Frustrado com Rui Costa, Pavlidis e Otamendi: o que disse Mourinho antes do Benfica - Moreirense | OneFootball

Frustrado com Rui Costa, Pavlidis e Otamendi: o que disse Mourinho antes do Benfica - Moreirense | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Glorioso 1904

Glorioso 1904

·24 de abril de 2026

Frustrado com Rui Costa, Pavlidis e Otamendi: o que disse Mourinho antes do Benfica - Moreirense

Imagen del artículo:Frustrado com Rui Costa, Pavlidis e Otamendi: o que disse Mourinho antes do Benfica - Moreirense

José Mourinho fez o lançamento da partida frente ao Moreirense, a contar para a 31.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Em conversa com os jornalistas, o treinador do Benfica abordou vários temas, como o estado do plantel, a luta pelo segundo lugar e o atual momento de Vangelis Pavlidis. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.

"Diria que foi uma semana normal porque independentemente de ser depois de um bom ou mau jogo, treinamos sempre bem. Os jogadores entregam-se sempre bem ao trabalho. Obviamente mais sorrisos e menos caras fechadas, o que é normal. Mas uma boa semana de trabalho. Alguns problemas depois do jogo com o Sporting ao nível de algumas lesões, mas com exceção do Tomás, hoje já treinaram todos e estão todos disponíveis para jogo. O Moreirense obrigou-nos a treinar bem porque é uma equipa que tem complexidade na sua organização de jogo. Joga bem, tem diferentes modos de ocupação do espaço, é uma equipa que te obriga a defender bem e a contrariar uma equipa com condições para nos criar problemas. Faltam quatro jogos, só ganhando os quatro é que podemos ter esperança de melhorar a nossa classificação. Se não ganharmos os quatro, não teremos qualquer hipótese. E o Moreirense é o primeiro desses quatro, temos de ir com tudo e tentar ganhar".


OneFootball Videos


Esta reentrada do Ivanovic apanhou muita gente de surpresa. Como está essa luta entre ele e o Pavlidis? E como está o Pavlidis? Falou com ele?

"Não tive conversa nenhuma porque o Pavlidis é uma pessoa inteligente. Percebe as coisas, conhece-me bem, consegue ler-me e perceber o que vou pedindo e trabalhando durante a semana. E cedo percebeu que não ia ser titular contra o Sporting em função de uma estratégia diferente. O Ivanovic é também um rapaz que - e é natural sentir alguma frustração ou tristeza por não ter utilização regular, principalmente como titular - agarrou com as duas mãos a oportunidade em Alvalade. Fê-lo bem, melhora os seus níveis de confiança e isso pode ajudar o selecionador a olhar para ele e ver que pode ser de utilidade no Mundial. Mas isso são coisas suas. Acho que foi uma semana boa para os dois. A mim, se há coisa da qual gosto muito, é do jogador normalmente titular que não é titular ocasionalmente e tem resposta de equipa. A entrada dele, a entrada do Rafa, do António... Jogadores que normalmente são titulares, não foram, mas aparecem no jogo e querem ganhar. O Enzo, que estava no banco, e eu andava à procura dele e ele estava dentro do campo a festejar. Este tipo de mensagem de grupo são coisas das quais gosto muito. Nunca digo aos jogadores se jogam ou não jogam porque têm de estar disponíveis para 1 minuto, 90 minutos ou para irem para a bancada. Fico contente por, sem explicações, perceberem as coisas".

Em relação ao seu futuro, sentiu necessidade de dizer algo aos jogadores?

"Não. Como você disse, já falei o suficiente, se calhar mais do que o suficiente, para não precisar de falar mais. O que eu disse, disse. E não preciso de repetir. Só isso".

Já disse que não pode garantir se fica no Benfica porque não depende só de si, mas a vontade e o desejo dependem de si. O seu desejo de continuar é superior a qualquer convite que possa aparecer? Se Real Madrid ou a Seleção batessem à porta...

"Não quero dizer mais nada sobre isso. Já disse o que tinha a dizer relativamente ao Benfica e não vou fazer mais nenhum tipo de comentário. Notícias que saíram hoje de que estava chateado com o presidente... Só estou chateado porque, não sei porquê, mas não me deram o meu emblema de 25 anos de sócio. Acho que se esqueceram de mim. De resto tudo bem, não há problema nenhum. Toda a gente sabe da situação. Quando a época acabar, teremos 10 dias para continuar ou separar. Já disse o que tinha a dizer".

Quando chegou, encontrou um plantel que não era o seu. Tendo a oportunidade de reformular, isso já está a acontecer? Ou a incerteza em relação ao seu futuro pode comprometer isso?

"Quando cheguei, não era o meu. Agora é. Há uma grande diferença. Uma coisa é um treinador chegar e o plantel não ser seu, outra é estar 7 meses e qualquer coisa e agora é meu. E enquanto treinador do Benfica, este é o meu plantel. Relativamente à pergunta, sim. Tenho tido reuniões com a estrutura, presidente e diretor, como sempre faço porque gosto de me vincular às minhas responsabilidades e às minhas - não quero dizer decisões - análises e opiniões. Faço-o por escrito. Há documentos meus nas mãos do presidente e do diretor. E temos estado juntos com alguma frequência na tentativa de melhorar o meu plantel. Este plantel é o meu e, se continuar na próxima época, continuará a ser. Terá, objetivamente, alguns ajustamentos para ser mais a minha cara, para ter alguma coisa mais minha, como dizem em Inglaterra: o fingerprint. Mas este plantel é meu e gosto dele. E uma coisa é adaptá-lo a um determinado tipo de personalidade e modo de ver futebol, outra coisa são mudanças radicais. E sou completamente contra mudanças radicais. Há muita gente aqui que teve evoluções importantes e que me deixam a expectativa de, na próxima época, poderem ser melhores".

Lá fora dizem que o River Plate está em conversas com o Otamendi. Como treinador do Benfica, pode dizer algo sobre o futuro dele? Gostava que continuasse?

"Acho que depende só dele. Há pessoas que têm o direito, entre aspas, de escolher o seu futuro por tudo o que construíram no futebol. E o Otamendi é um desses. Fez o seu último jogo pela seleção em território argentino por decisão sua, acho que terminará com a seleção depois do Mundial por decisão sua, será por decisão sua que vai regressar à Argentina e ao River ou continuar no Benfica. Está tudo nas suas mãos. O tipo de rendimento que tem apresentado ao longo da época, e com pouquíssimas lesões e ausências... Uma presença sempre regular dá-lhe essa credibilidade, de não olharmos para o passaporte, esquecermo-nos da idade e focarmo-nos no rendimento. É um grande jogador. E a qualidade não muda nada de um ano para o outro".

Disse que só ganhando os quatro jogos o Benfica pode ambicionar o segundo lugar. Acredita que ganhando esses jogos, ficará mesmo em 2.º? Ou seja, que o Sporting perca pontos? Prometeu isso aos jogadores?

"Não prometi nada nem posso prometer nem garantir que o Sporting vai fazer 15 pontos, 13 ou menos. A minha desilusão pós-Casa Pia veio exatamente disso, da perda de controlo sobre o nosso destino. Se tivéssemos ganho, neste momento estávamos a quatro vitórias de ficar no segundo lugar e neste momento não estamos. Dependemos dos resultados. Dos nossos, obviamente, mas também dos resultados do Sporting. E isso está fora do nosso controlo".

Tendo em conta este mau momento do Pavlidis, não tem a tentação de apostar no Ivanovic?

"O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca. Há atacantes que só são golos, e que quando não há golos não há rendimento, contribuição. Tudo o que o Pavlidis faz na equipa, inclusive na primeira fase de construção em que na maior parte das vezes os atacantes não estão envolvidos... Até aí é importante. Não o analiso como os golos que marca ou não marca. Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança".

Ver detalles de la publicación