oGol.com.br
·12 de mayo de 2026
De candidato à bola de ouro a flop na Holanda: a impressionante derrocada de Sterling

In partnership with
Yahoo sportsoGol.com.br
·12 de mayo de 2026

De estrela da seleção inglesa e multicampeão pelo Manchester City a alvo de críticas e "piadas" na Holanda. A trajetória recente de Raheem Sterling virou símbolo da rápida transformação que o futebol pode impor até mesmo a jogadores de elite.
Em reportagem publicada no The Athletic, o jornalista Daniel Taylor detalhou os bastidores da atual passagem frustrante do atacante inglês pelo Feyenoord e o cenário de incerteza que cerca sua carreira aos 31 anos.
Contratado pelo clube holandês como uma das grandes movimentações da temporada, Sterling chegou cercado de expectativa. O Feyenoord acreditava que poderia recuperar um jogador que, há poucos anos, disputava protagonismo na seleção da Inglaterra e era tratado como um dos principais atacantes da Premier League. No entanto, a aposta rapidamente se transformou em decepção.
A recepção inicial empolgada deu lugar à desconfiança da torcida e da imprensa holandesa. O ex-jogador Jan Everse, identificado historicamente com o Feyenoord, foi direto ao comentar a situação do inglês: "Ele acabou".
De acordo com a análise de Everse, o atacante aparenta hesitação constante em campo, evita jogadas de risco e já não consegue repetir a intensidade física dos melhores anos. A avaliação dura reflete o sentimento de parte dos torcedores do Feyenoord, que passaram a enxergar a contratação como um verdadeiro flop.
"Ele não está em forma. Se ele faz três ou quatro corridas, você não o vê por 20 minutos. Ele não é mais explosivo. Ele cai sobre as próprias pernas. Ele está hesitando. Ele está ansioso para não cometer erros. Um contra um, ele nunca ultrapassa um defensor. Então agora, sem sua antiga velocidade, ele joga a bola sem riscos. Ele não tem confiança, e isso porque sabe que não pode fazer o que quer."
Os números ajudam a explicar o cenário. Sterling fez apenas sete partidas pelo clube holandês, somente quatro como titular, sem marcar gols. Em diversos momentos, perdeu espaço até para jovens atletas da base improvisados em sua posição.
A queda de rendimento chama ainda mais atenção pelo tamanho da carreira construída anteriormente. Sterling disputou mais de 600 partidas profissionais antes dos 30 anos, conquistou quatro títulos da Premier League pelo Manchester City, brilhou pela seleção inglesa e foi peça importante da campanha vice-campeã da Eurocopa em 2021.
Naquele período, chegou até mesmo a ser citado em debates sobre possíveis candidatos futuros à Bola de Ouro, onde chegou a ter o nome lembrado lista ampla dos candidatos. O então técnico do English Team, Gareth Southgate, destacava publicamente a força mental e o profissionalismo do jogador.
Mas o cenário mudou drasticamente nos últimos anos. Após perder espaço no Chelsea, Sterling acumulou longos períodos sem atuar regularmente. O empréstimo ao Arsenal também não trouxe a retomada esperada, e a falta de sequência afetou diretamente sua condição física e confiança.
O preparador físico Ben Rosenblatt, que trabalhou individualmente com o atacante, afirmou ao The Athletic que Sterling precisou praticamente reconstruir sua preparação após meses afastado. Segundo ele, o jogador ainda possui capacidade atlética de alto nível, mas sofreu com a ausência de ritmo competitivo e com a pressão imediata para render assim que chegou à Holanda.
Mesmo diante das críticas, Van Persie manteve discurso de proteção ao atleta desde a sua chegada à Roterdã no início do ano. O treinador ressaltou a postura profissional de Sterling nos bastidores e afirmou que o inglês sempre demonstrou comprometimento nos treinamentos. Ainda assim, admitiu que o Feyenoord precisava priorizar resultados imediatos para garantir vaga na próxima Liga dos Campeões e por isso evitou direcionar essa pressão ao inglês em muitos momentos.
A tendência é que a passagem de Sterling pelo futebol holandês termine ao fim da temporada. O futuro do atacante ainda é indefinido, com especulações envolvendo mercados como MLS e Oriente Médio. O sentimento geral, porém, é de que o inglês precisará se reinventar para prolongar a carreira em alto nível.







































