Jogada10
·6 de abril de 2026
Como chega a Arábia Saudita para a Copa do Mundo

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·6 de abril de 2026

Uma das sensações do Mundial de 2022, a Arábia Saudita retorna à Copa do Mundo tentando ser novamente um azarão no torneio. Porém, ao contrário daquela época, o país não conta com grandes craques em sua liga local, com um dos maiores investimentos do mundo, e ainda não tinha a definição que seria sede do torneio em 2034.
Os sauditas chocaram o mundo ao vencerem a Argentina, de virada, em sua estreia, na última Copa. Porém, a seleção não conseguiu avançar na competição, mesmo com essa vitória, e também ficou um bom tempo longe dos triunfos. Afinal, a Arábia Saudita só voltou a vencer quase um ano depois, na abertura das Eliminatórias Asiáticas, mostrando que alguma coisa não estava funcionando.
O crescimento da liga também afetou a seleção. Primeiro com a chegada do novo treinador, o renomado Roberto Mancini. Entretanto, os resultados continuavam não aparecendo. Na Copa da Ásia, após uma fase de grupos complicada, caiu nas oitavas de final para a Coreia do Sul, nos pênaltis.
Em outubro de 2024, o italiano deixou o cargo, com graves acusações ao formato do futebol no país. O treinador alegou que os atletas perderam protagonismo nas equipes, por conta da chegada de astros globais nos clubes, e isso afetava no desempenho pelos Falcões. Para o seu lugar, a Arábia Saudita chamou novamente Hervé Renard, que havia comandando a equipe em 2023.
Na qualificatória, ficou na segunda colocação na segunda fase em sua chave, atrás da Jordânia. Na terceira fase, não chegou perto de competir contra Japão e Austrália, teve tropeços contra Bahrein e Indonésia, e teve que disputar uma nova fase.

Arábia Saudita passou por várias dificuldades nas Eliminatórias – Foto: Divulgação/Saudi National Team
No meio disso, participou da Copa Ouro, na qual caiu nas quartas de final, para o México. Por outro lado, os sauditas contaram com uma ajuda da Confederação Asiática, que, sem critério algum, marcou a quarta fase das Eliminatórias no país. Anteriormente, a fase seria disputada em campo neutro. A Arábia Saudita aproveitou o fator casa e se classificou, com uma vitória de virada contra a Indonésia e um empate sem gols contra o Iraque.
Depois disso, a seleção venceu a Costa do Marfim em amistoso, mas perdeu para Argélia, Egito, de goleada, e Sérvia. Os sauditas ainda disputaram a Copa Árabe, que, com um time alternativo, alcançaram as semifinais. No momento, o país ocupa a 61ª posição no ranking da Fifa, ficando apenas no sétimo lugar entre os asiáticos.
Sem dúvida alguma, o grande nome da seleção saudita é de Salem Al-Dawsari. O jogador ganhou fama mundial ao marcar um golaço na histórica vitória contra a Argentina. O meia é o principal símbolo do futebol no país e o atleta em atividade com mais gols pelos Falcões: 26 em 107 partidas disputadas.

Al-Dawsari é o principal nome do futebol saudita – Foto: Divulgação/Saudi National Team
Além disso, Al-Dawsari é visto como uma força do futebol local. Afinal, atuando desde 2011 como profissional, o jogador defendeu basicamente o Al-Hilal em toda sua carreira. Em 2018, chegou a ir para o Villarreal, em um intercâmbio promovido pelo clube com o país. Entretanto, atuou apenas em uma partida na Espanha, voltou e segue mostrando como um jogador de qualidade pode se desenvolver na iga saudita.
Depois do começo complicado no ciclo, os sauditas apelaram para um velho conhecido da seleção. Hervé Renard voltou ao país após passagem pela seleção feminina da França. O francês dirigiu os sauditas na Copa de 2022 e estava na beira do gramado na histórica vitória contra a Argentina. O treinador era visto com bons olhos para suceder Mancini por conta do seu conhecimento do elenco.

Renard voltou à seleção saudita após destaque na última Copa – Foto: Divulgação/Saudi National Team
Inclusive, Renard é um técnico com uma passagem marcante pelo futebol de seleções. O francês já comandou a Angola, a Zâmbia, duas vezes, a Costa do Marfim, o Marrocos e agora, mais uma vez, a Arábia Saudita. No seu currículo, o treinador conta com dois títulos da Copa Africana de Nações, uma com os Chipolopolos e outra com os elefantes.
Entretanto, o comandante vive um momento de polêmica no país. Depois do desempenho ruim na Data Fifa de março, o jornal L’Equipe publicou que Renard teria o interesse de comandar Gana na Copa. Por outro lado, o treinador disse que recusou uma proposta ganesa e que quer ficar com a seleção saudita. Porém, os rumores iniciaram um forte debate sobre sua sucessão à frente dos Falcões Verdes.
Essa será a sétima participação saudita em Mundiais. Porém, em cinco ocasiões, a seleção não passou da fase de grupos. Incluindo a última edição, quando venceu a Argentina na estreia, mas não conseguiu superar México e Polônia nas partidas seguintes.

Arábia Saudita venceu a Argentina na Copa de 2022 – Foto: Divulgação/AFA
A única vez que os Falcões avançaram na Copa aconteceu na estreia, em 1994. Depois de perderam para a Holanda na primeira partida, os suuditas se recuperam e bateram Marrocos e Bélgica, avançando para as oitavas de final. Porém, no mata-mata, perderam logo no primeiro confronto, para a Suécia, e encerram a sua primeira e melhor participação torneio.
Al-Aqidi; Abdulhamid, Thakri, Tambaktie e Boushal; Al-Khalbari, Nasser Al-Dawsari, Abu Al-Shamat, Mohammed Kanno e Salem Al-Dawsari; Feras Al-Buraikan.
A Arábia Saudita é o segundo maior país árabe do mundo, perdendo apenas para a Argélia, com uma área de 2.149.690 km² e uma população de 32.175.224 habitantes. Os sauditas possuem a segunda maior reserva de petróleo do planeta e são considerados, pelo Banco Mundial, uma economia de alta renda, tendo o 19 maior Produto Interno Bruto do mundo.
O país é um dos poucos que ainda vive o regime de monarquia absolutista, tendo como rei Salman bin Abdul Aziz Al-Saud. Sua capital é Riad e o país ainda possui Meca, cidade sagrada para os muçulmanos.
Por conta do regime, o nome mais conhecido fora do país é o do príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman. Ele recebeu a promessa do trono por ser considerado o filho favorito de seu pai. Desde 2022, atua como primeiro-ministro do reino saudita e tem contato direto com lideranças globais. Além disso, é o chefe da corte real da Casa de Saud. Inicialmente, Salman era visto como progressista, inclusive atuando em movimentos para maior liberdade feminina no país. Porém, logo passou a ser considerado um autocrata, por conta da perseguiçâo a opositores.

Príncipe saudita é um dos nomes mais conhecidos do país – Foto: Reprodução/Cnn
No campo cultural, destaque para o cantor Abdul Majeed Abdullah, que é um dos principais nomes do cenário musical do Oriente Médio. Ao todo, o artista já lançou 18 álbuns em sua carreira e era o cantor mais ouvido no país durante a Copa de 2022, marcando sua influência também no Qatar.

Sauditas encaram Espanha, Uruguai e Cabo Verde na fase de grupos – Foto: Divulgação/Saudi National Team
A classificação saudita para o Mundial traz muito mais dúvidas do que certezas. Além da campanha oscilante nas Eliminatórias, os resultados em testes contra seleções consideradas no mesmo nível mostram que os Falcões podem chegar na América do Norte tendo poucas expectativas. Porém, a partida contra Cabo Verde pode se tornar um diferencial importante. Afinal uma pode manter vivo o sonho por uma vaga entre os melhores colocados, á que um resultado positivo contra Espanha ou Uruguai seria tão surpreendente quanto em 2022.
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