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·15 de julio de 2026
Espanha tem a melhor defesa de um finalista na história das Copas do Mundo

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Letal no ataque, controladora no meio-campo e intransponível na defesa. A Espanha construiu uma campanha sólida da defesa ao ataque e se consolidou com a finalista menos vazada na história das Copas do Mundo.
Após passar invicta pelo impiedoso ataque francês, a Espanha alcançou a decisão do Mundial tendo sofrido apenas um gol em toda a campanha. O único a vazar a defesa da Fúria foi o belga Charles De Ketelaere, nas quartas de finais.
A solidez defensiva transformou a Espanha na primeira seleção a disputar sete jogos em uma edição da Copa do Mundo e sofrer apenas um gol. Antes do novo recorde, em 2026, a melhor marca era dividida entre Itália, França e a própria Espanha.
Em 1990, a seleção italiana terminou o Mundial na terceira colocação e, na época, se tornou a primeira seleção a sofrer apenas dois gols em sete jogos disputados. A França repetiu o feito em 1998 e conquistou o título também sendo vazada apenas duas vezes durante o caminho.
Na Copa de 2006, a histórica defesa azzurra, comandada por Fábio Cannavaro, também seguiu o roteiro. Por fim, quatro anos depois, a Espanha, em seu primeiro título mundial, ergueu a taça na África do Sul, com apenas dois gols sofridos na trajetória.
A campanha irretocável dos espanhóis nesta edição já havia desbancado um recorde que persistia há décadas. Na classificação contra a Áustria, Unai Simón se tornou o goleiro com mais minutos consecutivos sem levar gols, completando cinco partidas.
O recorde que iniciou ainda na Copa do Mundo passada, após a eliminação nos pênaltis para o Marrocos, ainda foi prolongado pelo goleiro ao passar invicto na classificação contra Portugal nas oitavas e chegou ao fim apenas no gol sofrido por De Ketelaere.
Além das marcas quebradas defensivamente, a Espanha constrói ainda a sua melhor campanha quando o assunto é marcar gols. Com as duas bolas nas redes na semifinal, a Fúria alcançou a sua Copa do Mundo com mais gols anotados.
Na atual edição, o selecionado comandado por Luis de la Fuente tem 13 tentos marcados em sete jogos, com a chance de ampliar a marca na decisão. A campanha ofensiva superou os 11 gols marcados em 1986, até então melhor marca dos espanhóis, e os tentos em 1950, 1995 e 2002.
A trajetória inspirada tem como receita a divisão de protagonismo na artilharia. O atacante Mikel Oyarzabal é o artilheiro espanhol na Copa, com cinco gols, e tem logo atrás o reserva-goleador, Mikel Merino, e o defensor Pedro Porro, com dois gols cada. Os meia Fabián Ruiz e Álex Baena, além da joia Lamine Yamal, também deixaram a sua marca uma vez.







































