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·2 de febrero de 2026

Diretor do Corinthians admite sondagens e craque do Timão pode sair

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O executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, confirmou que o meio-campista Breno Bidon tem sido alvo de sondagens, embora a expectativa do clube seja mantê-lo pelo menos até o fim da atual janela de transferências.

As falas aconteceram após a vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo na final da Supercopa do Brasil, no último domingo (1).


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Segundo o dirigente, Bidon possui contrato longo e bem estruturado com o Timão, o que dá tranquilidade à diretoria neste momento.

A avaliação interna é de que uma eventual saída se tornaria mais provável apenas no meio do ano, período em que os clubes europeus costumam intensificar a formação de seus elencos.

Ele tem um contrato excelente, seguro, e dificilmente sai agora. A janela do meio do ano é mais agressiva, com mais movimentações. Vamos curtir o Bidon o máximo possível”, afirmou Marcelo Paz, ainda no gramado do Mané Garrincha, em Brasília.

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Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Formado nas categorias de base do Corinthians e considerado um dos principais ativos do clube, Breno Bidon tem vínculo até 31 de dezembro de 2029 e multa rescisória estipulada em 100 milhões de euros para o exterior, valor que gira em torno de R$ 635 milhões, além de R$ 370 milhões para o mercado nacional.

Apesar disso, internamente, o Corinthians trabalha com cifras mais realistas para uma eventual negociação do meia e entende que propostas na casa de 60 milhões de euros poderiam abrir conversas.

Atualmente, o Timão detém 90% dos direitos econômicos do jogador, que também é peça-chave no planejamento financeiro da diretoria.

Em meio a uma grave crise econômica, com dívida estimada em cerca de R$ 2,8 bilhões, o clube projeta arrecadar R$ 151 milhões em vendas de atletas ao longo de 2026.

No entanto, o cenário recente mostra dificuldade em atingir essas metas: em 2025, o Corinthians fechou o ano com R$ 90 milhões em negociações, bem abaixo dos R$ 240,6 milhões previstos no orçamento.

Dentro de campo, a ascensão de Breno Bidon está diretamente ligada à confiança recebida nos últimos meses. Ainda em 2025, Dorival Júnior buscava reforços para o meio-campo, mas, sem recursos, acabou apostando na base.

Bidon já chamava atenção nos treinamentos, mas demorou a reproduzir esse desempenho nos jogos, algo comum a atletas que fazem a transição para o profissional. Com o tempo, porém, ganhou espaço e passou a crescer justamente nas partidas mais decisivas.

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Breno Bidon, meia do Corinthians. (Photo by Pedro H. Tesch/Getty Images)

A evolução também foi impulsionada pelo entrosamento com nomes experientes do elenco, como Memphis Depay, que enxergou no jovem um parceiro ideal para dividir responsabilidades no setor ofensivo, ao lado de Garro.

Com mais minutos em campo, Bidon respondeu: foi o melhor jogador da final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, converteu o pênalti decisivo do título e voltou a se destacar diante do Flamengo, em outra decisão, desta vez sob os olhares de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira.

As atuações fizeram crescer o assédio de intermediários ligados a chamados “clubes trampolim”, que são as equipes europeias que investem em jovens sul-americanos com foco em futura revenda.

Zenit e Benfica aparecem entre os nomes com maior histórico de acesso a atletas do Corinthians, embora, até o momento, não exista proposta oficial na mesa.

O próprio entorno do jogador vê a ida para a Europa como um caminho natural, visto que em dezembro do ano passado o empresário Fernando Brito já havia revelado que Bidon sonha em atuar no futebol europeu, mas sem pressa, priorizando a construção de uma trajetória vencedora no Corinthians.

Agora, com títulos, protagonismo e visibilidade internacional, a percepção é de que o Brasil começa a ficar pequeno para o meia.

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