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·18 de julio de 2026

Deschamps se despede da França: uma Copa do Mundo e algumas frustrações

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Didier Deschamps vai comandar a seleção francesa pela última vez neste sábado (18), às 18h (de Brasília), na disputa contra a Inglaterra pela terceira colocação na Copa do Mundo de 2026. Foram 14 anos na liderança de uma das maiores potencias do futebol mundial, com 185 jogos (120 vitórias, 35 empates e 30 derrotas), duas finais de Copa e um título, um histórico longe de ser ruim, mas que trouxe, muitas vezes, a sensação de que poderia ser melhor. 

A trajetória de Deschamps não terá o desfecho glorioso, já que os franceses eram apontados como favoritos neste Mundial e buscavam a terceira final seguida, mas acabaram parados pela Espanha, que venceu a semifinal por 2 a 0 na última terça-feira. Curiosamente, foram os espanhóis um dos motivos para o treinador assumir este posto. 


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Deschamps foi anunciado como dono do cargo em julho de 2012, dias depois da França perder por 2 a 0 para a Espanha nas quartas de final da Eurocopa de 2012, então sob o comando de Laurent Blanc. Se o problema era perder para os espanhóis, o cenário não se alterou: foram oito encontros entre as seleções desde então com cinco vitórias da Espanha, um empate e dois triunfos franceses. Enquanto as vitórias foram uma em amistoso e outra na Liga das Nações, as derrotas aconteceram em Eliminatórias (2), e em mata-mata da Euro e, agora, na Copa do Mundo.

Em Copa não dá para reclamar

Dois anos depois de assumir o posto, Deschamps comandou os franceses pela primeira vez em uma Copa. A França seguia errática desde o título de 98, caindo na fase de grupos em 2002 e 2010, intervalada pela campanha vice-campeã de 2006. No Mundial do Brasil, a caminhada acabou nas quartas de final, caindo diante da futura campeã, Alemanha, perdendo por 1 a 0, no Maracanã.

Na sequencia, a glória. Na Copa do Mundo de 2018, o bicampeonato veio na Rússia, com uma final cheia de gols contra a Croácia e com o brilho de Kylian Mbappé, então com 19 anos. Quatro anos depois, mais uma final de tirar o fôlego, mas dessa vez a taça ficou com os argentinos, depois da disputa de pênaltis.

Se a disputa de terceiro lugar já tem um clima de frustração em quase todas as edições - amenizado quando disputada por alguma surpresa - o favoritismo deste ano e o retrospecto positivo tiram ainda mais o brilho da chance de Deschamps "completar a coleção" com a medalha de bronze. 

Na Euro, decepção

A superioridade apresentada na Copa do Mundo não se reflete quando o assunto é a mais importante competição de seleções do Velho Continente. O mais perto que os franceses chegaram de conquistar a Eurocopa na gestão do atual comandante é justamente num dos momentos mais frustrantes da história do futebol francês. 

Em 2016 eles eram os anfitriões do torneio e jogavam a decisão no Stade de France contra a seleção de Portugal, nunca antes campeã. Apesar do adversário perder Cristiano Ronaldo com apenas 25 minutos de jogo, os franceses não conseguiram fazer muita coisa e viram a festa lusitana em seu quintal depois de Eder marcar na prorrogação. 

Cinco anos depois, na edição que foi adiada por conta da pandemia, a França chegava como a atual campeã do mundo, mas parou logo nas oitavas de final, eliminada pela Suíça na disputa de pênaltis. Então, em 2024, a primeira das três derrotas seguidas em mata-mata para a Espanha, desta vez caindo por 2 a 1 na semifinal.

O saldo é...

Se venceu quase dois terços de seus compromissos como técnico da França, Deschamps não conseguiu transformar essa superioridade em taças. Nesses 14 anos foram três Eurocopas, duas Ligas das Nações e quatro Copas do Mundo. Além do título de 2022, o comandante comemorou apenas a Liga das Nações de 2020/21, na única vitória sobre a Espanha em um jogo de mata-mata, justamente na competição menos relevante.

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