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·2 de marzo de 2026

Futre: “Sporting foi meu pai e mãe, mas não estava aqui se não fosse o FC Porto”

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Na véspera do dérbi entre Sporting e FC Porto, referente à primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, marcado para terça-feira em Alvalade às 20h45, Paulo Futre – que passou por ambos os emblemas – recusou apontar um favorito.

«Carrego os dois eternamente. O Sporting foi meu pai e mãe no futebol, mas também não estava aqui se não fosse o FC Porto e aquilo que consegui lá», começou por dizer, em declarações à agência Lusa, sublinhando que, sempre que se defrontam, deseja apenas «que ganhe o melhor».


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Crescido nas escolas do Sporting e figura do FC Porto que conquistou a Taça dos Campeões em 1987, o antigo internacional refere viver os confrontos entre ambos com emoções contraditórias.

Sinto mais tristeza pela equipa que perde do que alegria pela que vence. Para mim são duas instituições muito especiais.

«Num clássico nunca há favoritos. Uma equipa pode estar muito bem e perder, outra pode não estar tão bem e ganhar. Quando o árbitro apita, tudo pode acontecer», disse.

Futre reconhece que a componente emocional continua a influenciar estes jogos, mas frisa que hoje em dia dificilmente surgem declarações públicas que concedam vantagem psicológica ao adversário: «Só há vantagem emocional se alguém fizer uma declaração infeliz, dizer que é melhor ou que vai ganhar facilmente. A outra equipa entra com mais raiva. Hoje isso quase já não acontece.»

«Uma meia-final joga-se em 180 minutos»

Interrogado sobre a relevância do encontro inaugural, recomendou uma postura prudente, recorrendo à sua vivência em fases a eliminar, tanto europeias como domésticas.

«Uma meia-final joga-se em 180 minutos. O primeiro jogo é apenas a primeira parte. Mesmo que alguém seja derrotado em casa, nada fica decidido. Pode resolver-se com um lance de génio, um erro ou uma bola parada. E até pode ir a penáltis. Há quem não acredite, mas eu acredito na sorte. A estrelinha é muito importante nestes momentos», respondeu.

Relativamente a previsões, manteve-se isento: «Talvez fique mais triste pela equipa que perde do que contente pela que ganha. São duas equipas muito especiais para mim.»

«O FC Porto está bem, o Sporting também está a fazer uma grande época. Para mim é cinquenta por cento para cada lado. Espero uma grande eliminatória e que passe o melhor», concluiu.

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