Central do Timão
·6 de febrero de 2026
Corinthians teve ação por “Justiça por Orelha” inviabilizada por protocolo antes da Supercopa

In partnership with
Yahoo sportsCentral do Timão
·6 de febrero de 2026

No início de 2025, o Brasil se sensibilizou com o chamado “Caso Orelha”, episódio de violência contra um cão comunitário ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), que ganhou repercussão nacional. Diante da comoção provocada pelo caso, o Corinthians planejou uma manifestação antes da final da Supercopa do Brasil, disputada no último domingo, com uma faixa em apoio à campanha “Justiça por Orelha”.
Segundo informações divulgadas pelo Meu Timão, a iniciativa partiu do presidente do clube, Osmar Stabile. A proposta inicial previa que os jogadores entrassem em campo com a faixa durante a execução do Hino Nacional, antes da vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo. No entanto, a ação foi vetada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que alegou a necessidade de cumprir protocolos previamente estabelecidos para a decisão, além de evitar a criação de precedentes em partidas realizadas em campo neutro. A organização da Supercopa também já promovia a campanha institucional “Cartão Vermelho para o Racismo”, o que acabou inviabilizando o uso da faixa naquele momento.

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Como alternativa, o Corinthians realizou a manifestação durante o aquecimento. Jogadores que não foram relacionados para a partida, entre eles Matheus Donelli, João Vitor Jacaré, Luiz Gustavo Bahia, Dieguinho, Gui Amorim e Kayke, entraram no gramado com uma faixa contendo a frase “Justiça por Orelha, a Fiel apoia essa causa”, acompanhada da imagem do cachorro, exibindo-a em direção à torcida.
O “Caso Orelha” aconteceu na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na região Norte da Ilha, na Praia Brava, em Florianópolis. O cão comunitário, que era cuidado por moradores da região, foi agredido por um grupo de pessoas e morreu no dia seguinte em decorrência de um traumatismo craniano severo.
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito no dia 3 de fevereiro, com o indiciamento de três adultos por coação e a representação pela internação de um adolescente apontado como responsável pelo golpe fatal. O caso gerou forte mobilização social e reacendeu o debate sobre a aplicação da Lei Sansão e a efetividade das medidas socioeducativas em episódios de maus-tratos contra animais.
Veja mais:

Viva a história e a tradição corinthiana no Parque São Jorge. Clique AQUI e garanta sua vaga!
Sexta e sábado: 10h15 | 12h | 14h45Domingo: 9h20 | 11h | 13h50








































