Zerozero
·17 de enero de 2026
Época da <i>caça</i> começa nos Arcos

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·17 de enero de 2026

Foi com esta frase que José Mourinho lançou, na antevisão ao duelo frente ao Rio Ave, o mote para o que resta jogar ao Benfica esta temporada e as águias fizeram jus à premissa nos Arcos. O emblema encarnado estreou-se na segunda volta da I Liga com uma vitória tranquila (0-2) frente aos rioavistas, regressando aos triunfos após dois desaires consecutivos.
À entrada para este encontro, o técnico dos encarnados decidiu mexer em três peças, relativamente ao exigente encontro diante do FC Porto: Sidny Cabral, António Silva e Richard Ríos deram lugar no onze inicial a Schjelderup, Otamendi e Sudakov. No lado oposto, Sotiris Sylaidopoulos trocou Vrousai (doente) por Nikos Athanasiou no flanco esquerdo.
Domínio total do Benfica: esta é a frase que melhor define o primeiro tempo do encontro entre os lisboetas e o Rio Ave em Vila do Conde. As águias dominaram desde cedo, temporizando o ritmo do jogo e protagonizaram perto da totalidade das jogadas de perigo, frente a uma caravela sem uma das suas principais armas: o capitão Marious Vrousai (ausente por doença).
Além disso, o conjunto visitado demonstrou alguma intranquilidade desde o apito inicial, com vários jogadores a demonstrarem quer displicência, quer nervosismo. Clayton e André Luiz - ainda que estivesse alguns furos abaixo do habitual - foram a exceção à regra. Os pupilos de Mourinho aproveitaram esta realidade e carregaram desde início, em busca da superioridade no marcador.
Pavlidis e Dedic ameaçaram ainda antes dos 15 minutos, com duas oportunidades que levaram bastante perigo à baliza defendida por Cezary Miszta, mas que foram intercetadas por elementos da linha defensiva da casa. O golo surgiu, assim, à passagem do minuto 16, quando Sudakov encontrou Barreiro na zona do segundo poste e o médio cabeceou sem espinhas para o fundo das redes.
A superioridade encarnada manteve-se durante todo o primeiro tempo e a vantagem encarnada foi ampliada pouco depois: aos 25 minutos, Dedic arrancou pela direita e lançou um cruzamento rasteiro para o interior da área, forçando Andreas Ntoi a um corte disparatado - diretamente para o interior da própria baliza. Infelicidade para o camisola '5' dos vilacondenses, que partiram em desvantagem e com mais dúvidas do que certezas para os balneários.
O segundo tempo trouxe uma narrativa algo distinta. Isto porque o Benfica entrou em modo de gestão, recuando alguns metros no terreno - especialmente no momento da pressão -, permitindo que o Rio Ave crescesse ligeiramente no encontro. Ficou a ideia de que, se algum dos remates que pautaram os instantes iniciais entrasse, o desfecho do jogo poderia ter sido diferente.
Tal, porém, não aconteceu, mas esteve próximo. Isto porque Clayton tomou o gosto ao pé e reduziu para os homens da casa, aos 69 minutos, mas o lance foi invalidado devido à posição irregular do avançado brasileiro - estava sete centímetros adiantado, para ser mais preciso.
Daí em diante, o Rio Ave foi criando perigo a espaços, aproveitando o espaço conferido pelo Benfica, ao passo que as águias resguardaram-se no terreno, em busca de segurar a vantagem, e ameaçaram em terrenos avançados apenas em algumas ocasiões - na maioria das vezes de forma assertiva, porém.
Assim sendo, o conjunto da caravela foi incapaz de encontrar o caminho para os golos e o Rio Ave somou, assim, o sétimo desaire da temporada. No sentido inverso, o Benfica voltou a triunfar, dois jogos depois, e pode encurtar distâncias para o líder FC Porto - que só joga este domingo, no reduto do Vitória SC.
Georgiy Sudakov (Benfica): nomeado melhor em campo para o zerozero, o '10' das águias ocupou com clareza a posição atrás de Pavlidis e foi um dos elementos mais esclarecidos dentro das quatro linhas. Além de desbloquear o jogo com passes com conta, peso e medida, Sudakov foi assertivo e pragmático, principalmente durante o primeiro tempo.
Se não existisse o VAR, Cláudio Pereira poderia muito bem ter aberto um precedente ao assinalar grande penalidade a favor do Benfica, aos 21 minutos, quando Nikos caiu no interior da área e desviou a bola com a mão em pleno movimento de queda - decisão prontamente revertida pelo VAR. Ainda que não tenha precisado de ajuizar lances capitais, o árbitro do encontro teve apito leve em grande parte dos lances, o que levou a algumas quebras no ritmo de jogo.

Onze do Rio Ave:
Cezary Miszta, Pancho Petrasso, Jakub Brabec, Nelson Abbey, João Tomé, Brandon Aguilera, Andreas Ntoi, Nikos Athanasiou, André Luiz, Clayton Silva, Dario Spikic

Onze do Benfica:
Anatoliy Trubin, Amar Dedic, Nicolás Otamendi, Tomás Araújo, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Fredrik Aursnes, Gianluca Prestianni, Georgiy Sudakov, Andreas Schjelderup, Vangelis Pavlidis

Marious Vrousai está doente e falha, assim, este duelo diante do Benfica. O grego é ausência notada na ficha de jogo.
1':

Começou a partida! Rola a bola no Estádio dos Arcos!
8':

Benfica: Vangelis Pavlidis
que perdida! Sudakov tentou picar a bola para a área, houve um corte defeituoso e o grego tinha tudo para marcar, mas Abbey fez um corte incrível
11':

Benfica: Amar Dedic
respondeu ao cruzamento de Dahl na linha de fundo na esquerda e surgiu ao segundo poste a rematar. Abbey fez mais um grande corte
15':

Schjelderup (Benfica) remata ao poste!!!
Prestianni foi muito bem desmarcado na direita, cruzou rasteiro e ao segundo poste surgiu o norueguês a rematar ao poste
16':

GOLO Benfica! Leandro Barreiro marca
Leandro Barreiro marca o seu 1º golo na prova (17 jogos) Leandro Barreiro marcou o seu 9º golo na equipa (79 jogos)
Marca o Benfica! Canto na direita, a defesa alívia para a ala direita novamente e aí, Sudakov cruza com conta, peso e medida para o segundo poste, onde surgiu Barreiro a cabecear para o 0-1
22':

VAR analisa:
o lance, para perceber se os braços estão em posição natural ou não, enquanto o jogador caía
24':

VAR analisa:
e cancela a grande penalidade! Considera que o braço está em posição natural
25':

GOLO Benfica: Andreas Ntoi marca na própria baliza!
Que infelicidade! Dedic arrancou pela meia direita, chegou à área e tentou servir Pavlidis, Ntoi colocou muito mal o pé, ao tentar cortar, e chapelou o seu próprio guarda-redes, fazendo o 0-2
41':

Rio Ave: Andreas Ntoi
foi servido fora da área, na transição, e rematou rasteiro, de muito longe. Passou a rasar o poste
43':

VAR analisa:
possível grande penalidade a favor do Benfica
45 +6':

1ª parte praticamente de sentido único. O Benfica entrou intenso, com e sem bola, e não deu espaço ao Rio Ave para ter bola. Os encarnados foram criando, mostrando um dinamismo entre o seu ataque como não se via há muito tempo, e chegaram aos golos com naturalidade, mesmo que um tenha sido um azar enorme de Ntoi. Se o Benfica tivesse mais um golo ou dois, não seria estranho.
66':

Benfica: Georgiy Sudakov
arriscou de longe e rematou, mas passou a rasar o poste esquerdo da baliza
69':

GOLO INVALIDADO Rio Ave:
Clayton foi muito bem desmarcado nas costas da defesa, entrou na esquerda da área e rematou rasteiro para golo, mas foi anulado por fora de jogo
70':

VAR analisa:
se é fora de jogo ou não. Parece milimétrico
72':

Benfica: Vangelis Pavlidis
pertíssimo! Sidny Cabral foi desmarcado na esquerda e cruzou rasteiro, com Pavlidis a ficar a centímetros do golo
90 +5':

O árbitro apita para o final da partida
Melhor em campo:

Georgiy Sudakov (SLB) foi, para a redação do
zerozero
, o melhor jogador em campo. Finalmente utilizado a médio ofensivo, o ucraniano jogou e fez jogar a equipa como não se via há algum tempo. Na sua posição, pode ser diferenciado.









































