Glorioso 1904
·21 de febrero de 2026
Especialista aponta erros graves ao Benfica na forma como defendeu Prestianni

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A reação do Benfica ao alegado caso de racismo envolvendo Gianluca Prestianni, no encontro da UEFA Champions League frente ao Real Madrid, demonstrou uma “falta de compreensão do que é o racismo”, segundo Luís Vaz Fernandes, responsável pela comunicação de organizações não-governamentais antirracistas.
o antigo jornalista classificou como “superficial” a posição assumida pelas águias, sobretudo quando o Benfica referiu que “apoia e acredita plenamente na versão apresentada pelo jogador Gianluca Prestianni”.
L. V. Fernandes: “Ao pôr-se ao lado de alguém que está a ser acusado de racismo, o Benfica mostra que não está preparado para compreender ainda os debates sociais"
Na sua ótica, “ao pôr-se ao lado de alguém que está a ser acusado de racismo, o Benfica mostra que não está preparado para compreender ainda os debates sociais. E reflete muito o que se passa no país”. Luís Vaz Fernandes apontou ainda exemplos do que considera ser uma abordagem redutora.
“A questão superficial nota-se, por exemplo, quando o Benfica diz que o melhor jogador de sempre no clube foi o Eusébio ou que tem jogadores negros. Parece quase aquela máxima: ‘Até tenho um amigo que é negro, portanto não sou racista'. Isso mostra uma falta de compreensão do que é o racismo e revela falta de sensibilidade”, disse ao jornal 'Record'.
No seu entender, apesar de reconhecer que hoje se veem “mais pessoas negras em trabalhos que exigem estudos e graus universitários” e “mais anúncios televisivos com pessoas negras”, sublinhou que “cada vez que há um caso de racismo público, é tudo muito superficial” e que ainda não foi feito “esse trabalho de compreender o passado do país”.









































