Portal dos Dragões
·29 de noviembre de 2025
Ex-treinador elogia estabilidade familiar e prevê pés no chão para Mateus Mide

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“Para efeitos práticos, o Mateus Mide é, neste momento, o melhor jogador do Mundo de sub-17.” A observação pertence a Nuno Pimentel, antigo treinador do atleta da seleção portuguesa que se tornou campeão mundial da categoria no Qatar, após o avançado ter sido apontado como MVP do torneio.
Os elogios multiplicam-se e, por isso, cresce também o risco de um endeusamento. O treinador entende que isso não deverá afectar o jovem do FC Porto. “É preciso saber gerir expectativas e o pai, o Mide, antigo jogador de futsal, será certamente fundamental. O Mateus é um jovem quase adulto, muito bem formado, muito educado, tem bons alicerces familiares e um bom contexto scial. Tem um carisma especial pela sua forma de ser, espontânea e divertida, que não o impede de trabalhar muito, porque ele trabalha a sério”, vincando essa raiz familiar: “O Mundo tem muitos estímulos, mas acredito que ele está seguro por esse suporte familiar. E também as pessoas do FC Porto, que são atentas e competentes, não deixarão que nada mude muito na sua cabecinha.”
Quando saímos disse-me ‘Míster, ainda vou jogar este ano.’ E assim foi, trabalhou e ainda nos ajudou nas últimas jornadas. Isso mostra uma motivação intrínseca muito importante.
Nuno Pimentel estendeu a análise a Rodrigo Mora, ex-companheiro de Mide nos sub-15 do FC Porto, que tem vivido uma trajectória com impacto emocional ainda mais forte. “O Mora também tem um contexto semelhante ao do Mide e são parecidos até no carisma. Acho que não é por acaso que partilham esses valores, esses princípios de cidadania e vida. Com humildade, mas com personalidade também. Estão bem alicerçados”, concretizou, fazendo questão de recordar uma episódio que guarda com especial carinho e que, no seu entender, mostra a forma de pensar do jovem: “Ele estava a ajudar-nos nessa época de 2021/22, já estávamos na fase final do campeonato, e ao terceiro jogo ele sofreu uma microrrotura. Fui com ele ao médico, até por ser uma idade sensível, e ele soube que previsivelmente tinha acabado a época. Quando saímos disse-me ‘Míster, ainda vou jogar este ano.’ E assim foi, trabalhou e ainda nos ajudou nas últimas jornadas. Isso mostra uma motivação intrínseca muito importante.”
Como responsável pela formação, Nuno Pimentel acompanhou com interesse o Mundial de sub-17 e viveu com emoção a conquista portuguesa. “É algo que tem que nos orgulhar enquanto país. Temos uma capacidade tremenda para potenciar jogadores de qualidade e acredito que, nos últimos anos, as estruturas, condições de trabalho, de organização, da FPF, das associações, dos clubes… Tudo isso, creio que nos fez dar este passo. Nós sempre tivemos jogadores de qualidade, mas não ganhávamos títulos nem chegávamos a fases mais adiantadas. Acho que o desenvolvimento que se conseguiu propiciou um clique mental de, não apenas jogarmos bem mas tabém ganharmos jogos. O clique é de mentalidade. Não nos resignarmos por participar, por chegar aos oitavos, aos quartos.. E acreditar que temos armas para ganhar. E esta geração fez isso não só num Mundial como num Europeu”, afirmou, concluindo: “Aquela expressão do ‘suar sangue’ às vezes faz toda a diferença, faz mesmo, é o que torna boas equipas em equipas vencedoras. Temos aqui nesta geração jogadores que podem ser figuras do futebol europeu e já com esta mentalidade competititva.”


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