Papo na Colina
·30 de enero de 2026
Desde 2022, desempenho de Diniz no Vasco só não é pior que o de Álvaro Pacheco

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·30 de enero de 2026

A pressão sobre o trabalho de Fernando Diniz no Vasco da Gama ganhou um argumento estatístico de peso nesta sexta-feira. Um levantamento realizado pelo perfil Estagiário do Vasco compilou o aproveitamento de todos os treinadores que comandaram a equipe desde 2022, e o resultado liga o sinal de alerta em São Januário. Com apenas 41% de aproveitamento, Diniz amarga a segunda pior marca do período, ficando à frente apenas do português Álvaro Pacheco.
Os números refletem a oscilação da equipe, que estreou com derrota no Brasileirão 2026 para o Mirassol e teve um desempenho apenas razoável no Campeonato Carioca. Para a diretoria e torcida, a comparação com antecessores serve como termômetro para avaliar a longevidade do projeto atual.
O dado mais impactante da lista é a posição de Diniz. Com 41%, ele está abaixo de treinadores que foram demitidos sob fortes críticas, como Maurício Barbieri (44%) e Maurício Souza (46%). A expectativa criada pela chegada de um técnico com perfil ofensivo e autoral ainda não se traduziu em consistência de resultados, gerando um ambiente de cobrança imediata por vitórias.
Ao olhar para o topo da lista, a diferença de rendimento fica nítida. O líder do ranking é Zé Ricardo, que iniciou a campanha da Série B de 2022 com 59% de aproveitamento. Jorginho, que confirmou o acesso naquele ano, aparece em segundo com 57%.
Outro nome de destaque é Ramón Díaz. O argentino, responsável pela recuperação histórica no Brasileirão de 2023, registrou 52% de aproveitamento, um número que hoje parece distante da realidade atual da equipe. Até mesmo Rafael Paiva, que assumiu como interino em momentos de crise, entregou um desempenho superior (47%) ao de Diniz.
A “lanterna” do ranking segue isolada com Álvaro Pacheco. A passagem relâmpago do treinador português em 2024 rendeu inacreditáveis 8% de aproveitamento, marcando um dos piores momentos da história recente do clube. O fato de Diniz ser o “penúltimo” da lista, superando apenas uma exceção estatística tão negativa, reforça a gravidade do momento técnico.
A frieza dos números valida a insatisfação das arquibancadas. O Vasco de Diniz cria oportunidades e tem posse de bola, mas sofre defensivamente e não converte o volume de jogo em pontos. Estar atrás de Barbieri, cujo trabalho foi interrompido com o time na zona de rebaixamento, é um indicativo de que a “margem de erro” para o atual treinador está se esgotando.
Com a temporada 2026 em pleno andamento e o Brasileirão apenas começando, a diretoria da SAF avalia o cenário. A aposta em Diniz foi alta, visando um futebol propositivo, mas a tabela de aproveitamento sugere que, sem uma reação rápida e uma sequência de vitórias, a sustentabilidade do trabalho pode ficar insustentável. O próximo jogo em São Januário ganha ares de decisão.

Fernando Diniz tem péssimo aproveitamento na Colina – Foto: André Durão
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