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·31 de julio de 2026

Diogo Costa não garante continuidade no FC Porto e diz por que rejeitou a camisola 2

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Diogo Costa falou sobre a Supertaça diante do Torreense num tom tranquilo, apesar da exigência que marca o arranque da nova temporada. Na antevisão do encontro, o guarda-redes do FC Porto abordou a recuperação física, a preparação para o adversário, a escolha da camisola 99 e a possibilidade de deixar o clube, tema sobre o qual deixou uma garantia: “sou muito feliz aqui”.

Depois de regressar ao trabalho na sequência das férias, Diogo Costa respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a condição física, a conquista de mais um troféu e o futuro. O internacional português destacou a importância do descanso, a necessidade de manter os níveis de concentração e a ambição colectiva, mas evitou comprometer-se com uma permanência para além do momento actual.


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Com apenas um curto período de preparação após uma época particularmente exigente, o guarda-redes considerou essencial a pausa, rejeitando a possibilidade de esse regresso tardio afectar a sua aptidão para o duelo de sábado.

“Acho que aqui também foi importante o descanso que deveria ter, porque foi uma época em que fiz quase 70 jogos.”, explicou. “Era muito importante ter um descanso necessário para estar mais fresco para o jogo de sábado. De qualquer forma, duas semanas não é o que me irá fazer perder muito a minha forma física para não estar preparado.”

O jogador admitiu que a posição de guarda-redes implica cuidados específicos, ainda que a resistência física não seja o aspecto mais determinante.

“Implica outras coisas, mas não é tão exigente a nível de resistência, por assim dizer”

A confiança domina, assim, o discurso de Diogo Costa, que vê no descanso e no trabalho diário a base para regressar em boas condições, sem atribuir particular importância ao período afastado dos relvados.

O Torreense será o primeiro obstáculo da época, mas o FC Porto não encara a partida com qualquer margem para facilitar. Diogo Costa explicou que a análise ao adversário foi além do encontro frente ao Sporting, incidindo sobre a identidade apresentada pela equipa ao longo da temporada.

“Sim, nós não analisámos só esse jogo contra o Sporting, analisámos tudo o que é a identidade que o Torreense teve ao longo de toda a época.”, sublinhou. “Como disse, é uma equipa que merece o nosso respeito e é exatamente isso que iremos fazer.”

Questionado sobre os principais perigos do conjunto de Torres Vedras, o guarda-redes manteve a mesma linha de pensamento: o FC Porto terá de estar preparado para todos os momentos do jogo.

“Pode trazer todo o tipo de situações que o jogo irá pedir. Esse respeito que eles merecem fala por si.”, afirmou. “Em todas as situações, como bolas paradas ou o que o jogo pedir, nós vamos estar com a máxima concentração possível. É um jogo para ganhar, é uma final, e iremos respeitar o Torreense da forma que eles merecem.”

As declarações reflectem uma preparação assente na concentração permanente e no respeito pelo adversário, independentemente da forma como a partida se desenrolar.

Num jogo em que o FC Porto deverá assumir grande parte da iniciativa, o guarda-redes poderá passar longos períodos sem ser chamado a intervir, antes de ter de responder num lance decisivo. Diogo Costa explicou que essa capacidade é trabalhada diariamente, desde os primeiros anos.

“Obviamente que o aspeto da concentração terá de ser muito elevado. Sendo um jogador do FC Porto, da casa, acho que desde pequeno sempre fui treinado para isso mesmo: para jogar numa equipa grande.”, analisou. “É algo que já faz parte do dia a dia, já é um hábito ter de me preparar para esse tipo de intervenções onde, se calhar, só terei de fazer uma, mas terá de ser muito importante ou muito difícil. Obviamente que os níveis de concentração são fundamentais, mas todo o trabalho diário que fazemos nos treinos é a base mais importante.”

Para o guardião portista, a preparação nos treinos é o que permite manter a atenção quando a bola raramente chega à área. A resposta no momento decisivo resulta, dessa forma, de uma rotina construída ao longo do tempo.

O objectivo passa também por fazer melhor do que na época anterior. Diogo Costa apontou a identidade, a humildade e a evolução colectiva como pilares para uma equipa que pretende continuar a lutar por títulos.

“Nós queremos aumentar os nossos padrões em termos de identidade. Iremos fazer tudo o que fizemos no ano passado, mas queremos melhorar em todos os aspetos como equipa e como clube.”, garantiu. “O pensamento de sermos bicampeões não nos vai passar pela cabeça; vamos ser muito humildes e encarar todos os jogos como finais, tal como fizemos na época passada. Acho que devemos seguir essa mentalidade que tanto caracteriza o FC Porto.”

A Supertaça será a primeira oportunidade para colocar essa ambição em prática. Diogo Costa considera que a importância do troféu é evidente por si só.

“É um título. Acho que não há nada mais importante do que a própria palavra.”, sintetizou. “É mais um título para a nossa conta e um clube como o FC Porto vive disso. É isso que queremos honrar.”

O encontro com o Torreense assume, por isso, o estatuto de uma final que o FC Porto quer vencer, mantendo intactos o respeito pelo rival e a identidade que pretende consolidar.

A escolha do número da camisola também esteve em destaque. Convidado por André Villas-Boas a assumir o 2, associado a Jorge Costa e João Pinto, Diogo Costa optou por continuar com o 99, embora tenha reconhecido a importância histórica desse legado.

“Primeiramente, fico extremamente grato ao nosso presidente por me ter atribuído esse desafio. Fico muito honrado e orgulhoso por me ver como uma pessoa importante neste clube.”, reconheceu. “Mas acho que seguir o meu trajeto também seria importante. O que aconteceu com o Jorge é algo que está muito fresco na minha memória e acho que é algo que devemos continuar a honrar e a homenagear. Foi muito por aí, por querer continuar a seguir o meu caminho, mas respeitando esse legado que esse número tem.”

A decisão de manter o 99 não representa, portanto, qualquer desvalorização da história ligada ao número 2. Trata-se antes de preservar um percurso pessoal, sem deixar de respeitar as figuras que o tornaram simbólico no FC Porto.

Naturalmente, a possibilidade de uma saída voltou a ser colocada no contexto do mercado. Diogo Costa não assegurou que a Supertaça ou os dias posteriores não possam coincidir com uma despedida, mas voltou a realçar a satisfação por representar o clube.

“Já sou associado à saída deste clube há algum tempo. Tal como tenho feito até agora, o que posso dizer é que sou muito feliz aqui e, enquanto cá estiver, serei sempre o mesmo jogador e a mesma pessoa.”

Sobre a possibilidade de continuar no FC Porto depois de 31 de agosto, o guarda-redes respondeu sem antecipar qualquer cenário.

“Se depois desse dia continuar aqui, claro que estarei.”

Diogo Costa reafirmou ainda a vontade de conquistar mais títulos, mas reconheceu que o futebol profissional é marcado por mudanças. Enquanto permanecer no clube, garante que o compromisso será total.

“Como disse, sou muito feliz aqui, quero muito continuar a ganhar títulos pelo FC Porto.”, garantiu. “Mas todos sabemos como é a vida de um jogador profissional. É algo que não posso prometer, mas o que posso prometer é o meu trabalho e o meu compromisso, como tenho feito desde que comecei a jogar na equipa A.”

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