Portal dos Dragões
·20 de abril de 2026
Gabri Veiga só pensa em ganhar: “Nem quero saber como estão as contas”

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Gabri Veiga saiu da vitória com um discurso de quem não quer distrações nem fazer contas em excesso. Entre a análise ao arranque da equipa, a exigência que coloca em si próprio e a forma como encara a fase decisiva da Liga e da Taça de Portugal, o médio deixou uma ideia simples: a atenção está totalmente virada para o que se segue. E, sobre a luta pelo grande objectivo, foi taxativo: “Nem quero saber como estão as contas”.
Quando a época entra numa fase em que cada pormenor ganha peso, Gabri Veiga apareceu com uma mensagem de urgência competitiva, mas também de confiança tranquila. O jogador falou da resposta da equipa, da importância dos pontos somados e da necessidade de manter o ritmo num calendário que já só admite finais.
Ao comentar a vitória, o médio sublinhou a forma como a equipa entrou no jogo, a capacidade para fazer o que sabe e a importância de conservar a vantagem num contexto em que todos os adversários lhe parecem difíceis.
“Foi uma boa entrada no jogo, abrimos o jogo, fizemos o que sabemos.”, afirmou. “Ficamos com os três pontos, faltam quatro finais e temos que ir com tudo. Somos um grupo muito forte, todos os adversários são complicados nesta Liga, tínhamos de impor mais ritmo de jogo, O penálti não ajudou, mas confio muito no Alan e ele vai marcar em breve.”
Nas palavras de Gabri Veiga, há satisfação pelo objectivo cumprido, mas não há lugar para descanso. A vitória vale pelo impulso que transmite, não pelo conforto que proporciona, e isso ajuda a perceber a forma como aponta de imediato para o que ainda falta disputar.
Questionado sobre o momento individual, o tom foi de exigência, mas também de reconhecimento do trabalho realizado. O médio apontou a paragem como ponto de viragem e enquadrou o presente como a fase em que se sente melhor.
“Sou o primeiro a exigir-me muito, mas também é altura de dar louvor ao que tenho feito.”, explicou. “A paragem foi boa para trabalhar o físico. Tinha de estar bem, estou no melhor momento, por mim jogava já amanhã outra vez.”
É uma resposta que junta ambição e sensação de plenitude competitiva. Mais do que um elogio a si próprio, Gabri Veiga retrata um jogador que sente ter encontrado o ritmo certo numa altura particularmente sensível da época.
Quando a conversa passou para as contas do título, a resposta foi curta e reveladora da linha mental que quer seguir nesta recta final. Nada de cenários paralelos, tudo centrado naquilo que a equipa pode controlar.
“Nem quero saber como estão as contas, só quero saber dos quatro jogos que faltam e do jogo da Taça. Temos de fazer o nosso. Merecemos depender apenas de nós.”
A ideia é clara: o discurso troca a ansiedade da aritmética pela disciplina do imediato. É uma forma de recentrar a pressão no rendimento próprio e de transformar a ambição numa tarefa concreta, jogo a jogo.
Já sobre a Taça de Portugal, no encontro frente ao Sporting, Gabri Veiga manteve o registo de respeito pelo adversário, sem abdicar da confiança. E fez questão de incluir os adeptos na equação do que aí vem.
“Jogamos contra uma equipa forte, mas com estes adeptos, todos a remar para a frente, vamos fazer o melhor, respeitando o rival, mas tenho muita confiança nesta equipa.”
Nesse ponto, o retrato mantém-se coerente com o resto: prudência no enquadramento, convicção no essencial. Gabri Veiga não promete facilidades, mas deixa claro que vê a equipa preparada para atacar o que falta com a mesma urgência com que fala, joga e se exige.


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