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·1 de junio de 2026
FC Porto regressa à Liga dos Campeões e abre novo capítulo para André Villas-Boas

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O futuro está já no horizonte do FC Porto e André Villas-Boas prepara-se para somar mais uma estreia enquanto presidente do clube azul e branco. Em causa está a Liga dos Campeões, competição que já disputou como treinador e que abre agora um novo capítulo no primeiro mandato do líder portista.
Depois de uma época em que conquistou o primeiro título de campeão nacional, há ainda muito trabalho a fazer, sobretudo depois de a equipa já ter perdido alguns jogadores que foram determinantes para esse feito.
Com um treinador que também vai estrear-se na prova milionária, será certamente um momento especial voltar a ouvir o hino da Liga dos Campeões no Estádio do Dragão para André Villas-Boas e Francesco Farioli.
Enquanto treinador, o atual presidente do FC Porto nunca foi além dos quartos de final, quando orientava o Zenit, da Rússia, em 2015/16, tendo sido afastado precisamente pelo Benfica.
Para tentar ultrapassar essa barreira mental, Villas-Boas terá de criar as condições necessárias para Francesco Farioli, com reforços capazes de compensar as saídas já confirmadas de Thiago Silva, Seko Fofana, Terem Moffi e também Luuk de Jong, jogadores que acrescentavam muita experiência ao plantel azul e branco.
A conquista da I Liga não trouxe apenas mais um troféu para o museu do FC Porto. Garantiu também o acesso direto à fase de liga da Liga dos Campeões e, com isso, reforçou os cofres com milhões disponíveis para investir na nova equipa para 2026/27.
Apesar de ainda não estar definido o montante exato que entrará nas contas da SAD do emblema azul e branco, espera-se que os valores sejam, no mínimo, semelhantes aos desta época, quando cada equipa que alcançasse a fase de liga recebia cerca de 18,62 milhões de euros.
Neste contexto, o FC Porto passa a dispor de uma verba relevante para decidir se continua a apostar em força nos primeiros mercados de transferências da época ou se opta por movimentos mais cirúrgicos para fortalecer o plantel e tapar as saídas.
Importa recordar que os dragões tiveram, no verão passado, o mercado mais caro da sua história, ao gastarem um total de 111,35 milhões de euros, incluindo os 17 milhões pagos pela aquisição da parte que faltava do passe de Samu Aghehowa.
Esse investimento deu frutos ao clube azul e branco, que poderá adotar uma postura mais tranquila neste defeso, podendo até voltar a apostar em estrelas mundiais com contratos de curta duração, como aconteceu com Thiago Silva e Luuk de Jong, ou em empréstimos por uma temporada, como o de Seko Fofana, que teve um impacto muito forte na forma de jogar do FC Porto, sobretudo na capacidade de rotação de Francesco Farioli.
Com a ausência de seleções como a Dinamarca ou a Polónia, é menos provável que o Campeonato do Mundo de 2026 se torne um quebra-cabeças para o FC Porto no que diz respeito ao planeamento.
Até ao momento, apenas Diogo Costa integra a lista final de Portugal, pelo que, caso faça um grande Mundial, poderá provocar um verdadeiro terramoto na baliza dos dragões.
Deniz Gul também entrou na lista de 35 pré-convocados da seleção da Turquia, pelo que ainda se desconhece se representará o seu país ou se ficará em casa a acompanhar os jogos.
Desta forma, o trio polaco de Bednarek, Kiwior e Pietuszweski, bem como Victor Froholdt, ficam menos expostos a uma eventual saída neste verão, uma vez que o Mundial costuma servir de montra para surpresas que os gigantes europeus procuram aproveitar.







































