Decisiva, 31ª rodada da Serie A terá pesados duelos entre Inter e Roma e Napoli e Milan | OneFootball

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·4 de abril de 2026

Decisiva, 31ª rodada da Serie A terá pesados duelos entre Inter e Roma e Napoli e Milan

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A Serie A retorna em um momento particularmente traumático para a Itália. A eliminação da seleção italiana na repescagem das eliminatórias, selando a terceira ausência consecutiva em Copas do Mundo, reverbera com força em um ambiente que já estava muito tensionado. Em meio ao cenário que norteia a maior crise da história da Nazionale, a rodada de Páscoa surge de forma simbólica: uma data de reunião familiar em uma nação profundamente católica, sendo capaz de atenuar tensões e redirecionar atenções ao campeonato. Mas também com um enorme peso na corrida pelo scudetto e com muita rivalidade em jogo.

No domingo, a líder Inter entra em campo sustentando seis pontos de vantagem sobre o Milan e sete em relação ao Napoli, diante de uma Roma que ocupa a sexta posição e aparece a três do quarto lugar, hoje nas mãos do Como. No dia seguinte, em Nápoles, o confronto direto entre vice-líder e terceiro colocado pode redefinir o cenário imediato da disputa. Dois encontros que, combinados, têm potencial para deixar o título substancialmente encaminhado – se a Beneamata ganhar e um empate ou triunfo azzurro ocorrerem em conjunto.


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O momento recente da Inter sugere perda de fôlego em um trecho decisivo. A equipe soma três compromissos consecutivos sem triunfo pela liga, incluindo derrota no dérbi contra o Milan e igualdades diante de Atalanta e Fiorentina. O duelo com a Roma será o penúltimo obstáculo desse ciclo exigente – encerrado na semana que vem, em Como. Do outro lado, a Loba também atravessa oscilação: venceu apenas uma vez nos quatro jogos mais recentes (um triunfo mínimo sobre o Lecce) e perdeu terreno na briga por vaga na Champions League.

O embate em San Siro ainda carrega um componente externo relevante: trata-se da primeira jornada após a eliminação da Itália, e o impacto emocional recai sobretudo sobre atletas diretamente envolvidos no episódio. Pela Inter, nomes como Bastoni (expulso diante da Bósnia), Esposito (que desperdiçou pênalti), além de Dimarco e Barella, abaixo do esperado, chegam sob pressão – com Frattesi em papel secundário. No elenco romanista, Mancini participou negativamente nos lances decisivos a favor dos bósnios, Cristante também errou sua cobrança de penalidade e Pisilli, que não entrou em campo no meio de semana, surge também viu tudo de perto. Esse pano de fundo psicológico pode influenciar o rendimento coletivo em um confronto já carregado de implicações classificatórias.

Situação semelhante, ainda que com nuances distintas, cerca o duelo entre Napoli e Milan. O time da casa contou com Meret, Buongiorno, Spinazzola e Politano na convocação azzurra, e todos foram expostos ao ambiente da queda, embora sem episódios individuais marcantes na partida decisiva. Já o conjunto rossonero atravessa esse contexto sem qualquer convocado, fator que pode representar vantagem competitiva em termos de energia mental e foco no restante da competição.

Tal qual o Milan, o Como também não teve atletas com qualquer envolvimento direto na eliminação da Itália – aliás, apenas um jogador do país atuou pela equipe em toda a competição, Goldaniga, por escassos minutos. O time lombardo chega à rodada preservado do abalo emocional que atinge concorrentes diretos por vaga europeia e alheio a toda a crise do futebol italiano, sendo até utilizado pela imprensa como exemplo a ser seguido pelos clubes da Bota, já que as boas ideias de Cesc Fàbregas fogem ao padrão futebolístico itálico. Na segunda, o quarto colocado, que conta com o vice-artilheiro Douvikas (11 gols) e o influente Paz (10), encara uma Udinese desfalcada de seu goleador, o suspenso Davis (10), mas deve enfrentar dificuldades na visita aos friulanos. Confira a prévia da jornada.

O jogão

Domingo, 5/4, 15h45

Inter x Roma

Inserido em um contexto emocional delicado e com impacto direto na disputa pelo topo da tabela, o duelo entre Inter e Roma sempre carrega peso que ultrapassa a história. Numa espécie de via-crúcis, com cinco duelos difíceis enfileirados, a líder entra no quarto da série pressionada por uma sequência recente sem vitórias e vê sua vantagem na ponta ameaçada justamente diante de uma adversária que busca a reaproximação do G4 – ocupa a sexta posição e tenta reduzir a diferença de três pontos para a zona de Champions League. É, portanto, um confronto que mistura corrida pelo título e ambição europeia, com implicações imediatas para ambos os lados.

Inter e Roma carregam um histórico que, por si só, dimensiona o peso do confronto: são 533 gols em 185 encontros, com média de 2,9 por partida, sendo 300 marcados pelos nerazzurri – única equipe a atingir essa marca contra um mesmo adversário no campeonato – e 233 pelos giallorossi. O duelo deste fim de semana levará o total a 186 capítulos, igualando o recorde de confrontos mais repetidos da história da Serie A, hoje compartilhado com o Derby d’Italia, entre a Beneamata e a Juventus. Além disso, a Loba é a rival contra a qual os milaneses mais venceram na competição: 80 triunfos, contra 54 empates e 51 derrotas.

Se o retrospecto amplo aponta vantagem clara dos mandantes, o recorte recente revela outra dinâmica. Após seis igualdades consecutivas, os últimos 10 encontros não registraram nenhum empate, com oito vitórias interistas e duas romanistas – a paridade mais recente se deu no Olímpico, em janeiro de 2021. Mesmo em território lombardo, o cenário recente mostra resistência capitolina: dois sucessos visitantes nos três compromissos mais recentes, incluindo o 1 a 0 de abril de 2025, com gol de Soulé, que retorna à equipe de Gian Piero Gasperini após se recuperar de problemas físicos. Para repetir uma sequência de triunfos consecutivos fora de casa diante desse oponente, a Roma precisaria voltar a 2013, quando começava uma era de vacas magras na Inter.

O momento atual adiciona outra camada de incerteza ao duelo. A equipe hoje treinada por Cristian Chivu chega sem vencer há três rodadas – duas igualdades e um revés – e pode alcançar quatro partidas seguidas sem triunfos pela primeira vez desde abril de 2023, quando acumulou cinco compromissos nesse cenário. Do outro lado, o conjunto da capital apresenta forte contraste entre desempenhos: 32 pontos conquistados em casa contra apenas 22 como visitante, diferença de -10, a segunda maior da liga nesse quesito.

Individualmente, o confronto reúne histórias interessantes. Esposito, com 20 anos, marcou nos dois compromissos mais recentes e pode se tornar o segundo sub-21 nerazzurro a balançar as redes nesse duelo nas últimas três décadas e meia, após Balotelli, em 2009 – Super Mario, inclusive, emendou três jogos consecutivos marcando antes dos 21 e um dos adversários da sequência foi justamente a Roma. Pelo lado giallorosso, aliás, Malen atravessa fase decisiva: contratado em meados de janeiro, soma sete gols desde então e é o principal artilheiro do campeonato no período. Tal número o coloca abaixo apenas de três artilheiros romanistas que só balançaram as redes em um mesmo returno da Serie A.

Prováveis escalações

Inter: Sommer; Akanji, Acerbi, Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu, Zielinski, Dimarco; Lautaro, Thuram.

Roma: Svilar; Mancini, Ndicka, Hermoso; Çelik, Cristante, Pisilli, Rensch; Soulé, Pellegrini; Malen.

Fique de olho

Segunda, 6/4, 7h30

Udinese x Como

Longe da maior parte dos olhares nesta rodada, Udinese e Como se enfrentam num duelo relevante para a definição das vagas europeias. Enquanto o time lombardo sustenta uma surpreendente quarta colocação, consolidando-se como candidato concreto ao G4, a equipe friulana ocupa a 11ª posição e também tem rendido acima do que se esperava quando o campeonato começou.

O Como chega respaldado por números que ajudam a explicar sua posição na tabela e o interesse que desperta. Considerando apenas o returno, soma 24 pontos – mesma pontuação da Inter –, com 26 gols marcados e apenas sete sofridos. O saldo de 19 é o melhor da competição nesse recorte. A sequência atual também impressiona: cinco vitórias consecutivas, podendo igualar a melhor série da história do clube na elite, estabelecida entre abril e maio de 2025. Sob comando de Cesc Fàbregas, um eventual novo triunfo ainda colocaria o treinador como apenas o segundo a alcançar 30 vitórias no campeonato pelos lariani, igualando Mario Varglien.

O rendimento ofensivo dos comascos encontra sustentação em peças bem definidas. O time é o único do campeonato com dois jogadores com dígito duplo em gols: 11 para Douvikas e 10 para Paz, feito que, entre as cinco grandes ligas europeias, só é superado por Barcelona e Bayern de Munique, com quatro e três atletas nestas condições, respectivamente. Além disso, a excelente produção do ataque é coletiva: 16 artilheiros diferentes ao longo da temporada, recorde do clube, com destaque recente para Diao, que marcou na última rodada e pode se tornar o primeiro a atingir 10 gols antes dos 21 anos vestindo a camisa biancoblù.

Apesar dos bons números do Como, a sua adversária impõe desafios. Em casa, a Udinese nunca foi derrotada pelos lariani na Serie A: são sete vitórias e três empates em 10 jogos. A equipe atualmente comandada por Kosta Runjaic também chega próxima de uma marca relevante, com 39 pontos conquistados e possibilidade de alcançar ao menos 40 nas primeiras 31 rodadas pelo segundo ano consecutivo – algo que havia ocorrido apenas duas vezes nas 11 edições anteriores. A vitória recente por 2 a 0 sobre o Genoa abre ainda a chance de repetir uma sequência rara: dois triunfos seguidos sem sofrer gols, feito alcançado apenas uma vez nos últimos quatro anos.

Por outro lado, vale destacar que a Udinese deve ter muitas dificuldades sem o suspenso Davis, autor de 10 gols na atual Serie A. Quando o inglês é titular, os friulanos somam uma média de 1,5 ponto por jogo; quando não parte do onze inicial, ela cai para 0,7. Além disso, nas ocasiões em que a equipe da casa perde sua principal referência, seus índices de vitória caem de 42% para 17%.

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Já sabendo do resultado da Inter, que joga antes, Napoli e Milan entram em campo num confronto direto vital (Getty)

Segunda, 6/4, 15h45

Napoli x Milan

No fechamento da rodada, o confronto direto entre Napoli e Milan sintetiza a disputa pelo título em sua forma mais crua. Separados por apenas um ponto – 63 para os rossoneri, 62 para os azzurri –, vice-líder e terceiro colocado se enfrentam em um duelo que pode alterar imediatamente a hierarquia na parte alta da tabela, sobretudo considerando que a líder entra pressionada em outra frente. Se a Inter derrapar, o campeonato pode ser reaberto de uma vez por todas.

O confronto em Nápoles reúne dois postulantes ao título e, ao mesmo tempo, um equilíbrio raro. Nas últimas cinco temporadas, são quatro vitórias para cada lado e um empate, após um período anterior em que os partenopei haviam perdido apenas duas vezes em 20 jogos contra o Diavolo. Pela primeira vez na história da Serie A, as duas equipes se enfrentam após pelo menos 30 partidas disputadas separadas por no máximo um ponto: 63 para os rossoneri, 62 para os azzurri.

O momento recente favorece o time da casa, que chega com quatro vitórias consecutivas e pode alcançar cinco pela primeira vez nesta edição. No estádio Diego Armando Maradona, um novo sucesso representaria a segunda vitória seguida contra o Milan, algo que não ocorre desde a sequência entre 2016 e 2018. Pensando nisso, há boas notícias para os azzurri, pois Lobotka, Anguissa, De Bruyne e McTominay devem atuar juntos novamente, o que não ocorre desde outubro. Ainda assim, há memórias recentes favoráveis aos rossoneri que equilibram o cenário: foi justamente o clube milanês quem aplicou a derrota interna mais pesada sofrida pelos napolitanos nos últimos 25 anos – 4 a 0 em abril de 2023.

Os números da campanha ajudam a entender por que a disputa segue tão aberta, apesar de a Inter ter estabelecido uma vantagem de 10 pontos no mês passado. O Milan soma apenas três derrotas no campeonato, com 18 vitórias e nove empates, repetindo padrões de consistência que, desde 1994, foram vistos apenas nas temporadas 1995-96 e 2003-04, quando foi campeão. Os times de Antonio Conte e Massimiliano Allegri têm valências similares. Ambos se destacam pela capacidade de reação (12 pontos conquistados após sair atrás no placar para os partenopei, contra 14 do rival) e por não deixarem de acreditar: foram 12 os pontos ganhos pelos rossoneri com gols após os 75 minutos, enquanto os azzurri somam nove com tentos marcados depois dos 80.

No plano individual, os protagonistas reforçam esse equilíbrio. De Bruyne, com 99 gols nos cinco principais campeonatos europeus desde 2012-13, pode atingir a marca de 100 e se juntar a Reus, único meia das grandes ligas a atingir esse feito no período. Ao seu redor, o impacto coletivo é evidente: 71% de vitórias com sua presença contra 46% sem ele. Pelo lado oposto, Maignan alcança 150 partidas na competição com um dado expressivo – 9,7 tentos evitados segundo o modelo de xG, tendo sofrido 23 em situações que indicavam 32,7, desempenho superado apenas por Koffi, do Angers, entre os goleiros das maiores competições nacionais do continente. No meio-campo, McTominay e Rabiot acumulam oito pontos gerados diretamente por participações em lances que terminaram em bolas nas redes, enquanto o escocês pode chegar a 20 barbantes estufados nas duas primeiras temporadas no país, algo raríssimo desde a introdução dos três pontos por vitória. Só Mkhitaryan, pela Roma, obteve o feito.

Demais jogos

Sábado, 4/4, 10h Sassuolo x Cagliari

Sábado, 4/4, 13h Verona x Fiorentina

Domingo, 5/4, 15h45 Lazio x Parma

Domingo, 5/4, 10h Cremonese x Bologna

Domingo, 6/4, 13h Pisa x Torino

Segunda, 6/4, 10h Lecce x Atalanta

Segunda, 6/4, 14h Juventus x Genoa

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