Coluna do Fla
·5 de julio de 2026
“Foi um infartinho sem vergonha”: Galvão Bueno revela sufoco por amor ao Flamengo

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Segundo Nelson Rodrigues, todos já foram flamenguistas em algum momento da vida. Galvão Bueno, porém, sempre foi rubro-negro assumido. Um dos maiores narradores do mundo afirmou, inclusive, que o Flamengo já chegou a causar um pequeno infarto.
— Nos anos 50, aquele tricampeonato do Flamengo eu saí do Maracanã embrulhado com uma bandeira. Me embrulharam. O futebol são momentos que te fazem levar a torcer por um clube. Eu saía lá da Urca e pegava dois ônibus para chegar ao Maracanã e assistir aos jogos do Flamengo -, afirmou Galvão Bueno, que acrescentou:
— Então, eu sou Flamengo mesmo. Em 2019 eu não narrei, mas fui pra lá (Peru), me arrumei um ‘infartinho’, mas foi um infartinho sem vergonha rapaz. Na madrugada de quinta pra sexta e o jogo era sábado -, destacou ao Charla Podcast.
Na verdade, o narrador não cansa de afirmar que sempre torceu para o Mais Querido. Por muito tempo, porém, as pessoas acreditavam que o locutor era corintiano. Isso porque vincularam o comunicador às conquistas do clube paulista.
Uma das narrações de Galvão mais lembradas pelos rubro-negros é a do gol de empate do Flamengo nas quartas de final da Libertadores contra o Internacional, em Porto Alegre. “Dois contra um. Pode ser o grande momento do Flamengo. Bruno Henrique partiu, Gabigol tá pedindo”, narrou.
— Eu tenho uma coisa na cabeça: a forma de jogar do Leonardo Jardim, que é um ótimo técnico, não combina com o DNA do Flamengo. Tentaram jogar mais atrás, com bola longa na frente -, opinou o locutor quando o Rubro-Negro anunciou o comandante em março.
Apesar de ter marcado época nas transmissões da Globo, Galvão narra a Copa do Mundo de 2026 pelo SBT. O locutor de 76 anos, porém, afirmou que recusou convite da CazéTV por respeito à antiga casa.
— A CazéTV me fez a proposta e eu não achei correto em função da Globo, porque a Globo e a Cazé iam fazer (o mesmo jogo). Eu ainda estava com contrato vigente com a Globo. Não iria fazer TV aberta, mas iria fazer uma concorrência. Não achei que fosse correto -, contou.
Galvão é um dos grandes nomes da narração brasileira. Dá para ver que o profissional das cabines condicionou a forma de alguns locutores posteriores trabalharem. A maneira de pronunciar a letra “r”, por exemplo, contagiou muitos outros.
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