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·17 de marzo de 2026

CSO do Atlético fala sobre ‘erro’ de planejamento, troca de treinadores e reformulação de elenco

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Em meio a preparação para o duelo em casa diante o São Paulo, o Atlético vive um momento conturbado nos bastidores, com inúmeras críticas da torcida e imprensa à SAF, e à diretoria alvinegra. Dessa forma, nesta segunda (16), o CSO alvinegro, Paulo Bracks, concedeu entrevista coletiva e buscou esclarecer alguns pontos da temporada alvinegra.

O dirigente começou falando sobre a reformulação do elenco visando 2026, e analisou a chegada dos reforços estrangeiros, que ainda não teriam se adaptado totalmente ao futebol brasileiro. Para o dirigente, houve grande mudança no elenco, com no mínimo 14 saídas de atletas que estavam fora dos planos do time.


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Eu não falei que os jogadores não estão prontos. Não falei isso. Não falei que o planejamento está correto, isso não saiu da minha boca. Está na sua pergunta. Esses atletas estrangeiros vão exigir um pouco mais de tempo do que os atletas nacionais. Por conhecimento do elenco, do campeonato, do calendário. E a maioria dos atletas estrangeiros passam por esse período de adaptação. São jogadores para agora. O Cassierra foi titular em um jogo. E no último jogo, ele só não foi titular porque tinha contusão no pé, tratou a semana inteira e quase não viaja. O Minda não foi titular ainda. São jogadores que a gente acredita que irão dar resultado, futebol é resultado de quarta e domingo, não são jogadores para o futuro. As 14 saídas que a gente entendeu que deveria fazer, junto com os tomadores de decisões do Clube. E é importante falar que eu sou o líder do processo, mas as decisões são compartilhadas, com os acionistas, o CEO do Clube, o CIGA, e a comissão técnica. As saídas fizeram uma oxigenação no elenco. E somado aos sete reforços desse ano e mais atletas da base – eu preciso falar da base – a gente entende que reformulamos o elenco. Essa reformulação do elenco ainda não deu o resultado que a gente queria. Significa que a gente está projetando o elenco para o segundo semestre? Não. Estamos projetando para agora, para a partida de quarta, de sábado. O futebol não vai esperar. A gente não tem paciência para esperar resultado, mas temos que ter convicção nos movimentos. Eu creio que não se faz uma reformulação completa em uma janela só, vamos ter o complemento na janela do meio do ano. Entendemos as posições de lacuna, todo clube tem, o líder do Campeonato Brasileiro tem, assim como o atual campeão. Temos lacunas e ainda vamos ter lacunas. É impossível você completar todos os setores e fazer com que todos eles atuem de igual maneira. As posições tidas como carentes, podemos até concordar. Mas é um contexto de montagem de elenco que faz a gente entender se estamos no caminho adequado ou não. E também com comissão técnica. Eu acredito na troca da comissão técnica e na potencialização de jogadores que chegaram agora e que estavam aqui para termos resultados melhores. Creio muito que tomamos a decisão certa de troca de comando, por tudo que circundava, e por tudo que a gente projeta. O elenco não está fechado e não vamos fazer reformulação completa dentro da uma janela só. Dentro da limitação financeira que o Clube tem, e cumprindo os orçamentos, que são as diretrizes que eu tenho aqui dentro.

Por fim, o dirigente falou sobre a constante troca de treinadores no Atlético, e também no futebol brasileiro como um todo.

O futebol brasileiro é um moedor de técnicos. Na verdade, o futebol brasileiro é um moedor de gente e está só piorando. Não sei qual o limite para iss. Queremos parar de moer técnico. Queremos estancar essa ciranda de treinador. Nos últimos dois anos, foram cinco treinadores. E cada um com estilo diferente. Um mais vertical, outro mais posicional, outro mais defensivo e reativo. A gente tem que trabalhar muito para dar estabilidade ao treinador. Fazer com que o trabalho seja longevo, sim. Mas a gente vive num momento de pressão no futebol brasileiro. Não gosto de citar outros clubes. O campeão brasileiro e da Libertadores demitiu o seu treinador de uma maneira muito desrespeitosa, por sinal.  Então, a gente precisa aprender com os erros, não manter erros também, porque quando você identifica que há necessidade de mudança de rota no Atlético, você precisa mudar a rota. Não dá para ser omisso. Eu não sou omisso, estou aqui conversando com 50 jornalistas. Era mais fácil eu não estar aqui em um momento ruim. Momento bom as pessoas aparecem em todos os clubes. Tem que ter coragem para vir aqui. E a mudança nossa de um comando para outro não foi pela pressão. A gente entendeu que não teríamos avanços técnicos e de resultados, e de projetos do Clube, sobretudo projeto do Clube, e fomos buscar um treinador que foi difícil a contratação dele. Vi pouca gente explorando isso, como se fosse fácil tirar um treinador que está no quarto ano de projeto lá na Argentina, porque lá há mais estabilidade do que aqui nessa carnificina. De um cara estável, que renovou contrato em janeiro, de trazer ele para cá, alinhamento do clube, pagamento de multa, convencer o treinador que, num índice de performance, nos levou a buscá-lo. Aliado ao DNA do Atlético, que a gente precisa de um treinador que leve o nosso time a ter agressividade com e sem bola. É uma reinvindicação que temos, futebol propositivo e ofensivo. Olhando para trás, o Milito entregou um pouco disso, então, queremos resgatar isso. Entendo que o momento de pressão é natural quando o resultado chega. O líder do Campeonato Brasileiro há menos de um mês estava em nível de pressão alto, a ponto de o treinador da época falar que o clube ia só tentar escapar do rebaixamento. Hoje, é o líder do Brasileiro, e nosso adversário de quarta. O futebol gira rápido. Não existe nenhum tipo de racha no elenco ou no CT. Há uma insatisfação nossa dos resultados. Eu estava atrás do Domínguez quando ele chutou a água. Ele não chutou para ninguém ver, não jogou para torcida. Ele foi filmado pelo Breno (Galante, jornalista). Mas ele não fez isso para aparecer. Fez um momento de raiva. Se tivesse uma câmera do camarote que eu estava assistindo ao jogo do Vitória, vocês iriam ver o que é raiva. E eu não tenho orgulho disso. A insatisfação tem que ser levada sim, mas temos que levar isso dentro do nosso CT. E tivemos uma conversa muito dura na manhã seguinte ao jogo, porque chegamos de madrugada no CT, dormimos lá. E de manhã, fizemos uma reunião, muito dura. Ali, o Eduardo e a comissão técnica foram duros com o elenco e, ao mesmo tempo, levar a confiança dos jogadores, que ficam de cabeça para baixo. Ninguém está distribuindo sorriso. Estamos insatisfeitos, mas não vai faltar trabalho para mudar esse cenário.

O Atlético volta a campo na próxima quarta-feira (18), quando enfrenta o São Paulo Futebol Clube, atual líder do Campeonato Brasileiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A partida está marcada para 20h.

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