Território MLS
·11 de julio de 2026
Espanha vence Bélgica por 2 a 1 no fim e avança para enfrentar a França na semifinal da Copa do Mundo

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·11 de julio de 2026

Mesmo sofrendo o primeiro gol na competição, a Espanha manteve sua consistência, venceu a Bélgica por 2 a 1 nesta sexta-feira, no SoFi Stadium, em Los Angeles, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Fabián Ruiz abriu o placar para os espanhóis, Charles De Ketelaere empatou para a Bélgica e Mikel Merino, aproveitando uma falha de Senne Lammens já na reta final da partida, marcou o gol da classificação.
O confronto também ficou marcado por uma série de problemas físicos enfrentados pela Bélgica. Youri Tielemans foi cortado ainda no aquecimento, Thibaut Courtois deixou o campo lesionado durante o segundo tempo e Kevin De Bruyne também precisou ser substituído poucos minutos antes do gol decisivo espanhol.
📅 Data: 10 de julho de 2026 🏟️ Estádio: SoFi Stadium, Los Angeles 🏆 Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 — Quartas de final
⚽ Resultado: Espanha 2×1 Bélgica
Gols:
Antes mesmo da bola rolar, Rudi Garcia teve um enorme problema.
Depois de optar novamente pelo retorno de Kevin De Bruyne e Jeremy Doku ao time titular, imaginando um jogo muito mais técnico do que físico diante da Espanha, a Bélgica perdeu seu capitão ainda no aquecimento.
Youri Tielemans sentiu um problema físico poucos minutos antes da partida e deu lugar a Hans Vanaken.
A ausência do camisa 8 representou muito mais do que uma simples troca de jogadores. Capitão da equipe e principal nome da reação belga durante a Copa do Mundo, Tielemans era a peça responsável por dar intensidade, equilíbrio e liderança ao meio-campo formado ao lado de Nicolas Raskin e Kevin De Bruyne.
Com a bola rolando, porém, o jogo demorou para acontecer.
A Espanha controlava completamente a posse de bola e recuperava rapidamente quando a perdia, mas encontrava dificuldades para transformar esse domínio territorial em grandes oportunidades.
A primeira boa chance surgiu apenas aos 20 minutos.
Após recuperar a bola ainda no campo ofensivo, Lamine Yamal cortou da direita para o meio e finalizou de canhota, mas mandou para fora.
A pressão espanhola aumentou naturalmente e, aos 29 minutos, saiu o primeiro gol.
Pedro Porro apareceu muito bem pela direita após tabela com Lamine Yamal e encontrou Dani Olmo dentro da área. Courtois fez a defesa, mas espalmou para o meio. Atento ao rebote, Fabián Ruiz apareceu livre para empurrar para o fundo das redes e abrir o placar.
A Bélgica sentiu o gol.
Pouco depois, Yamal sofreu falta na entrada da área após boa jogada individual. O próprio atacante cobrou rasteiro, obrigando Courtois a fazer mais uma boa defesa.
A Espanha continuou em cima.
Álex Baena chegou a finalizar com perigo após lançamento em profundidade, mas o lance já estava parado por impedimento. Logo depois, Yamal voltou a aparecer, passou por Maxim De Cuyper e Jeremy Doku em sequência e finalizou cruzado. A bola saiu com perigo.
Até então, a Bélgica praticamente não havia conseguido atacar.
Mas bastou uma boa construção para mudar completamente o cenário.
Aos 40 minutos, Leandro Trossard encontrou Kevin De Bruyne pelo centro. De primeira, o camisa 7 deu um passe espetacular para Timothy Castagne, que apareceu livre pela direita e cruzou na medida para Charles De Ketelaere empatar de cabeça.
Foi o primeiro gol sofrido pela Espanha em toda a Copa do Mundo.
Logo após o empate, a Bélgica encaixou um bom contra-ataque. Pau Cubarsí precisou parar Kevin De Bruyne com falta e acabou recebendo cartão amarelo.
A igualdade levou o jogo empatado para o intervalo.
Na volta para o segundo tempo, a Espanha retomou o controle.
Cubarsí encontrou Lamine Yamal em profundidade, deixando o atacante cara a cara com Courtois. O goleiro fez a defesa, mas o lance acabou sendo anulado por impedimento.
Pouco depois, Oyarzabal encontrou Yamal novamente pelo meio, mas o jovem atacante finalizou para fora.
A melhor oportunidade da Bélgica na segunda etapa nasceu dos pés de Jeremy Doku.
O ponta venceu Pedro Porro em velocidade, tabelou com Kevin De Bruyne e recebeu novamente dentro da área completamente livre.
Em vez de finalizar, porém, tentou o passe para Hans Vanaken. Cubarsí interceptou, e a sobra ficou com Maxim De Cuyper, que finalizou sem ângulo para fora.
Foi provavelmente a grande chance desperdiçada pela Bélgica.
Na sequência, Yamal voltou a aparecer pelo lado direito, mas encontrou boas intervenções de Courtois.
Rudi Garcia respondeu colocando Joaquin Seys para reforçar a marcação sobre o atacante espanhol. O defensor conseguiu limitar os dribles de Yamal, mas não impediu que ele continuasse participando das principais ações ofensivas da Espanha.
Pouco depois, Nicolas Raskin também desperdiçou uma excelente oportunidade.
O meio-campista avançou em velocidade pela direita enquanto Lukaku atraía três marcadores e Charles De Ketelaere aparecia completamente livre do outro lado. O cruzamento, porém, saiu errado e a chance terminou desperdiçada.
Na sequência do lance aconteceu o único momento mais polêmico da partida.
Após desvio de Laporte, a bola bateu no braço de Rodri dentro da área. Os jogadores belgas reclamaram de pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir sem sequer revisar o lance no monitor. Foi um lance interpretativo, mas que gerou reclamações dos belgas.
A Espanha respondeu imediatamente.
Yamal encontrou Oyarzabal dentro da área, que obrigou Courtois a fazer mais uma boa defesa. Logo depois, Rodri lançou Cucurella nas costas da defesa, o lateral escorou de cabeça e Ferran Torres desperdiçou uma boa oportunidade.
Aos 70 minutos, veio o momento que mudou completamente a partida.
Courtois sentiu um problema físico e precisou deixar o gramado chorando. Senne Lammens entrou em seu lugar.
Como se não bastasse perder o principal goleiro, a Bélgica sofreu outro golpe poucos minutos depois.
Kevin De Bruyne também sentiu dores, recebeu cartão amarelo em uma falta para interromper um ataque espanhol e acabou substituído. Sem Tielemans, Courtois e De Bruyne, Rudi Garcia precisou recorrer a Axel Witsel e Alexis Saelemaekers para tentar reorganizar a equipe.
A resistência belga durou pouco.
Em uma finalização de média distância de Pedri, Senne Lammens falhou ao espalmar uma bola relativamente simples para dentro da área. Mikel Merino apareceu livre para aproveitar o rebote e marcar o gol da vitória espanhola.
A Bélgica ainda tentou uma última reação.
Já nos acréscimos, Jeremy Doku encontrou Alexis Saelemaekers pela direita. O atacante driblou Unai Simón e cruzou buscando Romelu Lukaku, mas Laporte conseguiu cortar no momento decisivo.
Na última bola da partida, Raskin levantou na área procurando Lukaku. O centroavante disputou pelo alto com Unai Simón, mas o árbitro marcou falta de ataque.
Pouco depois, veio o apito final.
A Espanha está classificada para as semifinais da Copa do Mundo.
Mesmo sofrendo seu primeiro gol nesta Copa do Mundo, a Espanha voltou a demonstrar por que talvez seja a seleção mais consistente da competição.
A equipe de Luis de la Fuente controlou completamente o ritmo da partida durante praticamente os 90 minutos. Mesmo quando ficou sem a posse de bola em alguns momentos, nunca passou a sensação de estar desorganizada ou próxima de perder o controle do jogo.
Outro ponto que chama atenção é a forma como a Espanha utiliza seus meio-campistas chegando de trás. Fabián Ruiz abriu o placar atacando o rebote dentro da área, enquanto Mikel Merino, saindo do banco de reservas, decidiu novamente aparecendo como elemento surpresa. É um recurso que a Espanha utiliza melhor do que qualquer outra seleção nesta Copa do Mundo.
Lamine Yamal também fez sua melhor atuação no torneio. Ainda não foi aquele nível de atuação que acostumou a entregar pelo Barcelona, mas participou diretamente da construção do primeiro gol, venceu diversos duelos individuais e foi, mais uma vez, o principal desequilíbrio ofensivo espanhol.
A única ressalva fica para Unai Simón. O goleiro voltou a transmitir pouca segurança em algumas saídas do gol e cometeu pequenos erros ao longo da partida. Não comprometeu o resultado, mas é um ponto de atenção pensando na semifinal diante da França.
A Bélgica dificilmente poderia ter encontrado um roteiro mais complicado.
Tudo começou antes mesmo da bola rolar, quando Youri Tielemans sentiu um problema físico durante o aquecimento e foi cortado da partida. O capitão era peça central do plano montado por Rudi Garcia e sua ausência mudou completamente a dinâmica do meio-campo belga.
Hans Vanaken entrou em seu lugar, mas nunca conseguiu oferecer a intensidade, a velocidade nas transições e a liderança que Tielemans vinha demonstrando durante toda a Copa.
Os problemas aumentaram no segundo tempo.
Primeiro, Thibaut Courtois deixou o gramado lesionado e visivelmente emocionado. Pouco depois, Kevin De Bruyne também precisou ser substituído por problemas físicos.
Sem seu capitão, seu principal goleiro e seu maior jogador tecnicamente falando, a Bélgica perdeu praticamente toda sua espinha dorsal.
Mesmo assim, o que decidiu a classificação acabou sendo um erro individual.
Senne Lammens entrou na vaga de Courtois e falhou justamente no lance do segundo gol espanhol. Em uma finalização relativamente tranquila de Pedri, o goleiro espalmou para dentro da área e entregou o rebote para Mikel Merino decidir a partida.
Além disso, a Bélgica desperdiçou as poucas oportunidades claras que criou. Jeremy Doku optou pelo passe quando tinha condições de finalizar dentro da área, enquanto Nicolas Raskin errou um cruzamento que encontraria Charles De Ketelaere completamente livre.
Contra uma seleção do nível da Espanha, desperdiçar essas oportunidades costuma ser fatal.
Mais uma atuação impecável.
O volante espanhol controlou completamente o meio-campo durante os 90 minutos, ditando o ritmo da partida tanto com quanto sem a bola.
Além da segurança defensiva habitual, Rodri ainda distribuiu o jogo com enorme qualidade, acertando praticamente tudo o que tentou e encontrando lançamentos que quebraram diversas linhas da defesa belga.
Foi, mais uma vez, o jogador que deu equilíbrio à Espanha e, para muitos, o melhor em campo.
Se esta realmente foi sua última partida em Copas do Mundo, Kevin De Bruyne encerra sua trajetória mostrando exatamente por que é um dos maiores jogadores da história da Bélgica.
Mesmo encontrando poucos espaços, foi o responsável por quebrar a melhor defesa da competição com um passe simplesmente espetacular para Castagne na origem do gol de Charles De Ketelaere.
Também criou a melhor oportunidade belga no segundo tempo ao encontrar Jeremy Doku livre dentro da área.
Saiu lesionado, mas deixou novamente a impressão de que continua sendo o jogador mais talentoso desta seleção.
A Espanha venceu, mas o goleiro voltou a transmitir pouca confiança.
Errou algumas saídas do gol, demonstrou insegurança em determinados momentos e parece ser, hoje, o principal ponto de atenção de Luis de la Fuente para a sequência da competição.
Contra uma França ainda mais eficiente ofensivamente, qualquer erro poderá custar muito caro.
Entrou em um dos momentos mais difíceis possíveis.
Substituir Thibaut Courtois em uma quartas de final de Copa do Mundo nunca seria uma missão simples.
Ainda assim, a falha no segundo gol espanhol acabou sendo decisiva. O rebote concedido para Mikel Merino praticamente encerrou as chances belgas de classificação.
Foi um erro pesado, principalmente pelo contexto da partida.
A Espanha agora terá pela frente um dos maiores clássicos recentes do futebol europeu.
Na próxima terça-feira, 14 de julho, a equipe de Luis de la Fuente enfrenta a França, no AT&T Stadium, em Dallas, valendo uma vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026.
Será mais um capítulo de uma rivalidade que cresceu nos últimos anos. As duas seleções decidiram recentemente a UEFA Nations League e também se enfrentaram na semifinal da Eurocopa, ambas vencidas pela Espanha.
Para a Bélgica, a eliminação encerra uma campanha marcada por superação, mas também por inúmeros problemas físicos ao longo do torneio.
A análise completa sobre o fim da participação belga, o encerramento do ciclo de nomes históricos como Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois, além do futuro da seleção sob o comando de Rudi Garcia, será tema da próxima matéria aqui no Território MLS. Imagem de Capa: Reprodução via Getty Images.







































