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·11 de junio de 2026

Fabinho e Ibãnez superam a desconfiança da Arábia por um lugar ao sol

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Em 112 anos, a Seleção Brasileira conta pela primeira vez com representantes do futebol da Arábia Saudita entre os convocados para o Mundial. O zagueiro Ibañez e o volante Fabinho despontam como os nomes que enveredaram por um caminho arriscado no ciclo pré-Copa do Mundo: trocar o futebol europeu pelo país do Oriente Médio. Ambos, no entanto, não saíram do radar, convenceram a comissão técnica e seguem na luta por um lugar ao sol na equipe verde e amarela. Reservas, o cabeça de área e o beque estão prontos para entrar em campo caso Carlo Ancelotti necessite. Os dois, nos últimos dias, conversaram com a imprensa, em Basking Ridge, Nova Jersey (EUA).

A mudança de status de Fabinho

Revelado pelo Fluminense, Fabinho ganhou notoriedade no Monaco (FRA), após passagens discretas por Rio Ave (POR) e Real Madrid B. No Principado, sagrou-se campeão francês (206-17) e explodiu, com 31 gols em 233 jogos, números que o levaram, em 2008, ao Liverpool (ING), onde manteve o alto nível, conquistou títulos, marcou época e se consolidou na Seleção Brasileira. Em julho de 2023, o volante trocou a Premier League pelo Sauditão ao acertar com o Al-Ittihad.


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Fabinho teve carreira exitosa na Europa. Na Ásia, buscou novo espaço – Foto: Divulgação/Al-Ittihad

Questionado pela reportagem do Jogada10 sobre a mudança, Fabinho lembrou que a saída do Velho Continente gerou algumas contrapartidas interessantes. Ele, aliás, não desaprendeu a levantar taças. Em 2024-25, ganhou o Campeonato Saudita e a Copa do Rei daquele país.

“Quando fui para a Arábia, meu status dentro da equipe mudou um pouco. Tive um pouco de status de jogador principal. Foi para isso que me contrataram, acho que isso me ajudou a crescer nesse sentido de tomar essa responsabilidade. Virei o capitão, então me ajudou na questão da liderança, a ser mais comunicativo dentro do vestiário. Foi uma experiência muito boa nesses três anos. A intensidade é diferente, mas pelas condições climáticas você se adapta. Creio que sou um jogador melhor. Esses anos foram bons para mim e para a minha carreira”, ressaltou o suplente imediato de Casemiro.

O protagonismo de Ibañez

Ibañez trilhou o mesmo caminho de Fabinho e obteve resultados semelhantes: títulos e uma nova forma de se comportar dentro e fora de campo. O zagueiro/lateral-direito se arriscou ao trocar o lugar onde estão todos os holofotes por um mercado periférico e cheio de petrodólares. Com a base feita no Fluminense, o xerife chegou à Atalanta (ITA), onde, por empréstimo, foi repassado à Roma, que o compraria na sequência. Com destaque no Calcio, ele quase parou na seleção italiana. No entanto, em 2023, deixou a Bota para tentar a sorte no Al-Ahli.

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Ibañez é referência no Al-Ahli – Foto: Yu Chun Christopher Wong/Eurasia Sport Images/Getty Images

Na Seleção Brasileira, o zagueiro trabalhou com Tite, Fernando Diniz e, agora, Ancelotti. Os três treinadores confiaram no futebol de Ibañez, um jogador que encontrou na Arábia Saudita a chance de uma grande transformação na carreira, além dos canecos: Champions League Asiática (2024-2025 e 2025-2026) e Supercopa da Arábia (2025).

“A Arábia me fez crescer muito a parte profissional e de liderança do meu caráter. Na Roma, eu não era um dos capitães. No Al-Ahli, eu sou. Isso fez com que eu entendesse meu protagonismo dentro do time. Quando me transferi para lá, acreditei muito no crescimento da liga. Ela cresceu tanto que temos vários jogadores de lá aqui. Isso diz muito sobre os jogadores fortes que estão lá”, sublinhou o defensor da Seleção Brasileira.

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