Portal dos Dragões
·11 de mayo de 2026
Farioli reage ao sucesso do FC Porto extra futebol: “Fizeram um trabalho melhor que o nosso”

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Francesco Farioli reagiu a uma tarde em que o FC Porto viu outras equipas do clube brilharem fora do futebol, mas não conseguiu acompanhar esse embalo dentro de campo, perante o Aves SAD. Na leitura ao jogo, o treinador portista repartiu a análise entre o elogio ao que foi feito noutras modalidades, a falta de agressividade na área adversária e a necessidade de tirar lições imediatas para o próximo desafio e para o que vem a seguir. No meio da autocrítica, deixou uma ideia sem rodeios e garantiu: “não podemos baixar 1% de nada”.
Em conferência de imprensa, Francesco Farioli apareceu preso a um contraste que o próprio não evitou: enquanto o nome do FC Porto subia noutras frentes, a equipa de futebol saía com uma sensação de desperdício. A mensagem de fundo foi clara, entre o reconhecimento do mérito alheio e a exigência interna de uma equipa que, na sua leitura, teve sinais suficientes para ganhar, mas falhou onde o jogo se decide.
Confrontado com o fim de semana de sucesso do clube noutras modalidades e com a leitura da partida, Farioli respondeu sem procurar escapatórias. Primeiro, abriu espaço ao elogio interno; depois, mergulhou numa análise minuciosa do que faltou à sua equipa diante do Aves SAD.
“Sim, ouvi que em outros desportos fizeram um trabalho melhor do que o nosso e um grande parabéns às equipas que colocaram o nome do FC Porto onde deve estar.”, afirmou. “Sobre o jogo, é um jogo muito particular, porque, se virmos os episódios e eventos, provavelmente chegavam para ganharmos, mas, na realidade, sabendo como é o futebol e pelo esforço do Aves SAD, faltou-nos agressividade na área adversária, principalmente na primeira parte, com várias bolas que passaram em frente à linha e em que não fechámos a ação como devíamos. Hoje temos de tirar a lição de perceber claramente que não podemos baixar 1% de nada, senão podemos perder pontos em qualquer campo. E por outro lado acho que foi uma boa oportunidade para fazer avaliações para o próximo jogo e especialmente para a próxima época”.
O retrato que deixa é o de uma equipa que produziu sinais de superioridade, mas não teve a ferocidade necessária para os transformar em vantagem concreta. E, ao mesmo tempo, há na resposta de Farioli uma tentativa de converter a frustração em matéria de estudo, com os olhos já postos no imediato e mais à frente.
Quando o tema passou para a meta dos 91 pontos, o treinador voltou a apoiar-se nos números e nas ausências para enquadrar o desfecho. Sem dramatizar a fasquia falhada, preferiu sublinhar o que a partida revelou sobre as necessidades da equipa.
“Se virem os números, penso que acabamos o jogo com uma estatística de golos esperados de 3.07, algo assim, e sofremos três golos nas primeiras três aproximações deles à área.”, explicou. “Sofremos dois golos em dois lances de bola parada, mas hoje, sem Bednarek e Diogo Costa, que são muito dominantes nesse tipo de jogo, podes sofrer em situações destas. Para vencer, é preciso que todos estejam ao topo de si mesmos e temos de ter todos os jogadores possíveis no campo. Infelizmente não vamos chegar aos 91, que sejam 88, mas com 85 significa que o trabalho nos outros jogos foi ótimo e este jogo deu-nos informações que serão úteis a curto e longo prazo”.
Mais do que uma lamentação pelos pontos que escaparam, Farioli desenhou um diagnóstico de exigência máxima: a margem é curta, o rendimento tem de ser pleno e as ausências pesam quando o detalhe decide. No seu discurso, a meta perdida não apaga o trajeto anterior, mas serve de lembrete para o que a equipa ainda precisa de corrigir.




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