Jogada10
·12 de marzo de 2026
Gerson é citado por oficial de Justiça no Rio em ação do Flamengo

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O meio-campista Gerson recebeu uma citação de um oficial de Justiça no hotel onde o clube mineiro se concentrou, em Copacabana, para o jogo contra o Flamengo, nesta quarta-feira (11), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O processo é movido pelo clube carioca, que cobra R$ 42,7 milhões de seu ex-jogador. O caso tramita em segredo de Justiça. A informação inicial foi do Amcelmo Góis, do O Globo.
O valor, afinal, é referente ao direito de imagem que Gerson receberia em seu último contrato no Flamengo antes de se transferir para o Zenit, da Rússia, em julho de 2025. A outra parte envolvida no processo, a empresa de Marcão, pai do atleta, também já recebeu notificação.

Gerson em jogo contra o Botafogo – Foto: Thais Magalhães/Cruzeiro
A decisão do Flamengo de acionar seu ex-jogador judicialmente aconteceu logo após o retorno de Gerson ao futebol brasileiro para defender o Cruzeiro. O clube mineiro tem rivalizado com os cariocas tanto dentro quanto fora de campo. O departamento jurídico do Flamengo baseia a cobrança em uma cláusula do contrato de direitos de imagem firmado em abril de 2025. Tal data foi a última renovação do atleta antes de sua transferência para o Zenit, da Rússia.
Segundo a alegação dos cariocas, o vínculo previa que uma rescisão antecipada “por iniciativa sem justa causa ou por culpa do atleta” obrigaria o pagamento de uma multa equivalente à totalidade do saldo restante do contrato. Na época da venda para o futebol russo, esse montante girava em torno de R$ 40 milhões. O Flamengo, assim, entende que a saída de Gerson se enquadrou nessa condição, ativando a cobrança imediata da penalidade.
Do outro lado, a defesa de Gerson contesta veementemente a existência da dívida. O entendimento do estafe do jogador é que a transferência para o Zenit foi uma transação de compra e venda de direitos econômicos. E assim sendo, os russos pagaram ao Flamengo pela liberação. Para eles, o contrato de imagem é acessório ao contrato de trabalho desportivo. Ou seja, quando o vínculo com o clube se encerrou pela venda, o acordo de imagem foi extinto automaticamente, sem gerar ônus ou multas para o atleta.









































