Jogada10
·28 de julio de 2026
Especialista analisa lesão de Vitinho, do Corinthians, e explica desafios da recuperação

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O atacante Vitinho, do Corinthians, sofreu uma lesão meniscal no joelho esquerdo e necessitará de cirurgia. Embora o procedimento seja frequente entre atletas, a recuperação varia conforme o tipo de cirurgia e exige uma reabilitação criteriosa. José Bassan, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), explica as principais etapas do processo e os fatores que determinam um retorno seguro aos gramados.
“No caso da sutura meniscal, existe uma fase inicial de maior proteção do joelho. Além do ganho de amplitude de movimento e descarga de peso mais graduais. Já na meniscectomia, esses movimentos costumam ser liberados mais rapidamente. Essa diferença influencia toda a etapa inicial da reabilitação”, pontua.
Após esse período, independentemente da técnica utilizada, o foco passa a ser a recuperação da força muscular, da mobilidade e da propriocepção. Além da preparação específica para o retorno ao esporte. De acordo com Bassan, o maior desafio não é apenas recuperar o joelho, mas preparar todo o organismo para suportar novamente as exigências do futebol profissional.
“O futebol exige acelerações, desacelerações, mudanças rápidas de direção, giros sobre o joelho, saltos, aterrissagens e contato físico. A reabilitação precisa preparar o atleta para suportar essas cargas em alta intensidade, reduzindo o risco de uma nova lesão”, afirmou.
O especialista também destaca que atletas que acumulam problemas físicos sucessivos costumam enfrentar uma recuperação mais complexa. Embora ressalte que não seja possível estabelecer uma relação direta sem acesso ao histórico clínico de Vitinho, Bassan explica que lesões recorrentes exigem uma abordagem ainda mais ampla.
“Além dos aspectos biomecânicos, entram em cena fatores psicológicos, nutricionais e de condicionamento físico. A reabilitação passa a envolver uma equipe multidisciplinar para corrigir desequilíbrios musculares, melhorar a mobilidade e aproveitar esse período para tratar outras disfunções que muitas vezes não conseguem ser trabalhadas durante a rotina intensa de competições”, frisou.
“O fator tempo, isoladamente, é o critério mais pobre para determinar o retorno. O atleta pode estar apto com 20 dias após uma meniscectomia ou ainda não reunir condições depois de 60 dias. Tudo depende do tipo de cirurgia, da presença de lesões associadas e, principalmente, do desempenho funcional apresentado durante a reabilitação”, explicou.

Vitinho, do Corinthians, terá que passar por cirurgia – Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
“Hoje existem protocolos científicos bem estabelecidos. A decisão passa por avaliações clínicas, testes funcionais, análise da força muscular, testes de salto, avaliação biomecânica e até aspectos psicológicos. Nesse sentido, é um processo multidisciplinar que busca oferecer ao atleta a maior segurança possível para retornar com menor risco de recidiva”, concluiu.







































