caso de hoje, para preservar o Renan. Então, um jogador interessantíssimo, que vinha desempenhando bem, as oportunidades que ele vinha tendo, participando de gols e tem tudo para dar sequência numa boa temporada.
Pergunta: Galo América agora, semifinal. Jogo difícil, como qualquer semifinal, claro que se trata de um clássico, pensar com calma e vamos em busca de fazer um grande jogo.
Lucas Gonçalves: Vamos pensar com calma e vamos em busca de fazer um grande jogo.









































