Gazeta Esportiva.com
·21 de marzo de 2026
Cuca comenta condenação por estupro e má repercussão de chegada ao Santos

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·21 de marzo de 2026

Um dia após seu anúncio, Cuca foi oficialmente apresentado como novo técnico do Santos nesta sexta-feira. Durante sua coletiva de imprensa, o treinador foi questionado sobre sua condenação por estupro e revelou não ter dado a “devida importância” para o assunto na época.
“Eu não acompanhei a repercussão porque foi um dia de viagem e trabalho. Desde 1987, quando teve esse episódio, dirigiu diversas equipes. Na verdade, nunca dei a importância devida a esse tema, porque ficou apagado por mais de 30 anos, eu nem sabia que tinha julgamento”, disse.
“No Corinthians, depois que aconteceu tudo aquilo, me reuni com minha família e falamos ‘vamos resolver’. Fizemos tudo possível para reabrir o processo e não conseguimos mais do que foi feito: a anulação do processo e uma indenização que não precisávamos. Tudo para trazer para casa a minha dignidade. Ninguém quer saber do Cuca, querem saber da causa”, completou.
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Cuca também declarou que participa de muitas ações em prol das mulheres e que vê como “obrigação” ajudar na causa. O treinador ainda falou sobre a má repercussão de seu acerto com o Peixe nas redes sociais.
“Eu faço muita coisa pela causa, mas não sou de ficar falando. Me afastei do futebol por um ano para resolver isso, gastei muito dinheiro com isso. Hoje faço palestras discutindo o tema, isso se chama educar. Custeei cursos de arbitragem feminina, recebi em minha casa um time de vôlei de Irati que veio jogar em Curitiba e não tinha condição. Hoje represento o Santos e tenho a obrigação de tentar me incluir nesse processo e tentar ajudar”, comentou.
“Eu entendo as pessoas que ficam decepcionadas, elas vivem das notícias, mas peço que elas me entendam também. Fiz tudo o que podia dentro da condição ideal. O importante hoje não é o Cuca, é a causa, e eu já falei o que faço pela causa e vou continuar fazendo. Minha jornada não acabou, tem muito caminho pela frente”, finalizou.
Na época dos fatos, a vítima tinha 13 anos, enquanto Cuca atuava como jogador do Grêmio. A decisão do Tribunal, proferida em 2024, não analisou o mérito da acusação, limitando-se a anular a condenação em razão de sua condução — à revelia, sem a presença do réu nem a atuação de sua defesa.
Cuca foi regularizado no BID na noite desta sexta-feira e está liberado para comandar a equipe do Santos contra o Cruzeiro neste domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão.
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