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·3 de febrero de 2026

Fluminense avança por Denis Bouanga, mas saída depende de reposição do LAFC

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O interesse do Fluminense por Denis Bouanga ganhou tração nos últimos dias. Diferentemente de consultas anteriores, desta vez, as informações indicam que os termos financeiros estão praticamente alinhados, com poucos entraves que possam separar o negócio de um desfecho positivo.

O principal obstáculo, porém, não é apenas o valor. Segundo o gerente-geral do LAFC, John Thorrington, a liberação de Bouanga depende de um fator claro: a contratação de um substituto à altura.


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Por que o substituto é o ponto-chave

Bouanga tem contrato até 2027, o que garante margem de negociação ao LAFC. Mas, na prática, o clube não o vê como um ativo negociável comum. Ele é peça central do projeto esportivo e das ambições por títulos. Liberá-lo sem uma reposição imediata e confiável significaria assumir um risco esportivo que o clube não quer assumir.

É aí que o mercado abre. Encontrar um atacante disposto a chegar a Los Angeles no meio do ciclo, capaz de manter o nível de produção de Bouanga e confortável com a pressão do protagonismo, não é simples. A Liga MX surge como terreno lógico de busca, com nomes como Diego Lainez, do Tigres UANL, citados como encaixe técnico. Outra possibilidade teórica seria Alejandro Zendejas, mas seu vínculo e projeção no Club América tornam a operação complexa.

Nenhuma dessas opções é “plug-and-play”. E essa incerteza explica a cautela do LAFC.

Gestão de ativo vs. realidade esportiva

O LAFC investiu cerca de US$ 5 milhões para tirar Bouanga do AS Saint-Étienne. Em troca, obteve um atacante de impacto imediato, produção constante ao longo de três temporadas e a consolidação do jogador como estrela da MLS, com direito à Chuteira de Ouro em 2023.

Do ponto de vista financeiro, vender perto do pico faz sentido. Do ponto de vista esportivo, mantê-lo para mais uma tentativa de título também. O desafio para Thorrington está no meio do caminho.

Se Bouanga cair de rendimento por estar motivado a sair, a força do LAFC na negociação diminui. Se o mercado esfriar, o retorno potencial cai. No pior cenário, a situação pode se arrastar e corroer o valor, algo que nenhum clube deseja.

Um contexto que vai além da MLS

A parte final da fala de Thorrington ajuda a compreender o pano de fundo. O LAFC não se mede mais apenas com rivais locais ou com a média da liga. Hoje, o clube se coloca no mesmo debate de ambição do Inter Miami, cuja capacidade financeira e seu apelo global redefiniram as expectativas.

Acompanhar esse nível não significa contratar superestrelas a qualquer custo, mas exige clareza de projeto. Vender Bouanga sem reposição seria um sinal de recuo. Mantê-lo sem alinhamento também acarreta desgaste.

O que isso significa para o Fluminense

Para o torcedor tricolor, o cenário é claro: o negócio é viável, mas depende do timing dos mercados europeu e mexicano para destravar a reposição do LAFC. Caso isso não aconteça, o clube californiano está disposto a seguir com Bouanga em 2026 e reavaliar a situação mais adiante, especialmente com outra janela de verão no horizonte.

O Fluminense segue atento. A negociação está viva, avançou como nunca antes, mas exige paciência. Se o encaixe final acontecer, o Tricolor pode ganhar um reforço de peso imediato. Se não, a disputa segue aberta — e o mercado ainda pode oferecer novos capítulos.

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