Gabri Veiga: “O FC Porto está de volta e isso pode chatear determinadas pessoas” | OneFootball

Gabri Veiga: “O FC Porto está de volta e isso pode chatear determinadas pessoas” | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Portal dos Dragões

Portal dos Dragões

·15 de mayo de 2026

Gabri Veiga: “O FC Porto está de volta e isso pode chatear determinadas pessoas”

Imagen del artículo:Gabri Veiga: “O FC Porto está de volta e isso pode chatear determinadas pessoas”

Gabri Veiga foi um dos nomes em destaque na campanha que devolveu o FC Porto ao título nacional e, na véspera da celebração com troféu e festa, recuou para recordar os momentos que, na sua opinião, definiram a época. O médio espanhol falou de sofrimento e união, de desaires que não desviaram a equipa do caminho e de vitórias que ganharam ainda mais valor quando a pressão aumentou. No centro de tudo ficou uma ideia simples e firme: “sobretudo, o não cair”.

Na antecâmara de um final de festa, Gabri Veiga falou à imprensa com a serenidade de quem já percorreu o trajecto mais exigente e agora tenta organizar a memória dos dias decisivos. O nome completo do protagonista surge aqui sem esforço: Gabri Veiga foi convidado a rever uma época importante no FC Porto, e a sua resposta manteve sempre o mesmo fio condutor, o da estabilidade emocional de uma equipa que soube aguentar impacto, ruído e expectativa.


OneFootball Videos


Quando lhe pediram para destacar um jogo, uma vitória ou um instante decisivo, o espanhol não quis limitar a época a uma única imagem. Preferiu descrevê-la como uma sequência de testes à resistência, entre sobressaltos, sinais de força e encontros em que a margem de erro parecia cada vez menor.

“Para mim são vários momentos. O falecimento do Jorge, que foi um momento mais de união da equipa, sobretudo no início; depois a derrota com o Casa Pia… Numa equipa sem tanta personalidade, sem esse trabalho por trás, confiança e união, nunca saberias onde poderia ir depois dessa derrota.”, afirmou. “E com todo o mundo a dizer que o Sporting ia recuperar o primeiro lugar, etc., etc.; depois, acho que também foi muito importante a vitória contra o Braga, que foi um dos rivais que mais me surpreendeu, dos que mais gostei – uma palavra para eles que fizeram um jogo, pelo menos contra nós, admirável -; finalmente, a vitória com o Estoril. O Sporting tinha um jogo a menos e, se perdêssemos, era um momento em que nos podiam ultrapassar. O Estoril era também uma equipa muito forte, algo que me surpreendeu nas equipas portuguesas, o nível realmente está muito alto. Foram essas vitórias, esses acontecimentos e, sobretudo, o não cair.”

Mais do que uma simples sequência cronológica, a resposta traça um retrato do espírito competitivo que, na visão do jogador, sustentou o percurso. Veiga sublinhou aquilo que distingue uma equipa que vacila de outra que consegue absorver o golpe e continuar, deixando claro que o título também se construiu na forma como o FC Porto reagiu quando o cenário ameaçou complicar-se.

Questionado sobre se a derrota frente ao Aves SAD mancha a campanha, o médio afastou a ideia sem hesitar. Fê-lo com pragmatismo, lembrando que até as equipas campeãs falham quando baixam o ritmo e que, nesses casos, o alerta pode ser útil.

“Não, não acredito. Inclusive esta quarta-feira tivemos outro exemplo ao mais alto nível, o Barcelona, que há dois dias estava a celebrar, perdeu com um Alavés que lutava pela permanência.”, explicou. “O Aves não jogava para nada e nós tínhamos essa vontade de igualar o recorde de pontos, além de objetivos pessoais, mas são coisas que podem acontecer. É uma aprendizagem para saber que, quando não estamos a 100 por cento, se baixarmos um bocadinho, todas as equipas são competentes o suficiente para nos fazer passar uma má tarde. É algo que temos de aprender e não baixar o nível no ano que vem.”

O discurso revela a exigência com que o balneário encara a própria obra: sem dramatizar o deslize, mas também sem o esconder. Na leitura de Gabri Veiga, a derrota não apaga o percurso nem belisca a legitimidade da campanha; serve antes como lembrança de que, no topo, a vantagem nunca permite facilitismos.

Ver detalles de la publicación