Zerozero
·21 de julio de 2026
Great Scott #509: Único árbitro a começar a segunda parte de um jogo do Mundial sem um guarda-redes

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·21 de julio de 2026

Há figuras inacreditáveis no futebol europeu. Como o árbitro holandês Lau van Ravens, envolvido em dois momentos imperdíveis do futebol português na UEFA, ambos em Lisboa e com equipas escocesas de Glasgow. Primeiro é na Luz, com a moeda ao ar no Benfica vs Celtic. Depois é no José Alvalade, com os penáltis inexistentes no Sporting vs Rangers.
Adiante, isso até nem é para o caso. O assunto de hoje é o Mundial-70, o da consagração definitiva de Pelé, o do tri do Brasil. Ainda na fase de grupos, em León, no Estádio Camp Nou, jogam RFA e Marrocos - curiosamente, as duas selecções repetiriam o duelo em 1986, também no México, em Monterrey.
Tanto em 1970 como em 1986, Marrocos dá trabalho. Em 1970, e contra todas as expectativas, até porque a RFA se apresenta como vice-campeã mundial, o primeiro golo da tarde é de Jarir, com a baliza aberta, após um amorti de cabeça de Höttges. É verdade, o lateral-direito corta um cruzamento defeituosamente e atrapalha as convicções do guarda-redes Maier. Com a bola ali à frente, Jarir atira a contar.
O processo é simples e há alemães virados do avesso. O capitão Uwe Seeler está à entrada da área, na meia-lua, e refila energeticamente com Höttges. O homem avança cabisbaixo e a limpar a testa com a camisola. Aos 77´, seria substituído e a RFA completaria a volta ao marcador aos 78´, por Müller, de cabeça, quase na linha de golo, já depois de Seeler ter empatado aos 56´ num remate de primeira ao ângulo inferior de Allal Ben Kassou.
E ainda bem que o mencionámos, é ele a grande figura da segunda parte. Então? Aquando do início da segunda parte, o árbitro Van Ravens só dá conta da equipa da RFA em campo. A de Marrocos continua trancada no balneário a ouvir a táctica. O holandês vai então bater à porta e alerta os marroquinos. Estes saem de imediato e colocam-se em campo.
Peeeeeep, recomeça o prélio e sai a RFA. De repente, aos 25 segundos, Allal Ben Kassou desata a correr da linha lateral até à baliza. Então? O guarda-redes demorara-se mais um pouco no balneário e já entra com a bola ali de um lado para o outro. Diz de sua justiça Van Ravens: "Se a RFA tivesse marcado um golo nesse período, era mais que previsível receber guia de marcha por parte da FIFA no dia seguinte." Como tal não se passa, a FIFA premeia Van Ravens com um jogo dos ¼ final, entre Uruguai e URSS.







































