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·2 de abril de 2026

FC Porto pode encaixar até 26 milhões de euros com os jogadores emprestados

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À medida que a época decorre dentro das quatro linhas, o FC Porto vai também desenhando, longe dos holofotes, movimentações financeiras de grande interesse. Tanto na janela de verão como no mercado de inverno, a SAD montou uma rede de empréstimos que vai das Américas à Europa e que poderá render até 26 milhões de euros.

Jogadores que deixaram de ser primeiras escolhas podem converter-se em activos capazes de assegurar encaixe financeiro e aliviar a folha salarial. Gerir um plantel não se resume a contratar nomes sonantes; exige igualmente saber potenciar quem sai. Nessa frente, André Villas-Boas e a sua equipa têm conseguido encontrar um ponto de equilíbrio entre o plano desportivo e o financeiro.


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Grande parte destes empréstimos inclui cláusulas de compra que podem tornar-se obrigatórias, como sucede com Danny Namaso, no Auxerre, ou com Iván Jaime, que atua na MLS ao serviço dos canadianos do CF Montréal. Só estes dois negócios podem representar mais de 11 milhões de euros para os cofres dos dragões.

No caso de Namaso, o Auxerre tem uma opção de compra de 60% do passe por 5 milhões de euros, a que se juntam 700 mil euros em variáveis. Essa opção passa a ser obrigatória se o avançado jogar 60% dos minutos pela formação francesa – condição que já cumpriu – e se o Auxerre permanecer na Ligue 1, algo que ainda não está garantido, uma vez que a equipa se encontra na zona de play-off, a cinco pontos do 15.º lugar.

Quanto a Iván Jaime, o CF Montréal detém uma opção de compra de 80% do passe. O valor seria de 5 milhões de euros se a opção tivesse sido exercida até 31 de janeiro, o que não aconteceu. Sobe para 5,5 milhões se for accionada até 31 de maio. Ainda assim, a compra tornar-se-á obrigatória se o espanhol somar 60% dos jogos com pelo menos 45 minutos até junho. Uma lesão atrasou-o ligeiramente, mas o criativo tem vindo a ser utilizado com alguma regularidade.

O maior encaixe potencial está em Stephen Eustáquio, peça central no Los Angeles FC. A transferência definitiva, por 6,7 milhões de euros (7,25 milhões de dólares), é encarada como plausível, até pelo excelente arranque que protagonizou no clube antes da lesão. O problema físico numa perna, provocado por um choque com um árbitro e agravado por um tratamento que correu mal, continua por resolver, e Eustáquio aproveitou a pausa das selecções para recuperar e preparar o regresso.

Do outro lado do Atlântico, mas no Brasil, o jovem Tomás Pérez começa a impor-se no Atlético Mineiro, clube que detém uma opção de compra de 80% do passe por 5 milhões de euros, válida até maio, passando depois para 5,5 milhões. Também Samuel Portugal e Ángel Alarcón podem acrescentar cerca de 4 milhões de euros se as respectivas opções forem exercidas. O guarda-redes brasileiro, que não somou qualquer minuto pelos portistas depois de ter sido contratado ao Portimonense, em setembro de 2022, é titular e soma, até ao momento, 21 jogos no Al-Akhdoud.

No Utrecht, Alarcón vive um momento feliz. Sem espaço no FC Porto, transferiu-se em janeiro para o clube neerlandês, onde tem dado boa conta de si e contribuído para a recuperação da equipa na tabela classificativa. Com três golos e duas assistências em apenas nove jogos, o extremo dificilmente deixará de ser vendido, até porque o valor está ao alcance: 2 milhões de euros por 50% do passe. O FC Porto reservou ainda a possibilidade de recomprar 40% desses 50% – ou seja, a maioria dos direitos – por 3 milhões de euros. Antes de sair, Alarcón renovou com os azuis e brancos por mais um ano, prolongando o contrato até 30 de junho de 2028.

Um caso diferente: Vasco Sousa

Vasco Sousa também foi emprestado ao Moreirense esta época, com opção de compra fixada em 8 milhões de euros. Contudo, o médio não teve sorte, tendo sido submetido a uma cirurgia a uma fractura do perónio da perna direita, em 15 de dezembro. O pós-operatório foi um verdadeiro pesadelo, devido a um vírus hospitalar. Regressou ao Olival após 39 dias de internamento e 21 idas ao bloco operatório e, por isso, perdeu-se a hipótese – ainda que remota, face aos valores envolvidos – de gerar receita para o FC Porto.

Trio sem opção

O grupo formado por Dennis Konney (Gondomar), Veron (Nacional) e Kotaro Nagata (Oliveirense) segue uma lógica diferente. Nenhum dos respectivos empréstimos incluiu opção de compra. O activo mais valioso, apesar da forte desvalorização desde que foi adquirido ao Palmeiras por 10,2 milhões de euros, é Veron. Depois de passagens por Cruzeiro, Santos e Juventude, nenhum destes clubes avançou para a aquisição do passe. Regressou a Portugal para tentar valorizar-se no Nacional. Com contrato até 2027, a SAD terá urgência em reduzir perdas já neste verão.

André Franco rendeu €640 mil

Entre todos os casos, há um negócio que já entrou directamente nas contas: André Franco foi transferido em definitivo para o Chicago Fire por 640 mil euros fixos, aos quais se juntam variáveis por objectivos. Para além do encaixe, a operação permitiu aliviar a massa salarial – um duplo triunfo para a SAD azul e branca, mas também para o jogador, que, apesar de ter sofrido uma grave lesão (rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito), conquistou a confiança do treinador e dos responsáveis do clube da MLS.

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