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·18 de mayo de 2026

Farioli: «Mourinho descreveu-me o que o FC Porto significa»

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Ainda na entrevista concedida à RTP, o treinador do FC Porto, Francesco Farioli, abordou os festejos de campeão e a rivalidade com Sporting e Benfica.

Ficou impressionado com a dimensão desta festa que os adeptos do Porto proporcionaram à equipa e a equipa aos adeptos? «Sim. Toda a gente, quando cheguei aqui num dos primeiros dias, diziam-me: 'Tens de nos levar aos Aliados outra vez'. Penso que era um sentimento que faltava ao clube internamente, mas especialmente à cidade. É algo que senti desde o primeiro dia, onde quer que fosse, nas poucas vezes que saí para almoçar ou jantar com a minha família, quando encontrava pessoas fora do clube, toda a gente mencionava a necessidade de ganhar, de vencer, e os Aliados como o destino final de todo o trabalho.


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Para mim, o que aconteceu no último dia é o reflexo deste desejo extraordinário. Quando digo que este título foi ganho por todos, não é uma frase retórica, é a realidade. Jogámos 34 jogos, em 32 jogámos em casa [pelo apoio], e em dois jogos estávamos em minoria nas bancadas, mas os nossos adeptos fizeram o suficiente para igualar a diferença numérica. No momento em que ganhámos o título a 2 de maio, quando tivemos a certeza matemática, e o que aconteceu na noite passada nestes três passos - do Dragão à Ribeira e depois aos Aliados - não me lembro de um metro de rua sem pessoas. Não me lembro de uma pessoa na rua que não estivesse a celebrar o Porto, todos com uma camisola um cachecol ou uma bandeira nas mãos.

Para onde quer que se virasse a cabeça, via-se gente do lado do Porto, do lado de Gaia, pessoas nas varandas, nas pontes, pessoas a seguir o barco, a seguir o autocarro... E, claro, a chegada à Ribeira, o fogo de artifício, o espetáculo de drones e, especialmente, o sentimento das pessoas que esperavam por nós há várias horas. Todas estas imagens vão ficar connosco para sempre.

Tive vários amigos que vieram de Itália para este jogo e para a celebração, e todos eles ficaram muito agradecidos porque disseram: 'Se nos tivesses tentado explicar a magnitude do que fizeste e da celebração que tiveste, nunca serias capaz de descrever o que vivemos'. Aquele caminho para os Aliados compensou todo o esforço e sacrifícios que todas as pessoas envolvidas fizeram durante estes 11 meses de trabalho.»

Acha que, olhando para os rivais, José Mourinho respeitou mais o FC Porto, ou o Benfica respeitou mais o FC Porto do que o Sporting? «A dimensão do nosso sucesso é dada especialmente pela dimensão dos nossos adversários. E acredito verdadeiramente que o nosso sucesso foi enorme porque os rivais contra quem jogámos são dois clubes gigantes. Dois gigantes que, como disse, provam constantemente nas competições domésticas que são capazes de se provar ao mais alto nível europeu.

Deste modo, da minha parte, desportivamente, não há dúvida de que tenho um respeito enorme por todos eles, pela qualidade do coletivo e pela qualidade dos seus jogadores individuais que são, lá está, jogadores que estão, tal como os nossos, no radar das melhores equipas da Europa. E nesta parte penso que não há qualquer tipo de dúvida.

Sobre Mourinho, já falámos várias vezes. Para mim, ele tem sido uma referência, um dos treinadores que mais me inspirou. Como adepto italiano e como um miúdo que cresceu a ver a Serie A, nunca, nunca esquecerei o Inter de Mourinho, o que eles foram capazes de fazer, o espírito de união que demonstraram nas competições que ganharam. E o legado que Mourinho deixou no clube, mesmo estando lá pouco tempo. Nesse aspeto, tive a oportunidade de o conhecer mais cedo. Tive uma conversa com ele antes de vir para cá, no verão, quando ele era treinador do Fenerbahçe. E ele descreveu-me o que o FC Porto significa. Deu-me uma referência incrível sobre a cidade e sobre o clube. E penso que a sua ligação com este clube e a gratidão deste clube por ele será eterna pelo que ele fez para trazer o clube novamente ao patamar mais alto do futebol europeu.

Entre mim e ele temos uma ligação muito honesta e direta, embora esta época tenhamos sido rivais, embora esta época tenhamos lutado em campo com tudo o que tínhamos para tentar ganhar os jogos. Mas sempre com um respeito incrível pelo nosso trabalho e, especialmente, pelos seres humanos que se enfrentavam. E nessa parte, a honestidade e a transparência entre a competição e a lealdade que tivemos na nossa competição é bastante notável. E, como disse na conferência de imprensa na manhã de domingo após o título, uma das primeiras chamadas que recebi foi do Mourinho.»

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