Emiliano Díaz relembra bastidores do título paulista do Corinthians em 2025 | OneFootball

Emiliano Díaz relembra bastidores do título paulista do Corinthians em 2025 | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Central do Timão

Central do Timão

·28 de marzo de 2026

Emiliano Díaz relembra bastidores do título paulista do Corinthians em 2025

Imagen del artículo:Emiliano Díaz relembra bastidores do título paulista do Corinthians em 2025
  1. Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Um ano após a conquista do Campeonato Paulista de 2025, o ex-auxiliar técnico do Corinthians, Emiliano Díaz, relembrou momentos marcantes da decisão contra o Palmeiras. O título foi confirmado após empate sem gols na Neo Química Arena, resultado que garantiu a taça ao Timão graças à vitória por 1 x 0 conquistada no jogo de ida, no Allianz Parque.

Durante entrevista ao GE, Emiliano comentou sobre a pressão que envolvia a decisão e destacou o peso emocional que o confronto carregava para o elenco e para a comissão técnica.


OneFootball Videos


Imagen del artículo:Emiliano Díaz relembra bastidores do título paulista do Corinthians em 2025

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Antes de recordar momentos específicos da partida, o ex-auxiliar explicou o tamanho da responsabilidade que o grupo sentia ao disputar a final diante do principal rival.

“A pressão era extrema. Foi muito sofrido porque sabíamos que não tínhamos outra escolha a não ser ganhar. Nosso rival não poderia levantar a taça em casa. Era uma questão de honra, o grupo entendeu […] Conseguimos (referindo-se à comissão técnica de Ramón Díaz) muitos títulos, mas esse tem um sabor especial porque foi com um dos maiores clubes em que trabalhamos.”

Outro momento lembrado por Emiliano foi a situação física de Rodrigo Garro na semana que antecedeu a decisão. O meia enfrentava dores no joelho e chegou a preocupar a comissão técnica. O jogador não havia atuado na primeira partida da final e sua participação no jogo decisivo era incerta. Segundo Emiliano, a possibilidade de ausência do argentino obrigaria mudanças importantes no sistema tático da equipe.

“O Gordo (Garro) não podia andar, não podia caminhar. Tivemos que fazer um outro plano tático, completamente diferente. É difícil você trocar porque o sistema era com um meia bem clássico. Se o Gordo não estivesse, teríamos que mudar o sistema. Estávamos muito preocupados. Quando o Gordo saiu do treino, me falou: ‘Calma, amanhã eu te respondo’. Eu sabia que ele ia jogar.”

O auxiliar também contou que recebeu uma ligação do jogador na manhã da partida, confirmando que estaria em campo mesmo com limitações físicas.

“De manhã, me ligou 9h da manhã e disse: ‘Vou jogar nem que seja a última coisa que eu faça’. Quando um jogador chega e te fala uma coisa dessas é impossível não dar certo. Se um jogador dá a vida, bota sua carreira em jogo por uma partida, não pode não dar certo. Ficamos mais tranquilos, o Gordo recebeu uma infiltração, muito doloroso. Fez um jogo fantástico, precisávamos dele.”

A decisão também ficou marcada por um momento decisivo na segunda etapa, quando o Palmeiras teve um pênalti a favor. Hugo Souza defendeu a cobrança de Raphael Veiga e manteve o resultado que garantia o título ao Corinthians. Para Emiliano, o goleiro já transmitia confiança à comissão técnica e ao elenco desde antes da cobrança.

“O destino faz coisas que você não entende. Tínhamos muita confiança no Hugo Souza, sabíamos que era um dos melhores do Brasil. Não queríamos viver isso, foi um erro do Félix, mas aconteceu. Sabíamos que ia pegar. É um cara destinado a fazer coisas grandes. Não gostamos, não queríamos sofrer tanto para ganhar o título.”

Outro ponto destacado pelo ex-auxiliar foi a atmosfera criada pela torcida corinthiana na Neo Química Arena durante a reta final da partida. Segundo ele, a arquibancada teve papel importante ao empurrar a equipe nos minutos finais da decisão.

“Nunca vi nada igual. Faltavam 20 minutos e o jogo acabou. Eles (torcida) começaram a fazer uma festa como que dizendo: ‘acabou o jogo’. Contagiaram de fora para dentro, o time entendeu que tinha acabado a final. Começamos a brigar, a jogar feio, não tinha mais passe, era só briga. O futebol tem isso às vezes. Você tem que se adaptar ao momento.”

Mesmo com a vantagem no placar agregado, Emiliano afirmou que a tensão no banco de reservas continuou até o apito final.

“Eu, como treinador, não estava feliz. Queria ganhar e fazer o que havíamos treinado, que era atacá-los. Era um momento desesperador para eles porque tinham que vir para cima, nós tínhamos que acertar os contra-ataques. Entramos todos naquele bolo de emoção e também queríamos brigar. Eles têm muito a ver com esse título, sobretudo a final.”

Para Emiliano, a conquista teve um significado especial, principalmente por devolver ao Corinthians um título após alguns anos sem levantar troféus. O auxiliar destacou a relação do clube com sua torcida e o impacto que a conquista teve para os corinthianos.

“Se você faz um trabalho para pessoas que estão sofrendo e tem a possibilidade de fazê-los felizes, isso é ser um abençoado. Quando acabou o jogo, pensei: ‘Cara, metade do país está feliz’. Sentimos que o Corinthians tinha voltado. É um clube que tem sempre que brigar por títulos, é o primeiro ou segundo maior do Brasil. Queríamos quebrar isso para que o Corinthians voltasse a ser o Corinthians. Acho que deixamos o nosso grão.”

Durante a entrevista, Emiliano também comentou sobre a possibilidade de voltar a trabalhar no Corinthians no futuro. Segundo ele, a relação criada com o clube e com a torcida faz com que essa chance permaneça aberta.

“A única forma para que não aconteça é se eu morrer. Tenho certeza de que essa história não acabou.”

Por fim, Emiliano também comentou sobre o cenário atual do futebol sul-americano e falou sobre adversários argentinos em competições continentais. Ao avaliar o momento de uma equipe argentina citada na entrevista, o ex-auxiliar destacou as dificuldades de atuar fora de casa, mas afirmou que o Corinthians tem condições de avançar.

“Hoje, o Platense não está passando por um bom momento. Não é o time campeão que foi há um ano. Sempre jogar contra argentinos na Libertadores são jogos de luta, de briga. A qualidade tem que se impor. Hoje, o Brasil é muito maior que a Argentina em nível de liga. Jogar lá é difícil, é um campo pequeno, ruim. Você tem que se adaptar rápido porque não será fácil. Se o Corinthians se impuser nas brigas, vai ganhar com certeza. Se você tem um jogo mais abaixo, vai sofrer. Tenho certeza que o Corinthians tem time para passar de fase e brigar.”

Veja mais:

Meio-campista do Corinthians atua como titular em derrota do Peru contra Senegal em amistoso

Notícias do Corinthians

Ver detalles de la publicación