Nosso Palestra
·3 de marzo de 2026
Em coletiva antes da final, Abel e Gustavo Gómez, do Palmeiras, destacam: ‘Não existe jogo fácil no futebol brasileiro’

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·3 de marzo de 2026

Aconteceu nesta terça-feira (03), a coletiva de imprensa pré-final do Campeonato Paulista. Como de costume, o evento reúne os treinadores e os capitães das equipes finalistas. Pelo lado do Novorizontino, Robson e Enderson Moreira. Já do lado palmeirense, Gustavo Gómez e Abel Ferreira marcaram presença no evento. A equipe de arbitragem, chefiada por Matheus Candançan, também participou.
É um propósito. No começo da temporada, sempre tenho reunião com os jogadores para tratarmos dos objetivos. Precisamos ter um propósito, que é lutar para ganhar e se dedicar ao máximo. O resto é história. Nunca busquei recordes ou números, busco ser o melhor que posso ser. O resto é consequência. Eu e meus jogadores temos noção do nosso propósito. Claro que existe a emoção de estar em mais uma final. Isso tem tudo a ver com a nossa valorização e com o nosso trabalho, um trabalho baseado em valores. Quando falam que o Abel já ganhou e já perdeu, e que só não foi demitido porque tem uma presidente de gabarito, com visão, que conhece o Brasil melhor do que eu, digo o seguinte: não sou melhor nem pior porque ganho ou perco. O que me define é o meu caráter, aquilo em que acredito. Sei perfeitamente o que é o futebol e, numa final, só um pode ganhar. Esse é o nosso propósito: vamos lutar até o fim.
Nós, jogadores, internamente sabemos que vamos enfrentar um time muito bom, com bons jogadores. Temos um elenco trabalhador. Sabemos que será difícil e que precisamos melhorar. O jogo contra eles foi no início da pré-temporada. Agora é diferente. Amanhã vamos fazer o nosso melhor para conquistar um bom resultado. Acreditamos no processo.
Isso é teoria. Temos que assumir a responsabilidade de um clube gigante como o Palmeiras. Mas já estive do outro lado e sei da vontade que eles têm. Não foi por acaso que ganharam de Palmeiras, Santos e Corinthians, nem que ficaram em primeiro lugar. Os jogos fáceis acabaram há muito tempo no futebol brasileiro e mundial. De um lado ou de outro, a ambição é a mesma. Estamos preparados. Queremos muito, porque nos alimentamos disso: de finais e títulos.
Não estamos jogando no Allianz porque não foi trocado a tempo. Não adianta falar de processos que deveriam ter sido feitos antes. Defendo qualidade, e em Barueri o sintético é espetacular. A bola não salta. Estão reunidas grandes condições para um grande espetáculo. É a sexta vez que chegamos, mas se eu mostrar minhas costas, vocês vão ver o tanto de cicatrizes que tenho pelas críticas que já recebi. O mais difícil não é chegar, é ser consistente. Há muita cobrança — minha, dos jogadores, da direção. Cobramos o máximo uns dos outros. O trabalho que estamos fazendo ao longo dos anos é de reformular nosso estilo de jogo, para que todos se sintam motivados. Esse é o nosso propósito: dar o nosso melhor. Que sejam dois grandes jogos na final.
O Brasil não é para amadores. Existem coisas culturais, e ainda bem que não somos todos iguais. Já falei muito, nesses cinco anos, sobre o que pode mudar e melhorar. Mas há coisas que são culturais. Ganhei duas Libertadores, sou o melhor. Perdi duas, sou o pior. Para torcedor ou jornalista, tudo bem. Mas para dirigente, para quem toma decisões, não. A magia do futebol é a incerteza. É perceber que a final será entre Palmeiras e Novorizontino e ninguém sabe o que vai acontecer. Temos que viver nessa incerteza constante. Não sou o melhor quando ganho, nem o pior quando perco. Sou o mesmo. Cada um deve fazer o seu melhor com os recursos que tem.
Acho que é a décima sexta final. Ganhei algumas, perdi outras. O que tenho que dizer é que vou fazer o meu melhor. Eu não faço gols em nenhuma final. Meu papel é ajudar nossos jogadores a estarem preparados. Temos que lutar por títulos. Desde que cheguei, sempre falaram que a exigência é pelo menos um título por ano.
Ele está bem. Temos uma questão contratual. Um milhão, dois milhões, para nós é muito dinheiro. Lamentamos se não pudermos contar com ele. Queremos sempre ter os melhores à disposição, mas existe um contrato e, no Novorizontino, somos honestos e vamos cumprir. Está em avaliação. Se ele não jogar, não podemos lamentar ausências, e sim valorizar quem tiver a oportunidade de representar a equipe.
Pode ajudar meus companheiros, mas será um jogo difícil. Jogar em casa ou fora é da mesma forma. Precisamos seguir nosso processo. Vou tentar ajudar meus companheiros. Jogar finais é muito bom, sou grato por isso. O futebol passa muito rápido, então temos que desfrutar e ajudar uns aos outros. Alguns companheiros podem conquistar seus primeiros títulos. Quero ajudar para que façamos um grande jogo amanhã e outro grande jogo no domingo, para ficarmos com o título.


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