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·8 de julio de 2026

Falcao arrasa futebol colombiano: “Não pode continuar a fomentar preguiçosos e mediocridade”

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A eliminação da Colômbia no Mundial 2026, nos oitavos de final diante da Suíça e após desempate por grandes penalidades, levou Radamel Falcao a lançar fortes críticas à organização do futebol no seu país.

Figura histórica do futebol colombiano, o antigo avançado do FC Porto, que entre 2009 e 2011 conquistou uma UEFA Europa League, estava a comentar a prova para a ESPN e, embora tenha lamentado o desfecho, concentrou-se sobretudo nos problemas estruturais que, no seu entender, continuam a travar o futebol colombiano.


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Com 40 anos, Falcao foi directo ao identificar a ausência de competitividade interna como o principal entrave. «É uma vergonha que o nosso futebol não tenha uma terceira divisão, que não tenha competitividade e fomente a mediocridade e a preguiça», afirmou, apontando o dedo ao modelo assente apenas em dois escalões.

Na leitura do jogador, esse cenário acaba por alimentar a estagnação. «Há equipas que não investem porque sabem que não vão descer, que têm orçamentos de primeira divisão e pagam uma miséria aos jogadores. Isto só gera mediocridade na instituição e nos próprios futebolistas, que sabem que nada acontece se ficarem em último», acrescentou.

Falcao defendeu ainda mudanças profundas na formação. «A nossa formação tem de melhorar, assim como a ênfase, o cuidado, a atenção, as ferramentas e as infraestruturas que se devem dar aos nossos jovens», referiu, sublinhando que o país continua a perder talento demasiado cedo. «Talvez sejamos os únicos no mundo sem uma terceira ou quarta divisão, e perdemos jogadores aos 20 anos porque não têm onde jogar».

Em relação à eliminação da selecção orientada por Néstor Lorenzo, lamentou as oportunidades desperdiçadas e o desfecho nos penáltis, algo que considera repetido ao longo do tempo. «É uma lástima pelas oportunidades que tivemos, não soubemos capitalizá-las. Foi nos 11 metros, como tantas outras vezes, que cortaram as asas ao nosso futebol. É algo que temos definitivamente de trabalhar nos nossos clubes e na seleção», analisou.

Apesar das críticas, o avançado reconheceu o trabalho da federação, que criou centros de treino em Bogotá e Barranquilla, mas reforçou que a prioridade passa por reformas estruturais. «O nosso futebol merece mais», concluiu.

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