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·25 de julio de 2026

Gabriel Caipira avalia empréstimo ao Betim e destaca evolução no futebol profissional

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  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

De volta ao Corinthians após o encerramento do empréstimo ao Betim, Gabriel Caipira fez um balanço da primeira experiência no futebol profissional. O lateral-direito, que disputou a Série D do Campeonato Brasileiro pela equipe mineira, afirmou que o período fora do Parque São Jorge foi importante para sua evolução dentro e fora de campo.

Em entrevista à TMC, o jogador relembrou que a oportunidade de atuar pelo Betim surgiu após uma lesão sofrida no fim de 2025, que o tirou da Copa São Paulo de Futebol Júnior e dificultou sua transição para o elenco principal do Corinthians.


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Foto: Reprodução / Instagram

Ao comentar a decisão de aceitar o empréstimo, Caipira explicou que enxergou na Série D a oportunidade de ganhar sequência no futebol profissional.

“No fim do ano, tive uma lesão que não consegui jogar a Copinha. Fiquei mais ou menos dois meses e meio parado, que seria na subida da base para o profissional. Nisso chegou outro lateral para o profissional e eu fiquei sem espaço, ainda mais voltando de lesão. De última hora, chegou o Betim para eu ser emprestado. Como estava sem jogar desde outubro, foi uma boa para eu poder dar esse salto da base para o profissional. O intuito era esse: jogar no profissional, porque no Corinthians seria mais difícil.”

O defensor disputou 12 partidas pelo clube mineiro e conquistou espaço entre os titulares durante a campanha na Série D. Segundo ele, o período serviu para acumular minutos em campo e vivenciar uma realidade diferente daquela encontrada nas categorias de base.

“Fechei empréstimo até o final da Série D. Joguei a estreia da Copa do Brasil contra o Operário, que também foi minha estreia, e aí começou o Brasileiro. Ali comecei a ser titular. De 13 jogos, fui titular em 11. Consegui minutar bem, fiz 90 minutos em vários jogos, consegui fazer gol, dar assistências… Foi muito importante para mim ter essa experiência profissional, que é bem diferente do Sub-20.”

Durante a passagem pelo Betim, Gabriel Caipira também atuou em uma função diferente da que exercia com frequência no Corinthians. Sob o comando do técnico Leandro Zago, o lateral foi utilizado como ala em um sistema com três zagueiros, mudança que considera positiva para o seu desenvolvimento.

“O Zago gostava de jogar com linha de cinco (defensores). Como eram três zagueiros, eu ficava mais de ala. Gosto de jogar nessa posição, até porque tem um suporte a mais para eu subir. Não tinha jogado muito na base, porque não tinha pegado treinadores que jogavam assim. Gostei bastante. E nossa principal jogada ofensiva era pela direita.”

Além dos aspectos táticos, o jogador destacou as diferenças de estrutura entre o Corinthians e o Betim. Segundo Caipira, a experiência permitiu conhecer uma realidade distinta da vivida desde que chegou ao clube alvinegro, ainda na infância.

“(Senti diferença) principalmente questão de CT. O CT do Betim ainda não está pronto, então o treino às vezes tinha que ser no estádio, às vezes tinha que se locomover para outros campos. Isso às vezes dificultava. Em questão de DM e material para treinar, o Corinthians tem em sobra, e lá faltavam algumas coisas.”

Na sequência, o lateral ressaltou o aprendizado adquirido fora do ambiente em que foi formado.

“Também foi importante pessoalmente, porque nunca tinha vivido outro ambiente. Estou no Corinthians desde os nove anos, então nunca tinha saído do Parque São Jorge. Foi muito importante viver isso, ver como a realidade é diferente.”

Outro ponto abordado pelo defensor foi o nível técnico encontrado na Série D. Antes da competição, Caipira admitiu que tinha uma percepção diferente sobre o torneio, mas afirmou ter se surpreendido com a qualidade dos adversários.

“Antes de jogar, achei que fosse um nível pior. Encontrei muito jogador que jogou Séries A e B a vida inteira, de qualidade. Era um jogo de mais contato, tinha time que batia muito, era mais violento. Tinha jogador do Betim que passou por Série A e eles brincavam que o nível mais difícil era Série D, porque nas primeiras divisões você joga com atletas melhores, então (o jogo) flui mais. Na Série D é tudo meio loucura.”

Para o jogador, uma das principais dificuldades da competição estava nas condições dos gramados utilizados ao longo da campanha.

“Na Série D, tinha que aproveitar bem jogando em casa, que tinha um gramado melhor. Acho que o único gramado bom era do Uberlândia. O resto eram todos gramados mais antigos. Jogamos em gramados que até impossibilitavam jogar com a bola no pé, até por isso ficava um jogo mais truncado.”

O empréstimo de Gabriel Caipira foi encerrado após a eliminação do Betim para o CSA na terceira fase da Série D. O lateral-direito tem contrato com o Corinthians até 31 de dezembro de 2026 e aguarda a definição de seu futuro após retornar ao Parque São Jorge.

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