Esporte News Mundo
·14 de junio de 2026
Filho de pai ganês e mãe japonesa: conheça Zion Suzuki, esperança do Japão na Copa do Mundo

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A seleção japonesa chega à Copa do Mundo de 2026 com uma nova referência embaixo das traves. Aos 23 anos, Zion Suzuki reúne uma trajetória singular: nasceu nos Estados Unidos, é filho de pai ganês-americano e mãe japonesa, cresceu no Japão, tornou-se o primeiro goleiro japonês a atuar na Série A da Itália e hoje é tratado como um dos principais nomes da nova geração do futebol asiático.

Zion Suzuki, goleiro da seleção japonesa (Foto: Kenta Harada/Getty Images)
Nascido em Newark, no estado de Nova Jersey, em 21 de agosto de 2002, Suzuki se mudou ainda criança para o Japão, onde sua família se estabeleceu em Urawa, na província de Saitama. Foi justamente no Urawa Red Diamonds que ele iniciou sua formação e construiu os primeiros passos de uma carreira que rapidamente chamou atenção dentro do país.
O talento apareceu cedo. Aos 16 anos, tornou-se o jogador mais jovem da história do Urawa Reds a assinar um contrato profissional. A estreia na J1 League aconteceu em maio de 2021, diante do Vegalta Sendai, marcando o início de uma trajetória que o transformaria em uma das maiores promessas do futebol japonês.
Após ganhar espaço no futebol local e conquistar títulos como a Copa do Imperador de 2021 e a Liga dos Campeões da AFC de 2022, Suzuki deu o salto para a Europa. Primeiro, atuou pelo Sint-Truiden, da Bélgica, onde acumulou experiência e amadurecimento. Em seguida, escreveu uma página inédita na história do futebol japonês ao ser contratado pelo Parma, em julho de 2024, tornando-se o primeiro goleiro do país a disputar a Série A italiana.
A passagem pelo futebol europeu acelerou sua evolução. Em entrevista à FIFA, Suzuki destacou que a experiência na Itália aprimorou principalmente sua capacidade de leitura de jogo e tomada de decisões.
“Pude aprimorar bastante a minha tomada de decisão”, afirmou o goleiro.
A trajetória, porém, não foi construída sem obstáculos. Em novembro de 2025, Suzuki sofreu uma fratura na mão esquerda durante uma partida contra o Milan. A lesão colocou em dúvida sua participação na Copa do Mundo e exigiu um longo processo de recuperação.
“Quando voltei a jogar, tive muitas dificuldades. Até tudo voltar ao normal, levou um certo tempo”, revelou.
Pela seleção japonesa, Suzuki percorreu todas as categorias de base até chegar ao time principal em 2022. O goleiro ganhou protagonismo durante a Copa Asiática e assumiu definitivamente a titularidade, mesmo após enfrentar críticas relacionadas às saídas pelo alto e ao jogo com os pés.
“No início, cometi muitas falhas. Ainda precisava amadurecer como goleiro da seleção”, admitiu.
Com o passar do tempo, o arqueiro transformou as críticas em evolução. Atualmente, além das defesas, ele acredita que sua principal contribuição é transmitir confiança aos companheiros.
“Atualmente, não apenas defendo o gol, acredito que me tornei capaz de passar tranquilidade para a minha equipe”, destacou.
Essa tranquilidade ficou evidente nos amistosos contra Inglaterra e Escócia, disputados em março deste ano. O Japão venceu ambos os confrontos sem sofrer gols, e Suzuki teve papel decisivo nas duas partidas.
“Foi muito significativo jogar contra fortes seleções da Europa e vencê-las fora de casa. Além disso, não sofremos gols, o que nos deu confiança”, afirmou.
Agora, na Copa do Mundo de 2026, Suzuki chega como titular absoluto do Japão e uma das principais apostas da equipe no Grupo F, que conta ainda com Holanda, Suécia e Tunísia. Para muitos torcedores japoneses, ele representa não apenas o presente, mas também o futuro da posição na seleção.
“Defender as cores do Japão é a maior motivação que existe para mim. Estou ansioso para buscar os nossos objetivos em um torneio com tanta pressão”, concluiu à FIFA.







































