Galo x Tombense: coletiva de imprensa com Sampaoli | OneFootball

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·19 de enero de 2026

Galo x Tombense: coletiva de imprensa com Sampaoli

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Pergunta: Acabou que o Atlético terminou o jogo podendo fazer mais duas substituições, teve as três paradas e você escolheu uma só e pra gente assim, início de temporada, jogadores fazendo o primeiro jogo no ano, imaginava que pudesse rodar mais, colocar mais jogadores em campo. Qual foi o pensamento no final ali e o que faltou para o Atlético conquistar o resultado?

SAMPAOLI: O fato de que distribuir minutos de jogo faz parte de um planejamento, jogadores que já haviam atuado em uma partida anterior. E o que faltou, eu acho, foi decisão, faltou paciência para finalizar as jogadas com muito volume e uma grande vantagem. Mas bem, estamos apenas começando, viemos de uma pré-temporada bastante difícil, com o grupo que jogou hoje, pensamos que tínhamos a esperança de que poderíamos jogar uma partida, abrir o placar no primeiro tempo, mas não aconteceu. A partida foi difícil para nós devido à falta de finalização do nosso ataque.


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Pergunta: São três rodadas e o Atlético não venceu. Muito pouco tempo de temporada hoje, por exemplo, alguns jogadores estrearam no ano, teve estreias no Atlético, o Renan Lodi, o Maycon. Como que você consegue colocar na balança essa questão de não ter vencido, a gente sabe que tem a pressão pelo resultado, pela camisa do Galo, mas ser início de temporada e ter uma semana agora com dois clássicos, aqui de Minas, o América e depois o Cruzeiro?

SAMPAOLI: É parte do que é o futebol, nós estamos nos preparando, sabemos muito bem, temos muito claro o que estamos fazendo, alguns jogadores chegaram em diferentes condições e eu acho que o time está trabalhando bastante duro para melhorar. Hoje, eu acho que qualitativamente o time faltou respostas criativas para definir o jogo, com semelhante volume, não ter a possibilidade de ganhar este jogo é o que mais me preocupa, mas vamos continuar trabalhando e vamos tentar continuar melhorando.

Pergunta: A minha pergunta é sobre as contratações e sobre o meia Lucas Assad. Foi amplamente divulgado as tentativas e tratativas do Atlético com esse jogador e eu queria saber se você ainda tem esperança da chegada dele e caso ele não vença, você já tem algum jogador monitorado para a posição?

SAMPAOLI: Eu acho que o Lucas é um jogador que nós monitoramos e escolhemos, o clube está tentando, vendo se tem a possibilidade de trazer ele ou não. O mercado está aberto e estamos sempre esperando. O mais importante é que estamos sempre esperando soluções para o time, e eu acho que o que mais preocupa é a falta de gols e se tivéssemos tido contundência a partida teria aberto e teria sido diferente. Passaram os três jogos a mesma coisa, os adversários estão muito atrás, porque na primeira metade não tivemos tantas situações de acordo com o volume e isso sim me tem preocupado, porque também são problemas do passado. Os mesmos problemas do passado são os que estão acontecendo agora e isso é o que me preocupa.

Pergunta: E até pegando o gancho na sua resposta, é uma preocupação que vem desde o ano passado, e de fato o Atlético sentiu muita dificuldade na criação. Como é que você enxerga para corrigir isso? A chegada de novos jogadores, com estilo de jogo diferente, ou alguma forma de trabalhar diferente. Como você enxerga pra corrigir esse erro?

SAMPAOLI: As vezes temos estilos de jogo diferente. Hoje jogamos com linha de 4, no ano anterior jogamos com linha de 5. Tratamos de modificar esquema, mas futebol, quase sempre, para mim, para bem e para mal, sempre termina definindo os jogadores. Acredito que os erros coletivos no primeiro tempo é que o time não se juntou tanto, e no segundo tempo apressou um pouco mais, mas as soluções não são mágicas, modificamos a forma de trabalho, tentamos que o time seja mais agressivo, mas ainda não conseguimos, sobretudo por pouco tempo, mas além do pouco tempo de trabalho, sabemos que nós chegamos com esses jogadores que jogaram hoje já há 4 meses e continuamos procurando alternativas e às vezes termina chocando com uma realidade que não espera e que sempre tenta que se produzam modificações.  Mas continuaremos tentando.

Pergunta: O clube já falou abertamente sobre algumas posições que procura no mercado. Um camisa 5, um centroavante. Você acabou de nos responder sobre Lucas Assadi. Nos últimos dias surgiram algumas informações dando conta de que a diretoria do Atlético agora trabalha na busca de um zagueiro. A gente sabe como é importante um central, como a gente diz, na sua iniciação de jogo, tendo o passe, enfim, mas também, tendo em vista o setor defensivo do clube e as opções, zagueiro, é uma necessidade que você passou para a diretoria, Sampaoli?

SAMPAOLI: Hoje, a verdade é que com a lesão de Lyanco e a lesão do garoto Roman, só temos um zagueiro direito. Então, está dentro dos pedidos ou das possibilidades de que chegue um zagueiro por problemas momentâneos que tem o time. Nessa posição, zagueiro esquerdo, tem Vitor Hugo e Júnior Alonso, então aí não deveríamos ter problemas, na direita poderíamos ter algum problema por falta de reposições, mas bem, o futebol não permite, seguramente, o que estamos vivendo, que é uma transição. Numa transição em que temos que fazer funcionar um time com alguns jogadores novos e com outra reformulação de um plantel coletivo. Mas, enquanto estiverem os que estiverem, continuaremos tentando, trabalhando, amanhã tentaremos buscar soluções com os jogadores que temos, enquanto talvez chegue algum jogador novo que nos ajude.

Pergunta: Ao contrário dos outros jogos, hoje o Atlético teve melhor contundência no último terço de campo, tanto é que dos 580 passes que o Atlético trocou na partida, 251 foram no último terço de campo. Porém, o Atlético errou 20% desses passes e tivemos apenas uma finalização no alvo. O que está faltando, na sua opinião, naquilo que você vê de jogo, até mesmo para a gente poder transmitir isso para os nossos ouvintes, no entendimento do jogador, é o posicional ou tentar finalizar mais de fora da área, por exemplo, alguma coisa assim?

SAMPAOLI: Hoje o jogo dava para finalizar um pouco mais de fora da área, porque eles estavam muito fechados por dentro, então havia muito pouco espaço. Além disso, o time teve situações muito claras para ganhar o jogo. Além disso, que você comenta que é verdade, o time tem que encontrar soluções de acordo com as dificuldades que se apresentam. Hoje, era um momento para ter finalizadores de fora da área, e acho que o único que tentou foi Hulk, em quatro vezes, e o resto não teve finalizações. Então, eu acho que a falta de finalizações foi o problema que tivemos no ano anterior, continuamos tendo este ano, e as possibilidades de regularidade que tínhamos qualitativamente no ano anterior, hoje não se deu tanto, talvez por pouco tempo de preparação, e que seguiremos tentando.  Mas acho que superar a resposta que te propõe um adversário, como a de hoje ou como a do primeiro jogo, é uma tarefa pendente.

Pergunta: É muito difícil não comparar com o ano passado, principalmente nesse início de ano, porque ano passado o Galo começou nas três primeiras rodadas do Campeonato Mineiro, com outro técnico sim, com o time nos Estados Unidos, tendo também três empates consecutivos, e se complicando horrores na competição estadual. E nesse momento a mesma situação, mas acaba que o time dito como titular foi colocado antecipadamente, agora na terceira rodada, e sofre esse empate agora contra o Tombense por 0 a 0. Queria que você falasse um pouco para o torcedor realmente, o que falar para ele, para mudar o pensamento, para acreditar que esse ano pode ser diferente de tudo o que aconteceu no ano passado, e contando também com essas outras concentrações, essa mudança de elenco.

SAMPAOLI: É muito atípico, porque a preparação deste ano é diferente da de ano anterior. A preparação deste ano mistura Brasileiro com estadual. Então, se um não tem uma preparação equilibrada, e não monta dois times para dar duas competições em um início de ano, seguramente vai ter problemas. Então, nós preparamos um planejamento, que nos permita que o time tenha a possibilidade de que joguem muitos jogadores, e que tentemos também chegar bem ao Brasileirão, que falta muito pouco, o jogo com Palmeiras. Então, se jogássemos com um único time, seguramente estaríamos pagando o preço de meio ano. Então, é uma preparação diferente, tem que saber que vai haver muitos jogadores que vão rodar e vamos ver que capacidade têm esses jogadores para resolver o que acontece. Eu não vou modificar o planejamento, porque estaria prejudicando o desenvolvimento de tudo o que vai ser este tempo antes do Mundial, que vai ser muito agitado.

Pergunta: Queria saber o quanto incomoda, ou atrapalha essa falta de resultados. E já entrando nessa sua resposta, sobre prioridade. Com a falta de resultados no Mineiro, é possível que o Atlético priorize o Campeonato Brasileiro que vai começar no dia 28?

SAMPAOLI: Imaginem que os dois primeiros jogos foram jogados por 70% de jogadores de 17 anos, coisa que também é uma categoria que o clube, conjuntamente com o clube, queremos promover, e que, bom, acho que fizeram aceitável e não conseguiram ganhar. Hoje, é o primeiro jogo que jogam quase todos os profissionais, e sempre não ganhar no futebol é complicado, mas nós estamos convencidos de que o único que podemos oferecer é trabalho. Trabalho, trabalho e muito mais trabalho. Depois, os que decidem dentro do campo são os que seguramente avaliarão o trabalho ou não. Eu, sinceramente, não decido dentro do campo, então eu não… desse lugar não posso opinar, simplesmente seguir trabalhando, dando-lhe opções para que tenham a possibilidade de que o time ganhe partida. Pela representatividade do clube, pela importância do clube, acho que é muito curto o tempo de uma exagerada avaliação, porque faz 15 dias que estamos trabalhando, mas são jogadores que hoje, por nome, por capacidade e por história, deveriam ter ganhado o jogo.

Pergunta: Porque você não promoveu hoje a estreia do Alan Minda? E sobre o Hulk, falando de campo e bola, a gente sabe que a questão da permanência dele ou não no clube não é com você, mas já que ele ficou até agora, ele já falou várias vezes, e a gente nota também que não é o melhor Hulk, a melhor versão dele jogando, como um homem de referência, de costas para a zaga em vários momentos. Hoje ele mostrou também uma dificuldade em alguns lances, na minha opinião. Queria saber como você enxerga essa utilização do Hulk, se é apenas pela falta de um jogador mais de característica, de ser um 9 ali, que você segue insistindo no Hulk nessa posição, ou se você pensa em usá-lo de outra forma quando esse jogador chegar?

SAMPAOLI: Respondendo sua segunda pergunta. Hoje o time contava com essa opção. Nós pensamos que o Rony é mais extremo que centroavante, por isso, para nós não é uma opção para essa posição, mas as vezes o utilizamos, porque não temos outro recurso além desse. Talvez, se chegar algum outro jogador de característica parecida a que fazia o Hulk quando jogava com outro ponta, facilitaria um pouco mais a função dele, mas hoje acho que não vejo, ou temo que tenhamos outra opção que não seja o Hulk.  Se tivesse, por aí, a buscaria, mas eu não a encontro. Inclusive, as mudanças não nos deram a claridade que faltava à equipe, ou ao contrário, as jogadas se entorpeciam demais com as mudanças. Quando um muda, os jogadores querem que… Quando você coloca jogadores descansados, quer que esses jogadores mudem a história do partido. E, bem, não foi assim. Sim, mas com respeito a isso, acho que também, inclusive eu falei com o Hulk, acho que na atualidade de sua carreira, que ele jogue em um corredor seria muito mais complicado para ele. Eu acho que estando mais perto do gol é muito mais fácil, além de que também precisa ter uma comunicação com ele para colocá-lo de cara ao gol. Hoje, isso não aconteceu. Alan Minda, chegou há pouco tempo de preparação, muito tempo sem jogar. Seria uma irresponsabilidade ter colocado.

Pergunta: Eu queria que você comentasse um pouco sobre o Bernard. Foi um atleta que teve bastante participações ofensivas. Ele teve 63 passes no jogo, tendo 54 passes e 63 de acerto. Uma média de 86% de acerto. Então, dentro dessa realidade, com ele aproveitando ali da frente e levando o time para frente ofensivamente, hoje na partida, como eu disse, o que mais participou, eu queria que você comentasse um pouco sobre como você explora o Bernardo ali na frente e como você deseja explorar ele ainda mais no resto da temporada.

SAMPAOLI: Eu acho que o Bernard é um exemplo para nós. Hoje ele é o nosso melhor jogador. Porque hoje, na atualidade, falávamos com o grupo de jogadores, que se mede através da quantidade de ações, e Bernard é um jogador que tem muitas ações. Ainda não estando muito preciso, ainda não tendo a melhor atuação que já vimos dele, esteve de cara com o gol, esteve de cara à assistência, esteve de cara à recuperação. A verdade é que para mim é o jogador mais destacado que tem hoje o plantel. Poder conseguir reestruturar e revitalizar suas habilidades, foi extremamente positivo para nós.

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