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Jornal do Fla

·18 de abril de 2026

Contra o Medellin só ídolo tinha alvará permitindo marcar gol

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Aparentemente foi Bertold Brecht, o dramaturgo alemão, que disse “miserável país aquele que não tem heróis e miserável país aquele que precisa de heróis”. Uma reflexão muito válida sobre os perigos da idolatria e da dependência, mas que normalmente é esquecida em poucos segundos se os heróis conseguem fazer aquilo que se espera deles: salvar a pátria.

E na partida de ontem pela segunda rodada da Libertadores, diante do Independiente Medellin, aparentemente apenas ídolos, heróis e nomes históricos da trajetória rubro-negra tinham permissão para balançar as redes da equipe colombiana.


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Primeiro foi Lucas Paquetá. Depois da grande atuação contra o Fluminense, o homem que deu nome à ilha colocou mais uma partida no bolso. Foi passe de calcanhar, de letra, foi drible desconcertante, foi uma capacidade obscena de encontrar os espaços no meio de campo, foi o gol que abriu o placar. Se Paquetá está envolvido em algum esquema de aposta, é aposta que ele fez na felicidade da nação rubro-negra ao vir pro Brasil.

Já o segundo gol foi dele, do eterno, do interminável, Bruno Henrique. Aos 35 anos, jogando fora de posição, voltando de uma lesão, o homem segue tendo apenas um vício: decidir. Cruzamento dentro da área, subiu mais alto que todo mundo, cravou o segundo gol. Se você acha que Bruno Henrique fala confuso ou engraçado, está aí a resposta: a gente fala a língua dos homens, ele fala a língua dos anjos.

E então foi a vez de Arrascaeta. Se a camisa 10 do Flamengo fosse como a espada Excalibur da lenda arturiana, e só pudesse ser retirada do vestiário por alguém merecedor, Giorgian com certeza seria um dos poucos a ter envergado essa camisa – infelizmente ela é apenas entregue pelo roupeiro e até Walter Minhoca já usou. Mais uma grande partida do uruguaio, mais uma vez decisivo, o homem está voltando. Se é uma vitória do Mercosul e do espírito latino o brasileiro mais importante da atualidade ter nascido na cidade de Nuevo Berlin? Só o futuro dirá.

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Jogada mais fraca do BH: ele voando (Fotos: Gilvan de Souza)

Por fim Pedro, com o caixão já quase fechado, veio para derrubar o defunto e fazer a viúva chorar mais alto. Já são 27 gols na Libertadores, atrás apenas de Luizão e Gabigol na artilharia entre brasileiros. São 12 gols em 2026, 163 em sua passagem pelo Flamengo e a confiança do treinador Leonardo Jardim, que considera o camisa 9 peça-chave do esquema tático. Se ainda falta alguma coisa pra posicionar Pedro como ídolo é ser decisivo em uma grande final e acredito que seja pra isso que ele vem rezando em todos esses cultos.

Mas nem só de grandes jogadores repetindo grandes atuações foi feita a noite desta quinta, já que tivemos também jogadores que tem bem menos crédito com a torcida atuando de maneira a entrar no débito e ficar com nome sujo no Serasa da bola. Um exemplo? Carrascal. Após a inexplicável expulsão diante do Fluminense, o colombiano ganhou mais uma injustificável chance e teve uma das atuações mais tecnicamente fracas, taticamente displicentes e animicamente preguiçosas já realizadas por um atleta rubro-negro.

Emerson Royal, seu companheiro pela direita, fez um grande jogo? Não fez. Errou, se confundiu na marcação, se enrolou no ataque, conseguiu sofrer com o ar rarefeito mesmo estando na altura do mar. Mas Royal tentou, lutou, visivelmente estava dando seu máximo, por mais que em inúmeros momentos esse máximo tenha parecido bem pouco.

Já Carrascal parecia não se importar. Perdeu um gol feito e não se incomodou, deu um gol para a equipe adversária e não apresentou reação alguma, enquanto a torcida vaiava ele tentava, sem sucesso, passar driblando pelo meio de três adversários quando tinha duas boas opções de passe. Se o lateral brasileiro era um homem cheio de vontade e refém das próprias limitações, o colombiano, um atleta bem menos limitado, sinalizava ter feito a opção pela ausência de esforço, atuando numa rotação profundamente inferior à do resto do ataque. 

E no Flamengo, como em todo clube, existe espaço para heróis, para lendas, mas também para carregadores de piano, para gente que compensa qualquer falta de qualidade com dedicação e vontade. O que não tem espaço, e nunca teve, é pra gente que esteja de sacanagem. Vamos torcer pra que não seja o caso de Carrascal.


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