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·22 de febrero de 2026

Erika critica atuação, cobra mais postura do Corinthians e expõe insatisfação com falta de transparência no feminino

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  1. Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

Os bastidores do futebol feminino do Corinthians seguem movimentados após o empate por 2 a 2 com o Fluminense, na Neo Química Arena, pela segunda rodada do Brasileirão Feminino. O resultado, sofrido nos minutos finais, culminou na demissão do técnico Lucas Piccinato e escancarou uma série de incômodos dentro e fora de campo.

Após a partida, a zagueira Erika concedeu entrevista na zona mista e analisou o desempenho da equipe, apontando dificuldades para furar o bloqueio defensivo adversário e reconhecendo que o time esteve abaixo tecnicamente.


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Foto: ©Rodrigo Gazzanel / Ag. Corinthians

“Se você realmente olhar o jogo, elas jogaram fechadinhas, só no contra-ataque. Isso desde o começo. Às vezes subiam um pouco, e, assim que subiam, a gente conseguia trabalhar melhor, colocar a bola entre linhas, que é o que a gente gosta. Mesmo assim, não tivemos tantas chances, e, quando tivemos, não conseguimos concluir a gol. Quando uma equipe joga mais baixa, a gente tem que trabalhar muito mais rápido, girando a bola, tentando antecipar os passos, fazendo um dois, fazendo a bola circular mais, para pegar a equipe desprevenida. E a gente não está fazendo isso. Aí você me pergunta por quê? Não sei”, comentou.

O Corinthians começou melhor e abriu 2 a 0 com gols de Belén Aquino e Jaqueline. Ainda no primeiro tempo, Patrícia Sochor diminuiu para o Fluminense. Na etapa final, mesmo com uma jogadora a mais após a expulsão de Karina, as Brabas sofreram o empate nos acréscimos, quando Bruna Pelé aproveitou erro no domínio da goleira Rillary para deixar tudo igual. Para Erika, o empate passou também pela ansiedade em ampliar a vantagem e pela falta de precisão técnica.

“A gente sabe que tem que fazer isso, mas talvez seja a ansiedade de querer fazer o gol o tempo inteiro. Chega uma hora em que precisamos colocar a cabeça no lugar, parar e entender onde está o espaço e onde não está. Então, acho que é essa ansiedade de querer fazer gol o tempo inteiro e não estar dando certo. Quando o time baixa mais, temos essa dificuldade. E, tecnicamente, foi um jogo péssimo para a gente: de passes, de domínios, de conclusões. E isso não é legal. A gente se cobra muito em relação a isso. É meio difícil quando a gente empata, porque parece uma derrota, né? Pra gente, não é algo comum. Eu vou sempre falar isso, porque realmente eu não estou acostumada, e as meninas também não. O Corinthians não está acostumado com isso, né? O feminino. Mas precisamos colocar essa bola para dentro do gol, precisamos fazer gols, precisamos ter muito mais vontade. Falar: ‘Eu quero ganhar a partida’. E eu acho que está faltando isso na nossa equipe. A gente sabe disso”, analisou.

O resultado ampliou o momento irregular da equipe no início da temporada. Em cinco jogos, são duas vitórias, dois empates e uma derrota, esta na final da Copa das Campeãs, diante do Arsenal. Um dos empates ocorreu no clássico contra o Sociedade Esportiva Palmeiras, na decisão da Supercopa, que terminou com derrota nos pênaltis. Erika reconheceu o cenário conturbado e reforçou a necessidade de cobrança interna.

“Estamos nos cobrando dentro de campo em relação a isso, nos treinamentos. Infelizmente, eu acho que ainda não está indo, mas é começo de ano. Eu sei que, em 20 dias, nós já tivemos finais de dois campeonatos, mas é de pouco em pouco. A gente está trabalhando para isso e precisa se cobrar mais, porque faz falta. Faz falta a bolinha na trave, faz falta se movimentar um pouco mais, faz falta pedir, chamar responsabilidade. E quando isso se trata de Corinthians, acho que a gente está devendo muito. Mas, pouquinho em pouquinho, a gente vai trabalhando nisso. A gente não gosta de sair com resultado assim, pode ter certeza. A gente não gosta de perder. Eu só gosto de ganhar, eu só quero ganhar. Mas precisamos colocar a cabeça no lugar e nos cobrar um pouco mais”, relatou.

Com 150 partidas pelo clube desde 2018, 13 títulos conquistados e histórico amplamente vencedor, a defensora também fez questão de sair em apoio à jovem goleira Rillary após o erro que originou o gol de empate.

“Acho que vem tudo: ansiedade, vontade, falta de bater no peito e assumir o que faz dentro de campo. O que a gente faz fora de campo, em relação à comissão e entre nós, jogadoras, é um pouco de tudo. Quando perde, perde todo mundo. Quando ganha, ganha todo mundo. Quando tem erros individuais, como hoje, não vamos julgar a Rillary em nenhum momento. Pelo contrário, vamos apoiar. Quantas vezes eu já não escorreguei? Quantas vezes já não fiz gol contra? Quantas vezes já não errei pênalti? Acontece. Eu sou uma jogadora experiente e sei disso. Não é porque ela tem 19 anos que vamos cobrar diferente. Não. A gente poderia ter feito muito mais dentro de campo para que isso não tivesse acontecido. Ela trabalha muito bem com os pés, tem personalidade, é uma excelente jogadora, uma excelente goleira. Não tem nem o que falar. Mas, de pouco em pouco, vamos trabalhando. E vamos ter que nos cobrar mais”, finalizou.

Além das questões técnicas e do comando técnico, Erika também expôs incômodo com a falta de comunicação interna sobre os mandos de campo das Brabas. Segundo a zagueira, o grupo soube que atuaria em Itaquera por meio da imprensa.

“Com toda sinceridade, isso é muito chato pra gente. A gente fica na indecisão a cada treino, a cada jogo. E, infelizmente, sabemos que o feminino não é prioridade no clube. Isso é normal. A gente já sabe. Mas eu não queria que fosse normal, não queria que fosse dessa forma”, iniciou.

“Então, quando vocês me falaram que iríamos jogar na Neo Química, eu pensei: “Nossa, que legal, que show!”. Mas eu não sabia disso. Ainda, infelizmente, não somos prioridade, e as informações não chegam como a gente gostaria”, complementou.

Atualmente, as Brabas não podem mandar partidas noturnas no Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, vetado desde maio de 2025 por problemas no sistema de iluminação. O presidente Osmar Stabile afirmou que a adequação exigiria investimento superior a R$ 10 milhões, e o clube busca parceiros para viabilizar a obra.

Enquanto isso, o Corinthians tem alternado seus mandos entre diferentes estádios, como o Canindé, o Pacaembu, a Neo Química Arena e o José Liberatti. A diretoria, porém, sinalizou preferência por utilizar com maior frequência a própria Arena.

Após a paralisação para a Data Fifa, as Brabas voltam a campo no dia 13 de março, quando enfrentam o Palmeiras, na Arena Barueri, pela terceira rodada do Brasileirão Feminino, em clássico que pode valer a liderança da competição.

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